Uma corrida em que largar mal pareceu um bom negócio. O GP da Itália foi mais uma prova deste campeonato que poderia ter durado um pouco mais, pelo número de disputas que ainda estavam acontecendo quando foi dada a bandeirada. Mas não nas quatro primeiras posições: na Mercedes, Nico Rosberg fez o que Lewis Hamilton não fez em sua sequência de vitórias no começo do ano, errou quando esteve sob pressão, e perdeu pontos para o companheiro pela primeira vez desde a quebra no GP da Grã-Bretanha.
A dupla da Mercedes colocou impressionantes 25s em Felipe Massa, resultado que não deixa de ser frustrante em uma pista na qual a Williams esperava ter sua melhor performance do ano. Há outros circuitos que animam o brasileiro e ainda estão por vir, como Estados Unidos e Brasil, mas a realidade mostrada em Monza afasta a possibilidade de vitória em condições normais.
Os pódios, por sua vez, estão ao alcance do brasileiro. Porém, não é novidade que Massa tem um obstáculo considerável para tornar a festa de Monza em hábito: Valtteri Bottas fez outro final de semana consistente e demonstrou agressividade nas ultrapassagens para se recuperar de um início ruim, causado justamente por seu acerto mais voltado à corrida – os pneus não estavam na temperatura ideal e, com isso, a interação com a configuração escolhida para a embreagem não foi a melhor.
O finlandês fechou a primeira volta em 11º, uma posição à frente de outro destaque da prova, Daniel Ricciardo. O australiano acertou na estratégia ao retardar ao máximo sua parada e se aproveitou de sua conhecida habilidade de não desgastar muito os pneus para voar no final. Em mais uma oportunidade, o piloto da Red Bull deu uma aula de como ultrapassar sem perder tempo, marca registradas de todas as suas vitórias na Fórmula 1. As manobras em Perez e Vettel merecem entrar para o hall das melhores do ano.
