As mudanças que a FIA anunciou para os próximos 3 anos tocam em diversos pontos que causaram polêmica neste ano. Mostra uma entidade, enfim, disposta a resolver os pontos nebulosos do regulamento – mas ainda faltam algumas explicações.
As asas da Red Bull flexionavam e os testes não mostraram como? Vamos mudar os testes e deixar mais claro o texto sobre esse item. O piloto ultrapassa o Safety Car e ainda é beneficiado? Deixaremos a regra mais clara daqui em diante. E se um mecânico é atropelado no pit, ele continua aberto? A partir de agora, o diretor de prova pode fechar o pit por questões de segurança. Dois pilotos disputam posição roda a roda na fast lane (parte do pitlane por onde os carros passam)? Sua largura será limitada, para que não haja espaço para tanto.
O fato de acabarem com o natimorto artigo 39.1, o das ordens de equipes, é um alento, porém na prática oficializa a hipocrisia. Isso porque a FIA deixou claro não querer ver situações de clara troca de posições como a da Ferrari na Alemanha, enfatizando que utilizará o artigo 151c (aquele que gerou a multa de R$ 100 milhões para a McLaren no spygate) para punir quem “colocar o esporte em descredito”. É praticamente um pedido para que façam o que quiserem, desde que seja escondido!

Outras mudanças serão a inclusão de uma placa protetora na região das pernas dos pilotos, a desclassificação de quem não usar ambos os compostos de pneus em corridas no seco (antes a punição se resumia à perda de 30s), a volta da nomenclatura de pneus intermediários (eram chamados de pneus de chuva, o que na prática não faz diferença alguma) e a necessidade das caixas de câmbio durarem 5 corridas consecutivas, ao invés das atuais 4. A nova regra também dá mais poder de punição aos fiscais e fala em punir más condutas dos pilotos, mas não fica muito claro o que querem dizer com isso (seria impedir gestos como o de Alonso para Petrov em Abu Dhabi e Vettel para Webber na Turquia? Ou pior, como o de Hamilton nas ruas da Austrália? Um pouco de exagero, não?). Falta também explicar melhor como funcionarão as asas traseiras flexíveis.
Nos próximos anos
Para 2012, a mudança que mais chamou a atenção é a liberação das conversas de rádio das equipes para quem faz as transmissões. Isso elimina a peneira da FOM, que gera as imagens, pela qual elas atualmente passam. No mesmo ano, os biocombustíveis estarão liberados.
Isso abre caminho para a grande mudança nos motores em 2013. Mais compactos e ecológcos e menos beberrões (em 35%), devem fomentar a pesquisa de reaproveitamento de energia. Ou seja, teremos KERS e afins de verdade. Primeiramente, serão permitidos 5 motores por piloto. A partir de 2014, apenas 4. Ao invés de fazer de 2 a 3 provas, como é atualmente, terão que aguentar 5.