Julianne Cerasoli

Alonso x Massa: um abismo dos mais inesperados

A briga que tinha tudo para ser acirrada, na pior das hipóteses por este ser o ano de adaptação de Alonso na Ferrari, foi ganha em poucos rounds pelo espanhol, dentro e fora das pistas.

Nas 7 primeiras etapas, havia até a impressão de que a consistência de Felipe dava mais frutos que a impetuosidade de Fernando, que se deixou em posição de franco atirador após os erros da China e de Mônaco. Mas as recuperações do espanhol, 4º após um drive through e um erro na estratégia na Ásia e 6º após largar em último no Principado, indicavam que havia mais por vir.

Alonso ganhou a equipe nos momentos precisos e minou Massa desde fora da pista

As 3 provas em sequência de Massa fora dos pontos – na Canadá, por colisões com Liuzzi e Schumacher; em Valência, pelo Safety Car, e, na Inglaterra, pelo toque com o próprio Alonso (o que provavelmente ajudou na tomada de decisão na corrida seguinte) – fizeram crescer para 31 pontos a distância entre os pilotos da Ferrari (antes desse “apagão”, a diferença era de 12) e o GP da Alemanha decretou o abismo entre os dois.

Apesar de, a partir daí, a apatia de Massa ter ficado mais evidente, a diferença em ritmo de corrida passou a diminuir, ao mesmo tempo em que o carro melhorava e ultrapassava a McLaren como 2ª força.

Mas o contraste dos números, em qualquer um dos quesitos, não deixa dúvidas do talento de Alonso e do que espera-se que tenha sido apenas um ano difícil de Massa – o fato de ter ficado a 2 pontos de Rosberg, numa Mercedes que em momento algum rendeu mais que a Ferrari, diz muito –, naquele que foi o duelo mais desigual entre companheiros de equipe igualmente experientes.

Alonso Massa
Vitórias 5 0
Voltas na liderança 126 42
Poles 2 0
Diferença média na classificação -0.30 0.30
Média de posição no grid 5.8 7.8
Pódios 10 5
Média de posição de chegada 4.56 7.11
Voltas mais rápidas 5 0
Voltas completadas em corrida 1120 1074
Abandonos por falhas mecânicas 0 0
Abandonos por acidentes 1 1
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