A briga que tinha tudo para ser acirrada, na pior das hipóteses por este ser o ano de adaptação de Alonso na Ferrari, foi ganha em poucos rounds pelo espanhol, dentro e fora das pistas.
Nas 7 primeiras etapas, havia até a impressão de que a consistência de Felipe dava mais frutos que a impetuosidade de Fernando, que se deixou em posição de franco atirador após os erros da China e de Mônaco. Mas as recuperações do espanhol, 4º após um drive through e um erro na estratégia na Ásia e 6º após largar em último no Principado, indicavam que havia mais por vir.

As 3 provas em sequência de Massa fora dos pontos – na Canadá, por colisões com Liuzzi e Schumacher; em Valência, pelo Safety Car, e, na Inglaterra, pelo toque com o próprio Alonso (o que provavelmente ajudou na tomada de decisão na corrida seguinte) – fizeram crescer para 31 pontos a distância entre os pilotos da Ferrari (antes desse “apagão”, a diferença era de 12) e o GP da Alemanha decretou o abismo entre os dois.
Apesar de, a partir daí, a apatia de Massa ter ficado mais evidente, a diferença em ritmo de corrida passou a diminuir, ao mesmo tempo em que o carro melhorava e ultrapassava a McLaren como 2ª força.
Mas o contraste dos números, em qualquer um dos quesitos, não deixa dúvidas do talento de Alonso e do que espera-se que tenha sido apenas um ano difícil de Massa – o fato de ter ficado a 2 pontos de Rosberg, numa Mercedes que em momento algum rendeu mais que a Ferrari, diz muito –, naquele que foi o duelo mais desigual entre companheiros de equipe igualmente experientes.
| Alonso | Massa | |
| Vitórias | 5 | 0 |
| Voltas na liderança | 126 | 42 |
| Poles | 2 | 0 |
| Diferença média na classificação | -0.30 | 0.30 |
| Média de posição no grid | 5.8 | 7.8 |
| Pódios | 10 | 5 |
| Média de posição de chegada | 4.56 | 7.11 |
| Voltas mais rápidas | 5 | 0 |
| Voltas completadas em corrida | 1120 | 1074 |
| Abandonos por falhas mecânicas | 0 | 0 |
| Abandonos por acidentes | 1 | 1 |