Raio-X do GP do Catar e a inversão de valores no meio do pelotão

Foi depois do GP dos Estados Unidos que todos na Mercedes diziam que o campeonato seria definido pela otimização de cada carro para cada pista. Foi uma lição que eles aprenderam a duras penas depois de terem sido batidos pela Red Bull em uma pista na qual acreditavam que teriam uma vantagem, e uma mentalidade que vem marcando a abordagem do time desde então, ajudando a mudar o equilíbrio das forças nesta reta final.

Raio-X do GP de São Paulo – e como Hamilton passou 24 carros em 95 voltas

O primeiro GP São Paulo ficará sempre marcado na história da Fórmula 1 como o palco de uma das maiores performances de Lewis Hamilton na carreira. E, para os brasileiros, como a corrida em que o inglês supreendeu com o gesto de carregar a bandeira no carro e no pódio, mostrando que eles também tinham uma participação em tudo o que aconteceu no sábado, quando ele, desclassificado do qualy, passou 15 carros em 24 voltas e, no domingo, mais nove, incluindo o rival Max Verstappen. Foi uma vitória que valeu muito mais do que os sete pontos que ele descontou de sua desvantagem no campeonato.

Raio-X do GP da Cidade do México e o ‘lapso’ que a Red Bull superou

Houve um momento em que parecia que a temporada teria uma outra reviravolta quando os mecânicos da Red Bull trabalhavam freneticamente nas asas traseiras de seus dois carros mesmo durante a classificação, enquanto seus pilotos sofriam com um carro nervoso, sem conseguir preparar bem seus pneus. Afinal, o fim de semana até ali tinha sido um passeio de Max Verstappen e Sergio Perez e o carro parecia estar sob trilhos, ao contrário da Mercedes.

Raio-X do GP da Turquia e o que induziu Hamilton e a Mercedes ao erro

Perez entrou junto de Bottas, enquanto a Mercedes estudava suas possibilidades para a corrida de Hamilton, a esta altura mirando a terceira posição, já que Leclerc continuava na pista: por um lado, era tentador mantê-lo também longe dos pits, até porque seu ritmo era forte, parecido com o de Verstappen, que estava apenas 3s na sua frente. Por outro, ainda faltavam 20 voltas, e Hamilton faria oito a mais com o intermediário do que ano passado, e tendo economizado muito menos borracha ao abrir caminho no meio do pelotão.

Raio-X do GP da Itália e como a McLaren construiu a dobradinha

A McLaren tinha duas vantagens importantes: a configuração de utilização da UP usada pelo time inglês fazia com que o motor recuperasse energia no meio da reta e depois a entrega voltava, e o motor Mercedes esteve mais forte que o Honda em Monza. Para completar, como disse Norris, o carro parecia “ganhar vida” toda vez que estava sem trânsito à frente

Raio-X do GP da Holanda e as três missões que Verstappen cumpriu

Verstappen tinha três missões: para vencer o GP da Holanda: escapar logo do DRS, pois a velocidade no final da reta da Mercedes era superior, evitar ficar exposto a um undercut (o que em Zandvoort significava algo em torno dos 2s5) e, ao mesmo tempo, cuidar dos pneus, já que as interrupções nos treinos livres significaram que os times foram no escuro em termos de simulações de corrida.

Raio-X do GP da Hungria e a ajuda dupla de Alonso

É quando algo pega os pilotos e equipes de surpresa que a Fórmula 1 conta suas melhores histórias. E ela veio em dose dupla em Budapeste: primeiro com uma chuva fina e constante que caiu por uma meia hora, tornando a pista um sabão, e depois com uma bandeira vermelha longa o suficiente para que o asfalto secasse.

Raio-X do GP da Grã-Bretanha e o líder supresa (por 49 voltas)

Depois que Hamilton fez sua parada, na volta 27, a vantagem em relação ao ritmo da Ferrari ficou clara: era de pelo menos 0s7 por volta, ou seja, mesmo tendo Lando Norris e Valtteri Bottas pelo caminho antes de chegar de novo em Leclerc, os 10s da punição seriam tirados certamente em menos de 20 voltas, e havia 22 para o fim