Julianne Cerasoli

Como Senna tem se saído em sua ingrata missão

Grosjean VS Alonso Liuzzi VS Sutil Alguersuari VS Buemi Badoer/ Fishichella VS Raikkonen Kobayashi VS Trulli Heidfeld VS Kobayashi Petrov VS Senna
Pontos 0 x 13 0 x 5 0 x 3 0 x 16/0 x 14 3 a 2 6 a 11 4 a 2
Melhor result. 13º x 3º 11º x 4º 14º x 7º 14º x 1º/9º x 3º 6º x 7º 8º x 7º 9º x 9º
Placar class. 0 x 7 1 x 4 0 x 8 0 x 2/0 x 5 0 x 2 1 x 4 4 x 3
Placar corrida* 0 x 4 0 x 2 0 x 2 0 x 2/0 x 5 1 x 0 1 x 3 4 a 1
Dif em class. 0.497 0.416 0.804 1.974/0.773 0.864 0.326 -0.084
Abandonos 2 (acidente/ quebra) 1 (quebra) 5 (2 acidentes/ 3 quebras) 0/0 0 1 (acidente) 0

*contabilizando apenas as provas que ambos completaram

Retomando os números dos pilotos que tiveram a ingrata missão de assumir o cockpit de um carro no meio da temporada sem a possibilidade de testar, somamos agora a performance de Bruno Senna até aqui, frente a Vitaly Petrov.

O próprio Bruno reconhece que a falta de experiência “de verdade”, excluindo as voltas que deu a bordo da Hispania, fizeram uma diferença considerável.  Tanto, que seus melhores desempenhos foram naqueles em que havia andado previamente, Spa e Monza, e no desconhecido para todos circuito da Índia, que só não rendeu pontos pela falta de Kers desde o início, quando estava na zona de pontos.

Junto a isso, além da falta de quilometragem com uma referência válida, o momento da Renault não é dos melhores. Petrov explodiu, o diretor técnico James Allison reconheceu, o chefe da equipe Eric Boullier colocou panos quentes, mas todos reconhece que não há muito o que fazer com um carro que tem em seu escapamento, parte que cumpre importante função aerodinâmica nos carros dos ponteiros, um entrave, tanto para o desenvolvimento, quanto para a performance em curvas lentas.

Isso ficou provado em Cingapura, circuito de rua comparável a Mônaco, em que ambos os pilotos se arrastaram para o pior final de semana da equipe no ano: 15º e 17º lugares, posições que amargaram por todo o final de semana.

O brasileiro, que voltou a ter problemas com o Kers no que seria de qualquer forma outra prova complicada no travado Yas Marina, perdeu uma real possibilidade de pontos no Japão – além do erro na largada de Spa, que ao que tudo indica, também lhe custou um top 10. As curvas rápidas de Suzuka representavam a melhor oportunidade nessa parte final de temporada.

Foram duas posições perdidas na largada, que tem sido seu calcanhar-de-Aquiles. Atrás de Maldonado, o brasileiro não conseguia avançar e achou que havia cometido um erro no acerto. Após o GP, a equipe constatou um problema inusitado: os restos de borracha que se soltavam do pneu do venezuelano grudaram no carro de Bruno e o fizeram perder eficiência aerodinâmica. Foi o suficiente para uma nona colocação no grid se tornar 16ª na corrida.

Os dois pontos até aqui – e a tração que o segundo setor de Interlagos requer não deve mudar muito essa história – podem ser muito pouco para quem acredita que Bruno carregue, além de um sobrenome, genes sobrenaturais ou coisa que o valha. No entanto, olhando com cuidado a situação em que se meteu, poderiam ser quatro ou cinco, não fossem as oportunidades perdidas em Spa e Suzuka, mas estão de bom tamanho.

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