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Fernando Alonso |
Kimi Raikkonen |
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| Placar em classificações |
16 |
3 |
| Diferença média em classificações |
-0s528 |
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| Posição média no grid |
6,89 |
9,89 |
| Placar em corridas |
15 |
1 |
| Posição média em corrida |
5,4 |
9,1 |
| Voltas à frente do companheiro |
854 |
155 |
| Pontos (% da pontuação do time) |
161 (74,5%) |
55 (25,4%) |
O resultado em si não chega a surpreender, mas ninguém imaginava que Fernando Alonso passaria por cima de Kimi Raikkonen da forma como o espanhol fez. O inverso também é verdadeiro: vindo de dois anos competitivos na Lotus, o finlandês foi uma sombra de si mesmo por todo o ano, levando mais de 0s5 em classificação e, em média, 33s por corrida.
Os problemas de Kimi para se sentir à vontade com o carro foram bem documentados durante toda a temporada. Precisando ter a frente mais pregada para ter confiança em atacar as curvas, o finlandês simplesmente não teve armas para domar o difícil carro da Ferrari que, convenhamos, não ajudou nenhum dos dois ao longo do ano.
Essa dificuldade de adaptação não deveria ser surpresa para quem conhece a carreira de Kimi. O estilo particular (e limitado) do finlandês fez com que a McLaren desenvolvesse uma suspensão diferente para ele em relação ao companheiro Montoya em 2005 e fez com que sua performance despencasse em meados de 2008 após um update na suspensão da Ferrari. Outro fator com o qual o finlandês não conseguiu se adaptar foram os pneus mais duros distribuídos pela Pirelli a partir do GP da Hungria de 2013 – algo que, inclusive, ouvi do próprio piloto e, numericamente, faz sentido: depois de bater Kimi em classificação em apenas três oportunidades em 25 GPs entre 2012 e o começo de 2013, Grosjean foi melhor em quatro das últimas seis provas daquela temporada. E os pneus ficaram ainda mais duros neste ano, em que o finlandês levou 16 a 3 de Alonso. Mas há esperança em 2015, quando a Ferrari terá o primeiro projeto comandando pelo ex-Lotus James Allison e todas as demandas do finlandês em relação ao carro forem atendidas.
Mas só falar das dificuldades de Raikkonen desmerece seu companheiro. A capacidade de Alonso maximizar resultados ficou menos clara em meio às deficiências especialmente da unidade de potência ferrarista, que dificultava a defesa de posição, mas em termos de pilotagem esse talvez tenha sido seu melhor ano, terminando no top 5 oito vezes e cometendo pouquíssimos erros com um carro muito complicado. Uma pena que a reprovação de muitos ao fator extra-pista do espanhol atrapalhe a apreciação ao nível que ele vem atingindo ano após ano.
