Sebastian Vettel é daqueles que gostam de estatísticas. Nas voltas finais de cada GP, pergunta à equipe quem tem a volta mais rápida apenas para apertar o ritmo e ter as glórias para si. Talvez o alemão tenha a ambição de alcançar seu ídolo Schumacher. De qualquer maneira, ganhou pela 2ª vez num dos circuitos em que o alemão mais famoso fez história – conquistou 8 poles e 6 vitórias, um domínio somente comparável ao de Senna em Mônaco.

Mas seu companheiro Mark Webber, provavelmente sabendo da fixação do alemão por números, estragou sua festa, marcando o melhor tempo na última volta e igualando-se aos bem mais jovens Vettel e Hamilton com 6 voltas mais rápidas na carreira.
A história foi diferente na classificação – apenas a 2ª na história realizada num domingo (sendo a outra também em Suzuka, em 2004) –, quando Vettel conquistou a 8ª pole no ano – saiu em 1º em metade das etapas em 2010. O piloto da Red Bull largou na frente tantas vezes quanto Graham Hill, Jack Brabham, Jacky Ickx, Jaques Villeneuve e Juan Pablo Montoya na carreira: 13. Mas, já que gosta tanto de números, Seb deveria prestar atenção nesse: só converteu 2 das 8 poles do ano em vitória.
Falando em recordes de poles, a Red Bull já tem 13 na temporada e está a 2 de chegar nos melhores desempenhos de equipes na história: as McLaren de 88 e 89 e as Williams de 92 e 93. O time liderou 543 das 948 voltas no ano, mais que o dobro da McLaren – 230. Mesmo com tanto dimínio, foi apenas a 7ª dobradinha da história da Red Bull, igualando-se a Brabham, Lotus e Tyrrell. A melhor no quesito é a Williams, com 33!
Para terminar, já que estamos falando em números, não podemos esquecer dele. Schumacher terminou uma corrida nos pontos pela 200ª vez na carreira, enquanto pilotos como Jenson Button, por exemplo, sequer chegaram ao 200º GP! Ele pontuou em 75,75% das 264 provas que disputou.