Os posts de estatísticas pós-prova do ano passado inevitavelmente batiam na mesma tecla: quanto tempo vai demorar para Sebastian Vettel chegar nos números de nomes como Ayrton Senna e Michael Schumacher em número de vitórias e poles?
Isso porque parecia fato consumado que Alonso, Hamilton e afins já não eram páreo para o alemão em termos de números. Mas as coisas podem mudar rapidamente na Fórmula 1 e, com a vitória do último domingo, a sétima de uma temporada que teve 14 GPs até aqui, Hamilton chegou ao 29º triunfo na carreira e está a 10 do tetracampeão e a apenas três de Alonso. Já em número de poles, o placar é 45 x 37 a favor do alemão.
Vencendo depois de largar da pole position e, de quebra, ainda fazendo a volta mais rápida, Hamilton fez o quinto hat trick da carreira, empatando com Alonso e ficando a três de Vettel. Mas esse é um recorde duro de ser batido: Schumacher é o líder, com 22. Enquanto isso, Vettel liderou sua primeira volta da temporada em Cingapura. Foi a primeira vez, também de Valtteri Bottas cruzando a linha de chegada fora do top 10 no ano.
Com as duas vitórias seguidas e a virada no campeonato, o inglês é, neste momento, favorito para vencer o campeonato, com uma margem acima de 60% de chance. Porém, como o nível de confiabilidade da Mercedes não dá sinais de que vai melhorar de uma hora para a outra, quebras podem acontecer para qualquer lado – inclusive, em Abi Dhabi – o que abre o campeonato. Um bom exemplo disso é que, antes do GP de Cingapura, a probabilidade do inglês ser bi era na casa dos 10%.
Por outro lado, sabe quantas vezes um piloto perdeu um campeonato depois de ganhar sete provas? Quatro. Prost duas vezes (84, 88), Raikkonen (05) e Schumacher (06).
Hamilton ainda manteve a escrita do GP de Cingapura, que só foi vencido por campeões do mundo (ele, Vettel e Alonso). Indicando que é uma driver’s track, apesar dos vencedores serem apenas 3, eles usaram carros de 5 equipes diferentes.
Curiosamente, na pista da corrida mais longa do ano, a luta pela pole foi a mais apertada, algo particularmente impressionante em uma volta de 105 segundos. Poles foram decididas nos centésimos por cinco vezes neste ano (Malásia, Mônaco, Canadá e Áustria, além de Cingapura), mas uma margem tão pequena não era vista desde o GP da Alemanha de 2010, quando Vettel superou Alonso por dois milésimos.
No meio do pelotão, dois destaques: correndo para salvar sua carreira, Jean-Eric Vergne fez uma prova tão aguerrida que levou duas punições de 5s por ter usado a área de escape para ultrapassar e, mesmo assim, igualou seu melhor resultado na carreira, o sexto lugar. É a melhor posição da Toro Rosso desde os tempos de Vettel.
E a Force India novamente ultrapassou a McLaren. Talvez a Mercedes poderia buscar algumas ficas com seus clientes de motores, pois o time de Hulkenberg e Perez é o único que ainda não abandonou por falhas técnicas.
