
Lewis Hamilton fez barba, cabelo e bigode na Bélgica, mas era Sebastian Vettel quem não escondia a confiança renovada com o resultado em Spa. Afinal, o piloto alemão, com uma mãozinha de seu companheiro, conseguiu se classificar em segundo e, na corrida, não deixou Hamilton escapar por nenhum momento, mesmo que não tenha demonstrado ritmo para efetivamente pressioná-lo. Ainda assim, o líder do campeonato acredita que saiu no lucro.
Manter a Mercedes por perto em uma pista com longos trechos de aceleração máxima e curvas de alta velocidade, combinação que funciona melhor com o carro mais longo do time alemão, é efetivamente uma boa notícia para a Ferrari ou, nas palavras de Vettel, significa que “não temos de temer nenhuma pista até o final do ano”. Tal expectativa é bem diferente de antes da parada de agosto, quando os prognósticos apontavam que a Mercedes deveria ter a vantagem na maioria dos circuitos e Vettel teria de maximizar seus pontos em pistas como Cingapura e talvez Abu Dhabi.
Agora até o GP da Itália ganha novas cores.
Enquanto isso, Valtteri Bottas pagou caro pela alocação conservadora de pneus da Mercedes. Eles foram obrigados a usar os pneus macios no final porque não tinham nenhuma outra opção nova e, no meio do pelotão, o finlandês não conseguiu aquecê-los suficientemente bem para a relargada e agora perdeu contato com os líderes. O maior golpe, contudo, foi o meio segundo que levou na classificação. “Nosso acerto é o mesmo. Simplesmente há algo que eu não estou fazendo certo.”
Voltando a Vettel, surpreendeu a renovação de seu contrato por três anos, algo que não agradou a nada a dupla da Red Bull. Tanto Ricciardo, quanto Verstappen estão de olho em uma vaga na Ferrari e sabe que o alemão não os quer lá.
As confirmações na Scuderia fazem o mercado começar a andar e é possível que tenhamos alguns cenários que até pouco tempo eram inesperados, como a vontade da Mercedes de colocar Pascal Wehrlein na Force India, o que deixaria Sergio Perez livre no mercado. Como é bem provável que Hulkenberg não o queira por perto, seu futuro poderia ser a Williams.
Não que isso fosse um bom negócio para o mexicano, pois o time inglês mais uma vez se perdeu ao longo da temporada, mesmo tendo recursos e Paddy Lowe. Conversando com Massa e Stroll, a impressão é de que eles simplesmente não têm controle de seu desempenho. Em Spa, foram muito mal na classificação e melhoraram na corrida, dando a chance do brasileiro fazer uma boa prova. Mas, no caso deles, não dá para garantir que as cores da Itália serão tão brilhantes assim.