
O brasileiro está confirmado na Ferrari para 2012, no que será sua sétima temporada pela equipe de Maranello. Longe de ser um lugar ruim para se estar, afinal, a Fórmula 1 hoje só tem seis vagas para quem quiser vencer. O que incomoda em Felipe é justamente isso: entre os pilotos de Red Bull, McLaren e Ferrari, é o único que nunca está na briga pelas vitórias.
Além disso, perde muito na comparação com Fernando Alonso: 25 a seis nas classificações, 20 a cinco nas corridas que ambos completaram. Não parece ter bala na agulha, respaldo dentro da equipe ou mesmo força mental para acompanhar o espanhol e, ao que tudo indica, se quiser ser campeão do mundo, terá de sair da Ferrari. Mas para onde?
Há quem compare sua situação com a do próprio Alonso em 2007, quando saiu da McLaren por acreditar que a equipe favoreceria Lewis Hamilton e nunca lhe deixaria brigar de fato pelo título. Trocou uma das, na época, quatro vagas em que brigaria por vitórias para dar um passo atrás e provar seu valor esperando que um time grande o contratasse. Hoje é piloto Ferrari.
Mas a situação de Massa é diferente: o brasileiro tem quatro anos a mais que o espanhol tinha na época e não foi campeão do mundo. E virar as costas para uma vaga na Ferrari, por mais que tudo indique que o título não será possível lá, é uma aposta e tanto.
O dilema de Felipe tem mais a ver com a história de Mark Webber. Aos 30 anos, o australiano cansou das promessas da Williams e embarcou em um projeto desacreditado que nascia naquele 2007, a Red Bull. Dois anos depois, o efeito Adrian Newey apareceu e fez com que a equipe fosse uma das que melhor se adaptou a uma extensa mudança de regras. E Webber, tido por muitos como acabado, teve sua chance de lutar pelo título.
A Fórmula 1 terá outro pacote de novidades no regulamento em 2014, o que gera a oportunidade de alguma nova equipe fora do eixo Ferrari-McLaren-Red Bull se sobressair. Será que o final de 2012 não é a hora de arriscar?