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É no inverno que os pilotos pegam pesado no treinamento

Muitos gostaram de um post sobre o treinamento físico dos pilotos. Essa época de inverno europeu, por mais que possamos pensar que eles estão de férias, é o período mais importante de preparação. Se não fizer a lição de casa direito, provavelmente vai sofrer o resto do ano.

Isso porque é a hora do chamado treinamento de base, que dá as condições básicas ao corpo para que ele seja levado aos esforços específicos da modalidade. Por exemplo, a grosso modo, um corredor (de rua) de 10km ou de maratona terá um treino parecido nos primeiros meses de temporada, depois um vai focar mais em velocidade, outro em resistência.

E é – muita – resistência de força que os pilotos precisam. E, pior, sem poder ganhar muita massa muscular, para não ficarem muito pesados.

Esse vídeo faz parte de uma série que mostra “pessoas normais” treinando para guiar um F1, num evento em Abu Dhabi:

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O normal é que a preparação se intensifique a partir do final de dezembro, mas Nico Rosberg, como mostra essa matéria da Mercedes, preferiu não descansar:

Durante uma corrida, os pilotos podem perder, em média, até 2kg de peso, e em climas quentes, em que as temperaturas cockpit podem ultrapassar 50ºC, essa perda pode ser de até 4kg. Cerca de 3.000 calorias são queimadas, a frequência cardíaca pode subir para 190 bpm e forças de até 5G, cinco vezes o seu peso corporal, são suportadas.

“É por isso que o fitness é tão importante”, diz Nico. Dirigir um carro de F1 é muito extenuante e, no inverno, o piloto lança as bases para a longa temporada pela frente. Durante o ano, ele está ocupado ou viajando ou correndo: “No inverno, eu tenho mais tempo para o treinamento.” Essa fundação sustenta-o por todo o ano.

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A melhor preparação, é claro, é dirigir o carro de fato, pois só assim os grupos musculares recebem o treino completo necessário para competir. “Infelizmente, a proibição de testes de inverno significa que podemos andar menos, o que torna mais difícil manter os níveis de aptidão”, diz Nico. Nos finais de semana de corrida, ele está dirigindo o carro tempo suficiente para garantir que seus músculos sejam mantidos em bom estado.

É particularmente importante a preparação do pescoço, trapézio, tronco e braços, porque essas partes do corpo são colocadas sob grande tensão. Nico tem uma academia de ginástica em sua casa e um aparelho para fortalecer o pescoço em sua garagem. A máquina simula as forças das mudanças de direção do carro nos músculos do pescoço, o que não substitui o tempo dentro do cockpit, mas já é uma ajuda.

Nico diz: “Eu treino quase todos os dias em casa. Três horas por dia, em média, talvez um pouco mais no inverno”. Ele prefere esportes ao ar livre – faz natação, ciclismo e corrida. “Andar de bicicleta nas montanhas, correndo no campo – essa é minha ideia de paraíso”. Ainda bem que o clima em Mônaco, onde reside, é bom o ano inteiro.

Outros residentes em Mônaco e triatletas nas horas vagas são Lucas di Grassi e Jenson Button:

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“Eu realmente gosto de fazer exercícios de resistência. Praticar todas as repetições diferentes pode ser muito divertido. Eu nunca gostei muito de musculação. Prefiro jogar hóquei no gelo. É absolutamente fantástico – provavelmente é meu sangue finlandês”, revela Nico. Apesar disso, ele não se atreve a ir para o gelo agora porque o risco de lesões é muito grande. “Se eu tivesse crescido na Finlândia, teria me tornado um jogador de hóquei no gelo”. Felizmente para nós, seus primeiros anos de vida foram passados em Mônaco, e agora ele dirige um de nossos carros de F1.

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