Julianne Cerasoli

GP da Malásia em dados: pitstops

Pitstops na Malásia

(pilotos que completaram a prova)

Piloto Voltas dos pits Tipos de pneus Tempo perdido
Vettel 3 13, 25, 41 Macio/macio/duro 1:07.225
Button 3 13, 23, 38 Macio/macio/duro 1:07.354
Heidfeld 3 13, 26, 39 Macio/macio/duro 1:09.723
Webber 4 10, 22, 32, 43 Macio/macio/duro/duro 1:28.793
Massa 3 13, 27, 38 Macio/macio/duro 1:14.658
Alonso 4 14, 26, 41, 46 Macio/macio/duro/duro 1:38.040
Kobayashi 2 17, 36 Macio/duro 46.722
Hamilton 4 12, 24, 37, 52 Macio/duro/duro/duro 1:33.011
Schumacher 3 14, 28, 42 Macio/macio/duro 1:07.064
Di Resta 3 11, 24, 37 Macio/macio/duro 1:09.169
Sutil 3 1, 16, 32 Macio/duro/macio 1:16.290*
Rosberg 3 15, 29, 40 Macio/macio/duro 1:10.070
Buemi 3 15, 20, 32 Macio/duro 1:20.562*
Alguersuari 2 16, 32 Macio/duro 46.472
Kovalainen 2 15, 34 Macio/duro 52.420
Glock 2 17, 34 Macio/duro 49.046

*Buemi perdeu 29s843 num stop and go por excesso de velocidade nos boxes, enquanto Sutil trocou a asa dianteira na primeira volta em 31s694. Ambos adotaram a estretégia de 2 pitstops.

O que fica cada vez mais claro é que o ganho de performance dos pneus macios supera a maior durabilidade do composto duro. Primeiro, porque ela não é tão grande e segundo, porque vem a um custo muito alto em termos de velocidade.

Isso faz com que seja ainda mais importante usar o menor número de pneus macios possível durante a classificação. Como vimos num post anterior, os pormenores da regra de distribuição de jogos de pneus durante o final de semana faz com que as equipes tenham apenas três sets do composto prime e outros três do option (nessas primeiras corridas, duro e macio, respectivamente).

Equipes com ritmo de classificação ruim têm usado mais jogos de pneus macios aos sábados que as demais e, inclusive, sacrificando uma das tentativas no Q3 para guardar borracha – na Malásia, apenas Red Bull e McLaren usaram dois jogos na última parte do treino.

schumacher malásia 2011 pitstop
A Mercedes com Schumacher foi a que melhor trabalhou nas paradas

É com detalhes como esse que uma boa estratégia pode começar a fazer a diferença já no sábado. Ferrari e Renault encontram-se na situação de ter que usar pneus macios já no Q1. No entanto, enquanto os pilotos da Scuderia deram 14 (Alonso) e 13 (Massa) voltas, Heidfeld e Petrov fizeram apenas 9 durante toda a sessão (três em cada parte). Com eficiência, descontam um pouco da vantagem que os italianos têm em ritmo de corrida.

Por outro lado, vimos a corrida de Hamilton ser destruída pelos 2 sets de pneus duros que usou nos 3º e 4º stints. Além do fato disso não ter permitido que ficasse mais tempo na pista, seu ritmo, especialmente no 4º stint, quando foi facilmente alcançado por Alonso – que calçava o mesmo composto, só que 4 voltas mais novos – começou a piorar, ao contrário do que seria o natual em consequência do consumo de gasolina.

É muito provável que Hamilton tenha usado apenas dois jogos de pneus macios pelo desgaste excessivo na classificação, levantando a questão: se você tem um carro que pode lutar pela pole, compensa gastar mais pneu, arriscar, e ser obrigado a adotar um ritmo mais lento na corrida? Pelo menos nas condições da Malásia, não funcionou para o inglês.

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