A Red Bull se orgulhava, há duas semanas, da paz entre seus pilotos, mesmo que Webber e Vettel liderassem o campeonato de F-1. Uma batida na disputa pela ponta do GP da Turquia depois, a sujeira veio à tona. Webber liderava, economizando combustível, e a equipe, sob a justificativa de sobreviver ao ataque de Hamilton, terceiro, ordenou a Vettel que utilizasse uma mistura de combustível que lhe daria melhor rendimento. Isso explica por que o alemão chegou rápido em Webber e agiu como se a ultrapassagem estivesse consumada: ele esperava que o companheiro abrisse e acabou na brita.

Não se pode esquecer que, ao contrário do australiano, Vettel é piloto da casa. A Red Bull investiu caminhões de dinheiro na carreira do alemão prodígio. E, como qualquer empresa, quer lucro imediato e parece capaz de arriscar o campeonato para favorecer seu pupilo, como a McLaren em 2007.
É uma sinuca de bico. Supondo que o caso da Turquia tenha sido um erro de avaliação e que não haja favorecimento, não seria novidade ver companheiros lutando roda a roda pelo campeonato. Novidade seria se isso acabasse bem.
Publicado em 05 de junho