
Sem os tradicionais long runs de avaliação de compostos, inclusive, os dados que se pode tirar das sessões de treinos livres perdem muito o valor. A McLaren aposta no fato de não ter revolucionado o carro do último teste para cá, trabalhando na otimização do setup, simplificação bem-vinda em momentos como esse. A Ferrari, quem diria, nas palavras de Alonso, agora que resolveu o problema de aquecimento de pneus (e pode, até, ter arranjado outro, de consumo excessivo) não se incomodaria com um pouco de chuva. A Mercedes parece dar passos sólidos a voos mais altos, enquanto a Red Bull segue em sua silenciosa confiança.
A julgar pela única migalha de dado que dá para tirar: os stints de 9 e 10 voltas que Button e Vettel fizeram juntos, de pneu macio, ao final da segunda sessão, como não sabemos os níveis de combustível, ao menos o padrão de degradação parece equilibrado.
O que não é exagero esperar são algumas surpresas na classificação. Na corrida, é mais possível que as maiores forças fiquem em seus lugares de direito, mas com tantas incertezas, talvez o acerto saia melhor para uns do que outros. O curioso será amanhã na FP3, quando Vettel sair do box com pneus macios na primeira vez em que todos verão o real potencial do RB8 em uma volta. É difícil lembrar de uma temporada em que chegamos tão próximos da hora da verdade – ou uma meia verdade, pelas características especiais de Albert Park – sabendo de tão pouco.