Julianne Cerasoli

Melhor início para Massa desde 2010, recorde para Hamilton

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Em um dia no qual atingiu algumas marcas significativas na carreira, Felipe Massa ganhou a companhia de Nico Rosberg como dono de 11 vitórias na carreira – mesmo número, inclusive, de Rubens Barrichello e Jacques Villeneuve.

Do lado do brasileiro, o primeiro pódio do ano foi o 40º da carreira – 20ª melhor marca da história – e o ajudou a ultrapassar a barreira dos 1000 pontos, sendo o nono a obter esse feito. O brasileiro vive seu melhor início de temporada desde 2010 em termos de pontos e se mostra muito empolgado com o que está por vir com os updates da Williams.

Há de se lembrar que todos os que superaram os 1000 pontos correm ou correram com a pontuação atual, bem mais generosa. Mesmo assim, ver Michael Schumacher, que fez a maior parte da carreira ganhando entre 2,5 e 3 vezes menos pontos por prova ainda em quarto é impressionante.

Mesmo que não tenha sido com a vitória que ele esperava, as três voltas lideradas por Hamilton foram suficientes para que ele igualasse o recorde de Jackie Stewart de 1970, sendo primeiro colocado por pelo menos um giro em 17 provas consecutivas. Se servir de consolo, Stewart também chegou em segundo na 17ª prova de sua sequência, em uma corrida dominada por Jochen Rindt.

Porém, foi no sábado que Hamilton roubou a cena nas estatísticas, com a sétima pole da temporada e a 45ª da carreira. Isso significa que o inglês, com menos de metade da temporada completada, já igualou o número de poles de todo o ano passado, além de ter se equiparado à marca de Sebastian Vettel na carreira. Ninguém do grid atual tem números melhores no quesito. Com 156 GPs, isso significa que a média de poles de Hamilton é de pouco menos de 29% (Vettel tem 30,6%). Para completar, Hamilton agora tem poles em 21 circuitos diferentes, um recorde histórico.

A pole do líder do campeonato também marcou o aniversário de um ano desde a última vez que a Mercedes foi batida em uma classificação. A única equipe a fazer isso foi a Williams, que fez 24 poles consecutivas entre 1992 e 1993. Faltam cinco provas para os alemães chegarem lá. Não é de se duvidar que consigam.

Se há um ‘campeonato’ em que a McLaren está imbatível é na quantidade de punições. Jenson Button já soma 40 ‘posições’ perdidas e Fernando Alonso, 25. E, segundo a mídia espanhola, as primeiras análises após o GP da Aústria apontam que o motor foi danificado no acidente. Ou seja, tem mais ‘megasanción’, como eles apelidaram, por aí. Pelo menos até o final do ano vamos ficar craques em determinar como fica o grid após cada classificação – e qual punição será carregada para a corrida.

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