Lewis Hamilton já foi campeão do mundo e chegou disputando matematicamente o título na última prova por outras duas vezes – mas nunca vencera seis corridas em uma mesma temporada, marca que alcançou no GP da Itália.
Quando avisado do feito, fez cara de espanto. Afinal, pelo desenho da disputa deste ano, crê que vem vencendo menos do que merecia. Mas seu problema não é a falta de vitórias: mais consistente em treinos e corridas (por méritos próprios e por ter tido menos problemas com o equipamento) Nico Rosberg venceu duas vezes a menos e tem 22 pontos a mais. Com 175 ainda em jogo, dá para dizer que o campeonato está aberto.
Em um grande final de semana, Hamilton fez ainda a 36ª pole position e a 17ª melhor volta, em seu quarto hat trick da carreira.
Abrindo um parênteses, quais foram os pilotos não Mercedes que conseguiam vencer, fazer uma pole ou uma volta mais rápido até aqui? Ricciardo nas vitórias, Massa nas poles, e Vettel, Raikkonen e Perez nas voltas mais rápidas. E só.
Com sua 23ª vitória na história, a Mercedes igualou a Tyrrell como o nono construtor mais vencedor na Fórmula 1. Porém, os mais atentos podem dizer que a Tyrrell do passado e a Mercedes de hoje são, tecnicamente, a mesma coisa. Afinal, foi com a compra do time de Ken Tyrrell que surgiu a British American Racing, em 1999. Sete anos depois, a BAR virou Honda, depois a Honda virou Brawn e, em 2010, a Brawn virou… Mercedes.
Os motores alemães ainda fecharam o pódio, desta vez com Felipe Massa, em sua primeira festa de champanhe sem o macacão vermelho da Ferrari justamente na terra do time italiano. Foi o 37º pódio de Massa, que amargava um jejum de 26 GPs – desde Espanha/2013. Não é seu maior: entre 2010 e 2012, ficou 35 provas sem chegar entre os 3 primeiros, entre Coreia 2010 e Japão 2012.
Enquanto um ex-piloto da Ferrari comemorava, Fernando Alonso sofria sua segunda quebra da carreira na Ferrari. Quanto tempo faz que o espanhol não via seu motor parar? Há 86GPs, em março de 2010, desde que Max Verstappen tinha 12 anos…
