Muitos falam no fato da consistência ser a chave do campeonato. Mas que tipo de consistência? A tabela mostra que só marcar pontos em todas as provas não é suficiente para lutar pela ponta. Há basicamente três grupos no momento: Alonso e Webber, que venceram duas vezes (com vantagem para o espanhol por ser o dono do maior número de pódios até aqui, cinco), formam o primeiro. O segundo é composto por Vettel, Hamilton, Raikkonen e Rosberg divididos por uma vitória: ou têm muitas provas com pontuações médias a baixas, ou abandonos. E o terceiro, com Grosjean e Button, de pilotos que oscilam demais.
A consistência que vai levar ao título, portanto, não é de oitavos lugares ou algo do tipo. É de pódios e vitórias.
Mas a grande reviravolta, mesmo que não saibamos o quão temporária será, foi no Mundial de Construtores, com a McLaren caindo para o quarto lugar. De cabeça, diria que é a primeira vez que isso acontece desde a sofrível primeira parte de 2009 – naquele ano, mesmo se recuperando na metade final, foi terceira um ponto à frente da Ferrari.
Após a corrida, Whitmarsh reconheceu que a abordagem da equipe, demasiadamente baseada em dados, não tem se mostrado eficiente para a compreensão dos pneus atuais.