Não foi a melhor das corridas da temporada, algo já tradicional em um circuito com curvas longas de média e alta velocidade, mas o GP da Espanha ao menos foi bom para o campeonato. Nico Rosberg, coincidentemente ou não, na primeira vez no ano em que contou com a companhia da esposa, Vivian, se livrou dos pequenos erros que vinham minando suas performances até aqui e foi perfeito para vencer.
Um momento crucial para esta vitória – que também vem em boa hora no campeonato, às vésperas de Mônaco, onde venceu nos últimos dois anos – foi o fato do alemão ter conseguido fazer o melhor tempo na primeira tentativa do Q3. Com a confiança de estar na frente, carimbou a pole. E, na largada, manteve-se na frente. Daí em diante, ajudado pelo ‘escudeiro’ Vettel, que comprometeu a primeira parte da prova de Hamilton, abriu a vantagem que lhe daria a tranquilidade para o resto da prova.
Vantagem essa, inclusive, que impressionou a todos. Quando já começava a circular no paddock o boato de que a Mercedes estaria segurando o ritmo de propósito de forma a controlar a aproximação da Ferrari, ao mesmo tempo em que escapava das críticas por ter um domínio que torna a temporada chata, eles voltaram a demonstrar sua força, com Rosberg cruzando a 45s de Vettel, na mesma estratégia, e Hamilton, com uma parada a mais, conseguindo uma vantagem de quase 28s.
Isso, em um circuito tido como aquele que ‘entrega’ quem tem o melhor carro. Tanto pelas curvas de alta velocidade dos dois primeiros setores, quanto pela última parte, mais travada. E foi o rendimento nesse último setor que preocupou a Ferrari. “Não podemos ignorar que estávamos levando 0s5 só nessa parte da pista”, reconheceu Arrivabene, culpando a tração do carro.
Porém, mesmo com as evidências apontando para a falha do extenso pacote trazido a Barcelona, o time se nega a jogar a toalha. Arrivabene disse que era esperado “um salto, mas foi dado um passo”. Mesmo assim, garante que “ainda que os resultados na pista mostrem o contrário, os números demonstram uma evolução. Só precisamos entender o que aconteceu nesse final de semana.”
O time italiano sustenta que este foi um final de semana atípico, no qual o rendimento dos pneus foi difícil de entender. Mas outros times não confirmaram isso. Massa assegurou que correu tudo normalmente e disse acreditar que a diferença vista para a Ferrari em Montmeló – Bottas chegou a apenas 13s8 de Vettel – surpreendeu, mas apenas no sentido de ter demonstrado que, ainda que a Williams tenha levado poucas novidades à Espanha, elas foram mais efetivas que o pacote da Ferrari.
Do lado de Felipe Nasr, foi mais uma corrida de aprendizado, como ele mesmo frisou na entrevista à mídia brasileira após a prova. O piloto até se surpreendeu com o desempenho da Sauber com os pneus duros, todavia frisou que, por continuar basicamente com o mesmo carro da Austrália, espera dias difíceis pela frente.
