Circula há algumas semanas a história de que Pastor Maldonado possa tirar Nico Hulkenberg da Williams. Há até quem tenha confirmado a troca. O venezuelano traria seus petrodólares para desafogar a equipe inglesa, que estaria com dificuldades para renovar seus contratos de patrocínio.
Mas quantos milhões um piloto precisa levar a um time do tamanho da Williams para ser útil?
O primeiro ponto é: por que substituir Hulkenberg? O alemão tem um dos melhores currículos da F1 e evoluiu bastante dentro de seu ano de estreia. Se não foi brilhante, não deve nada a outros que estrearam desde a diminuição dos testes.
Por outro lado, temos Maldonado, que levou 4 anos para ser campeão da GP2. No 1º, foi 11º, atrás de nomes como Glock, Di Grassi, Pantano, Filippi, Nakajima e Senna. No 2º, terminou atrás de Pantano, Senna, Di Grassi e Grosjean. No 3º, perdeu para os mesmos 4 mais Petrov e o próprio Hulkenberg. Alguém duvida que haja um abismo entre ele e o alemão?
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É lógico que, com o dinheiro, tudo muda de figura. E aí entra a matemática. Um piloto como Maldonado, conhecido pela impetuosidade, certamente dará prejuízos à “oficina mecânica” da Williams, além de não conquistar os pontos importantes para melhorar a posição da equipe no mundial de construtores. Em outras palavras, vai custar caro.
Um pode dizer que Hulk não tem sido exatamente uma fonte de pontos para o time. Tem 17, menos da metade de Barrichello, mas não há motivos para não acreditar que Hulk melhore o desempenho com um ano de experiência, já que conseguiu 15 desses pontos nas últimas 5 provas.
Cabe à equipe fazer as contas. Será que, quando Barrichello se aposentar, em 1 ou 2 anos, eles não vão precisar contratar um piloto de peso – e caro – para liderar o time? O que parece um bom negócio logo de cara, pode custar mais alguns anos de fila à Williams.