Quando o carro que lhe levaria para o desfile de pilotos teve de ser empurrado para pegar, Nico Rosberg não deve ter pensado que hoje não seria seu dia. Afinal, ficara a apenas sete milésimos de Lewis Hamilton na classificação, fora batido por detalhes em um circuito no qual tem um retrospecto relativamente melhor que o companheiro.
Minutos depois, porém, mais uma vez Rosberg se viu empurrado, agora a bordo de sua Mercedes. Parara antes de seu box em uma das voltas que os pilotos dão para checar os sistemas do carro antes de alinhar no grid. Ali, a Mercedes já começava a perceber que seria uma longa tarde para o alemão. Uma falha no cabeamento que passa na barra de direção e liga volante à central eletrônica do carro atrapalhava algumas funções do volante, como a troca de marchas.
E não poderia ser outro tipo de problema. Afinal, o volante foi o tema central deste final de semana em Cingapura. E bem naquela prova em que ele está mais visível, mais brilhante. Volante que acabou servindo como justificativa para que as restrições ao uso do rádio fossem aliviadas, corretamente.
Desta vez alheio aos problemas, Lewis Hamilton obteve pontuação máxima em seu segundo final de semana seguido limpo. A maneira como forçou o ritmo para abrir 25s em 15 voltas, com o pneu supermacio, em um final de semana no qual a Mercedes não tinha um vantagem tão grande e em um circuito que pune com dureza os erros, deu a medida da boa fase em que se encontra.
A sensação é de que o inglês acredita que pode superar qualquer coisa depois dos altos e baixos que já teve nesta temporada. Agora, é Rosberg que tem de reagir.
