Fernando Alonso se encheu de orgulho ao se tornar o maior pontuador da história da Fórmula 1 e até criou a hashtag #Alo1571 em sua conta do twitter, mas é impossível não colocar essa marca em perspectiva. Afinal, de 2010 para cá, a quantidade de pontos distribuídos aumentou significativamente. Em termos gerais, atualmente os pilotos levam 2,5x mais pontos por prova do que há quatro anos.
Ainda assim, a regularidade de Alonso é uma de suas grandes marcas e aparece mesmo se os cálculos forem ajustados. Cortesia de Keith Collantine, os números da tabela abaixo mostram como seria a lista caso os pontos atuais fossem computados. Observando os números, como Alonso tem marcado pelo menos 250 pontos por temporada, pode chegar em Schumacher em cinco ou seis anos. Atualmente, o espanhol disputa seu 12º campeonato, contra 19 do alemão. Ou seja, mantendo essa toada, é possível chegar ao topo de fato.
Além da questão numérica em si, antigamente os carros quebravam mais e os campeonatos tinham menos etapas. Ainda assim, é de se notar que, qualquer que seja a forma de contabilizar os pontos, a lista está recheada de grandes – e consistentes – pilotos.
| Piloto | Pontos | Pontos no sistema atual | Média por largada (pontuação atual) |
| Michael Schumacher | 1566 | 3890 | 12.71 |
| Alain Prost | 798.5 | 2483 | 12.48 |
| Fernando Alonso | 1571 | 2414 | 11.44 |
| Rubens Barrichello | 658 | 1897 | 5.87 |
| Kimi Raikkonen | 963 | 1882 | 9.91 |
| Ayrton Senna | 614 | 1881 | 11.68 |
| David Coulthard | 535 | 1726 | 7.02 |
| Nelson Piquet | 485.5 | 1688 | 8.27 |
| Jenson Button | 1059 | 1683 | 6.93 |
| Nigel Mansell | 482 | 1509 | 8.07 |
| Sebastian Vettel | 1351 | 1541 | 13.28 |
| Lewis Hamilton | 1074 | 1452 | 11.62 |
| Gerhard Berger | 385 | 1417 | 6.75 |
| Mika Hakkinen | 420 | 1382 | 8.58 |
| Niki Lauda | 420.5 | 1343 | 7.85 |
| Felipe Massa | 794 | 1328 | 7.1 |
| Mark Webber | 996.5 | 1311 | 6.21 |
| Carlos Reutemann | 310 | 1131 | 7.75 |
| Riccardo Patrese | 281 | 1111 | 4.34 |
| Jackie Stewart | 360 | 1109 | 11.2 |
Vettel e a rapa
Alberto Ascari, Michael Schumacher, Jack Brabham, Jim Clark e Nigel Mansell. Foi nessa turma que Sebastian Vettel se meteu ao vencer a quinta corrida seguida. O recorde, de Ascari, é de nove vitórias seguidas (em corridas nas quais largou). De quebra, o alemão chegou a 58 pódios em 116 largadas, ou exatos 50%.
Fazendo um parênteses para colocar alguns números sob perspectiva, a média de Schumacher é de 50,65% de corridas no pódio mesmo contanto os anos de seca na Mercedes. Antes do retorno, era de impressionantes 61,60%. E Fangio? Ficou entre os três primeiros em 68,60% das provas que disputou, mesmo com a taxa de abandonos alta da década de 1950.
Duas provas depois de vencer com sua maior margem na carreira, em Cingapura, Vettel ganhou apenas o segundo GP em que liderou menos da metade. O outro também foi neste ano, na polêmica corrida da Malásia. Veja como o tricampeão se compara com outros campeões no quesito:
Schumacher 19/91
Prost 19/51
Senna 7/41
Vettel 2/35
Alonso 13/32
Hamilton 3/22
Raikkonen 8/20
Os pontos de Esteban Gutierrez tiraram os estreantes de 2013 do zero na temporada. A última vez que os novatos não pontuaram em uma temporada foi em 1998 – com os “grandes” Esteban Tuero e Tora Takagi.
A prova marcou ainda o 300º pódio para um piloto francês, com Romain Grosjean que, ainda por cima, foi o primeiro a ultrapassar um pole em Suzuka na largada desde Hakkinen com Schumacher em 2000. Falando em pole, a Renault roubou o recorde histórico da Ferrari e agora é o motor que mais vezes (209) largou na frente na F-1.
Em relação às equipes, a Mercedes não conseguiu colocar nenhum piloto no top 7 pela primeira vez no ano, logo quando tinha a chance de passar a Ferrari pelo vice de construtores. O time italiano, inclusive, está pontuando há 63 provas e pode passar o recorde da McLaren no GP de Abu Dhabi. A Red Bull, por sua vez, tem ao menos um piloto no pódio há 10 provas em sequência.
