Julianne Cerasoli

Schumacher x Rosberg: saudades de Fiorano

O ano de estreia com apenas 0.08s de desvantagem na média em classificação para o já experiente e – hoje desmascarado por Vettel – leão de treino Webber e o domínio absoluto sobre Wurz e o pobre Nakajima não serviram para que Rosberg e seu currículo, apenas comparável ao de Hamilton e Hulkenberg nas categorias de base, fosse considerado páreo para um Schumacher voltando aos 41 anos após 3 de aposentadoria, sob um regulamento completamente diferente e sem os testes dos quais tanto gostava nos tempos de Ferrari.

A exemplo do ex-companheiro Massa, Schumi não gostou nada dos pneus dianteiros mais estreitos usados neste ano

Logo ficou claro que o ano seria dele, um piloto muito constante, rápido em classificação, mas que ainda não mostrou a agressividade dos grandes campeões. Porém, como demonstrou nesse ano, com um grande carro nas mãos, dará trabalho. As 5 vezes em que foi 5º colocado e os 3 pódios mostram sua capacidade de sobreviver em provas em que os adversários desperdiçam oportunidades, enquanto Schumacher passou a melhorar nas últimas 4 etapas, quando a Mercedes parou o desenvolvimento e começou apenas a trabalhar com diferentes setups. Ou seja, quando Michael pode brincar como nos tempos de intermináveis voltas em Fiorano.

Rosberg Schumacher
Voltas na liderança 16 0
Diferença média na classificação -0.28 0.28
Média de posição no grid 7.4 9.9
Pódios 3 0
Média de posição de chegada 6.53 8.65
Voltas completadas em corrida 1029 1023
Abandonos por falhas mecânicas 1 1
Abandonos por acidentes 3 1
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