E foi bem na casa da Ferrari que Sebastian Vettel igualou as 32 vitórias de Fernando Alonso, chegando a 52 pontos de vantagem em relação ao espanhol no campeonato. Na prática, isso significa que será tetracampeão mesmo que só chegue em segundo nas sete etapas que restam – e seu maior rival ganhe todas.
Curiosamente, Vettel chegou às 32 vitórias em 113 GPs, mesmo número de Michael Schumacher. Os outros pilotos que atingiram a marca foram Alain Prost (em 128 aparições) e Ayrton Senna (em 120). Alonso levou 202 provas para alcançar o número.
O GP da Itália foi recheado de números redondos: 40 poles para Vettel, 50 para a Red Bull, 40 vitórias para o time (todas conquistadas nas últimas 85 provas) e 300 pódios para a Alemanha, dos quais mais da metade foi conquistada por Schumacher (51,7%), enquanto Vettel responde por 18,3%.
O pódio também serviu para Alonso se igualar a Alain Prost em números de segundos lugares, com 35, ficando a oito do recorde histórico de Schumacher. Além disso, a Ferrari chegou à 60ª prova consecutiva nos pontos e está a quatro do recorde da McLaren.
Mas nem tudo são flores para a equipe: pela terceira vez em cinco corridas, o carro com motor Ferrari mais bem classificado no grid não era do time de fábrica. Daniel Ricciardo colocou a Toro Rosso na frente dos vermelhos em Silverstone e Nurburgring e, desta vez, foi Nico Hulkenberg. O alemão ainda ajudou os italianos a verem três carros no top 5 do grid do GP da Itália pela primeira vez desde 1966.
Falando em Hulkenberg e Ricciardo, enquanto o australiano igualou, com o sétimo posto na Itália, o melhor resultado na carreira (mesma posição do GP da China deste ano), o alemão já havia tido um domingo melhor que o quinto lugar de Monza: foi quarto na Bélgica em 2012.
Outra estatística que chamou a atenção foi o fim de uma impressionante sequência de Lewis Hamilton. O inglês, que disse ter pilotado como um “idiota” para não passar do 12º lugar no grid, ficou de fora do Q3 pela primeira vez desde o GP da Malásia de 2010, 67 GPs atrás. É a maior sequência desde que o sistema de classificação passou a ser usado, em 2006.
