“Acho que Ayrton não é lembrado por suas vitórias e por seus campeonatos, mas por seu estilo, que é único.” Foi assim que Sebastian Vettel reagiu ao fato de ter igualado o tricampeão em número de vitórias. Comparações à parte, é de se reconhecer o trabalho de um piloto que, em 149 largadas, chegou ao terceiro posto entre os maiores vencedores da história da Fórmula 1.
Em uma época em que as falhas mecânicas eram mais comuns, como dá para ver na tabela abaixo, Senna precisou de 158 largadas para chegar no mesmo número. Já Alain Prost atingiu as 41 vitórias depois de 174 provas e Michael Schumacher, 140.
|
Sebastian Vettel |
Ayrton Senna |
|
|
149 |
Largadas |
161 |
|
14 |
Abandonos por quebras |
33 |
|
45 |
Poles |
65 |
|
73 |
Pódiuns |
80 |
|
4 |
Campeonatos |
3 |
|
1964 |
Pontos (sistema atual) |
1881 |
A vitória do último domingo também foi a primeira de Vettel na Hungria. Agora, o alemão só não venceu em três provas do atual calendário, sendo duas que estrearam ou voltaram ano passado: Áustria, Rússia e Hockenheim.
A pista húngara também era ‘maldita’ para a Ferrari, que havia vencido pela última vez em Budapeste em 2004, uma de suas sequências mais longas da história. E foi logo uma vitória convincente, na primeira vez desde o GP do Brasil de 2006 em que um piloto ferrarista liderou pelo menos 68 em uma mesma prova.
Aliás, o GP da Hungria tem uma característica curiosa: nos últimos 15 anos, em apenas duas oportunidades (ambas com Schumacher, em 2001 e 2004) o campeão da temporada também foi o vencedor do GP.
Glória para Marko
A Red Bull pode estar em baixa, mas os quatro primeiros colocados do GP da Hungria – Vettel, Kvyat, Ricciardo e Verstappen – vêm de seu programa de desenvolvimento de pilotos, comandado por Helmut Marko. E poderiam ser os cinco primeiros, caso Carlos Sainz não tivesse tido problemas em sua Toro Rosso. Falando no time, o quarto lugar de Verstappen foi o melhor resultado desde o GP do Brasil de 2008, última prova de Vettel pela equipe.
Foi, claro, o melhor resultado do holandês na carreira, o mesmo acontecendo com Kvyat, que fez história para a Rússia, com o primeiro segundo lugar da história do país na F-1, superando o terceiro posto de Vilaty Petrov no GP da Austrália de 2011. O piloto só não conseguiu bater Vettel como o mais jovem a subir ao pódio – por três meses.
Ricciardo e Fernando Alonso também conquistaram seus melhores resultados do ano, sendo a McLaren teve a melhor prova em mais de um ano, desde o GP da Grã-Bretanha de 2014. Enquanto isso, a Mercedes não tinha um resultado tão ruim, marcando 12 pontos, desde o GP do Brasil de 2013. Com isso, o time deixou de bater o recorde de 10 corridas com ambos os pilotos no pódio. E Hamilton parou na segunda maior sequência de pódios da história, com 16, três a menos que Schumacher, e em 18 GPs liderando pelo menos uma volta. Este, um recorde histórico.
