Julianne Cerasoli

Vida dura (e sem novidades) para Alonso

Sobreviver à curva 1 no meio do pelotão e ganhar posições na primeira volta. Será essa a missão de Fernando Alonso para tentar levar a decisão do campeonato a Interlagos sem precisar de uma pouco provável escorregada de Sebastian Vettel.

Se, por um lado, as apresentações do espanhol e o crescimento natural da Ferrari aos domingos ao longo da temporada fazem crer que o quarto lugar é totalmente possível, por outro, as duas provas nas últimas sete em que o piloto não foi ao pódio terminaram justamente em batidas na primeira volta.

Alguns dirão que Alonso, caso não seja campeão, jogou o tri fora em acidentes na primeira curva. Porém, foram justamente suas performances nos primeiros momentos dos GPs que o colocaram em posição de lutar pelo título. Afinal, o piloto cuja posição média de largada é de 6.1 ganhou 25 posições em primeiras voltas no ano, superado apenas por aqueles que, largando lá atrás, costumam se beneficiar de acidentes (Glock, Kovalainen, Karthikeyan e Pic). E isso foi fundamental para que sua média de chegada fosse o terceiro lugar.

As classificações fizeram com que Alonso assumisse durante todo o ano muitos riscos nos primeiros metros de cada GP e a história não será diferente em Austin.

Mas o espanhol pode ter alguns adversários a mais na pista norte-americana: a colocação da zona de DRS e os pneus. O próprio explicou por que teme que não será fácil ultrapassar no circuito texano. “Os pontos de medição e de ativação do DRS estão depois dos esses rápidos do primeiro setor e ali será muito difícil estar a um segundo do carro à frente. Na largada e na primeira volta temos de recuperar quase tudo que queremos.”

Já os pneus, altamente duráveis na pista lisa de Austin, diminuem as possibilidades de trabalhar estrategicamente para ganhar posições. Se Vettel mais uma vez facilitou sua vida ao largar na ponta, ver o que Alonso pode tirar da cartola para superar todos esses obstáculos promete valer o ingresso.

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