Julianne Cerasoli

Você iria de Raikkonen ou de Ricciardo?

A Red Bull promete definir no próximo mês quem será o companheiro de Sebastian Vettel na equipe ano que vem e Christian Horner já apontou que a disputa está entre duas opções bastante distintas. Optar por Kimi Raikkonen ou Daniel Ricciardo é mais do que uma decisão acerca de pilotos. É uma questão de filosofia e, como bem elucidou o Ico, também uma briga política interna.

Tudo vai depender do que a equipe vai valorizar. Das cartas que eles acreditam poder jogar na próxima temporada e, principalmente, em 2016, quando acaba o contrato de Vettel.

Do lado técnico, os carros da Red Bull são voltados para a classificação e seu sucesso nas corridas depende muito do quão adiante no grid seus pilotos conseguem colocá-lo. Ainda que o parâmetro possa ser questionado, Ricciardo tem 22 a 8 em classificações a seu favor contra o companheiro Jean-Eric Vergne, enquanto Raikkonen é um especialista em corrida.

Por outro lado, Horner já disse que a “Red Bull precisa de um piloto que pontue em todas as corridas para ganhar títulos”. Raikkonen detém o recorde de provas nos pontos, enquanto Ricciardo foi superado no campeonato em 2012 por Vergne e vive o mesmo cenário neste ano. Vale lembrar que a importância de um piloto que pontue com regularidade cresce junto com a Mercedes, que tem provavelmente a melhor dupla do grid e tem todas as condições de aparecer forte em 2014. E, como todos sabem, títulos no mundial de construtores são a forma mais garantida de ganhar dinheiro na F-1.

O marketing é outra fonte importante e é difícil apontar quem é o melhor nesse quesito. Raikkonen, é claro, é mais famoso e é o piloto com a imagem mais cool da categoria, tendo, inclusive, trabalhado com a Red Bull nos tempos de rali. Mas certamente faria um contrato blindado para limitar ao máximo seus compromissos extra-pista. O sorridente Ricciardo é a cara da empresa de energéticos e não tem bala na agulha para pedir nenhuma regalia em seu contrato. Mas seria uma imagem a ser trabalhada a longo prazo.

Dentro da pista, também, o australiano seria uma aposta para o futuro. É dois anos mais jovem que Vettel, enquanto Kimi, que faz 34 neste ano, está obviamente mais perto do final da carreira e provavelmente não quer se comprometer com um contrato longo. Todavia, Ricciardo é uma aposta e não deu sinais de que pode se tornar um Vettel um dia. Nesse sentido, Kimi é uma solução mais imediatista e mais certeira.

Mas o que será que a Red Bull quer? Precaver-se caso Vettel – cuja renovação por apenas uma temporada deu a mensagem de que poderia buscar novos desafios – decida sair ao final de 2016? Ou formar o time dos sonhos em 2014 e pensar no futuro depois, talvez até colocando Alonso na equação como possibilidade de uma vida pós-Vettel?

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