Julianne Cerasoli

Vudu

Motor Racing - Formula One World Championship - Brazilian Grand Prix - Practice Day - Sao Paulo, Brazil

A punição sofrida por Sebastian Vettel no último GP, com a troca total da unidade de potência, tem muito a ver com as dificuldades enfrentadas pela Renault no início da temporada, mas ele está longe de ser o único dos pilotos de ponta a sofrer com esse tipo de problema. E não está fora de questão que isso seja decisivo para o campeonato.

Não precisa ser necessariamente uma quebra ou uma punição: chegando no final do ano, toda a forma das equipes encararem o final de semana depende da condição das unidades de potência restantes. Quem estiver mais apertado vai andar com revoluções mais baixas ou até dar menos voltas em treinos livres, por exemplo.

Dentro desse quadro, quem está sofrendo mais entre os ponteiros é a Ferrari, que se arrasta usando peças que foram repostas em Cingapura, com Alonso estando na situação mais dramática pela quebra em Monza. Ainda que a equipe não utilize os mesmos itens em todas as sessões – geralmente, os mais velhos ficam reservados para os treinos livres – o equipamento mais rodado vai perdendo eficiência e também limitando o trabalho de pista. (Curiosamente, enquanto escrevia estas linhas durante a segunda sessão de treinos livres, o motor do próprio Alonso estourou aqui em Interlagos, mas era uma unidade que estava no final de sua vida útil)

A pista paulistana é desafiadora para as unidades de potência devido à altitude, uma das maiores do campeonato, o que reduz a porcentagem de oxigênio com que elas trabalham. E isso é ainda mais duro para os turbos em relação aos aspirados. Além de Interlagos, a parte final do campeonato também tem outras pistas complicadas do ponto de vista dos motores, como Sochi e Austin, além de Cingapura, devido à alta umidade.

Mas enquanto a Ferrari cumpre tabela com alguns cavalos a menos, a Mercedes não vive uma situação muito mais tranquila. Rosberg e Hamilton estrearam os quintos elementos na etapa russa e terão de usá-los, alternando com o que sobrou das unidades anteriores. Talvez por isso o alemão respondeu de forma irônica quando perguntado se gostaria de ver o companheiro abandonar: “eu aqui e ele em Abu Dhabi”. Espertinho, não?

Sair da versão mobile