
O mês de agosto mal passou da metade e já deu algumas chacoalhadas no mercado de pilotos. Com os dois pilotos que estavam segurando todas as deciões – Ricciardo e Alonso – se posicionando, as mais peças começam a se encaixar. Mas ainda há muitas incertezas. Afinal, só 7 pilotos estão confirmados até agora.
Red Bull e Ferrari encaminhadas
Com a confirmação de Sainz na McLaren, a próxima peça no tabuleiro deve ser Pierre Gasly no lugar de Ricciardo na Red Bull. Em teoria, o espanhol era o substituto natural, mas a relação com Verstappen na época de Toro Rosso não foi das melhores – e nisso ambos concordam. A briga de vaidades chegou até aos pais na época e muito da pressão dos Sainz de fechar o empréstimo para a Renault teve a ver com a necessidade de respirar ares fora do ambiente Red Bull, controlado pelo holandês. O mesmo pensamento, aliás, ajudou na decisão do próprio Ricciardo.
Já na Ferrari houve uma calmaria nos boatos desde a morte de Marchionne. Sabe-se que ele pressiona para Raikkonen ser substituído por Leclerc, mas não era o único que pensava assim. O finlandês, por sua vez, conversou com a McLaren e parece ter ganhado terreno nas últimas semanas. De fato, faz seu melhor campeonato desde que voltou à Scuderia.
Como a McLaren influencia
Primeiramente, a confirmação de Sainz deixa claro o caminho da Red Bull, mas a McLaren também pode influenciar a dupla da Toro Rosso. O time está dificultando a liberação do projetista James Key, e Lando Norris poderia entrar como moeda de troca. No cenário atual, seguem provavelmente com Hartley, que vem ganhando moral com a Honda.
Também não passou despercebida a confirmação apenas de Sainz. A McLaren vem cobrando Vandoorne publicamente e negocia com outros pilotos, como Perez. Unindo experiência e 15 milhões de euros de patrocínio, o mexicano tem algumas opções: pode ainda ir para a Haas ou seguir na Force India.
Como Wolff influencia
Esta última hipótese depende de Toto Wolff e do tipo de acordo que ele firmar com a equipe que agora é gerida por um grupo de investidores capitaneados por Laurence Stroll. Claro que o propósito do negócio é colocar Lance em uma das vagas, mas a outra pode ir para um piloto Mercedes em troca de um desconto ou para alguém que traga dinheiro e “cancele” esse custo.
Mas a Force India, é claro, não é a única cliente Mercedes. Com a perspectiva de um orçamento bem mais enxuto ano que vem sem os Stroll e a Martini, a Williams deve tentar acordo semelhante com Toto. Pelo menos pilotos, os alemães têm: Esteban Ocon e George Russell estão aí para isso. De qualquer forma, pelo menos Sirotkin deve continuar.
O restante das vagas devem ser preenchidas depois destes passos iniciais e há mais perguntas do que respostas: se a Ferrari fechar com Kimi, vai querer Leclerc na Haas ou na Sauber? E o futuro de Vandoorne, muito bem visto justamente pelo chefe da Sauber? E Grosjean, fica ou não? Assim como era preciso esperar Ricciardo e Alonso se movimentarem, muita água deve passar por debaixo da ponte antes que o grid inteiro de 2019 seja definido.