What the FRIC?

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Uns dizem que não faz diferença nenhuma, outros garantem que todos estão no mesmo barco. Porém, parece consensual que a Mercedes é quem mais vai sentir a falta do sistema FRIC, hidráulico, que conecta as suspensões dianteira e traseira e ajuda na estabilidade do carro.

O raciocínio é simples: é o time alemão, junto da Lotus, que tem a tecnologia mais desenvolvida, pois trabalha com isso há mais tempo. Mesmo assim, dificilmente haverá qualquer revolução na relação de forças.

Isso porque se trata de um sistema que podemos considerar complementar, e não algo em torno do qual a aerodinâmica funciona, como o difusor soprado e seus “parentes”, por exemplo.

O princípio do FRIC tem sido usado há cerca de cinco anos, mas em formas diferentes. A ideia é conectar as suspensões dianteira e traseira de forma a manter estável a altura do carro, o que ajuda a performance aerodinâmica nas curvas.

Como um carro de Fórmula 1 pode produzir até 6G em uma freada, gerando uma transferência de peso que “afunda” a parte da frente e altera o rake (diferença entre a altura da frente e da traseira do carro), a função do FRIC é compensar isso. Assim, é possível fazer a aerodinâmica funcional de maneira otimizada mesmo nas freadas. Esse controle permite, por exemplo, que as equipes usem asas dianteiras mais agressivas, aumentando a pressão aerodinâmica e a aderência, e acertos de suspensão mais macios. O resultado é que os pilotos podem atacar mais as zebras.

Os sistemas andam tão avançados ultimamente que a FIA começou a considerá-los “parte aerodinâmica móvel”, o que é proibido pelo regulamento. Daí o banimento – na verdade, uma recomendação da FIA, que avisou que não obrigaria o fim do FRIC, mas permitiria que as equipes protestassem contra quem o estava usando, o que, na prática, é o mesmo.

Mais uma vez, a parte europeia da temporada assista a alguma mudança importante. Ano passado, foram os pneus, o que acabou mudando a história do campeonato; em 2011, restrições fortes ao escapamento, que foram retiradas na prova seguinte e resultaram em uma vitória solitária de Fernando Alonso na temporada. Desta vez, não se espera cenários tão dramáticos assim, ainda que alterações das regras no meio do jogo sejam um erro bobo que a Fórmula 1 insiste em repetir.

4 comentários sobre “What the FRIC?

  1. Difícil acreditar que a mudança de pneus tenha alterado a história do campeonato. A Red Bull já tinha parado de devorá-los no Canadá, e a mudança foi na Alemanha, GP em que Vettel levou sufoco das duas Lotus e as Mercedes não pareceram melhorar.

    Aliás, o GP dos estouros, ainda com pneus antigos, foi dominado pelas Mercedes, com um Vettel solitário entre elas. E depois da Alemanha, na Hungria, Lewis voltou a dominar, a Lotus continuou gastando menos e Vettel sofreu para conseguir um terceiro lugar.

    O campeonato se decidiu mesmo, a meu ver, nas férias, pois depois delas a RB veio com o update de seu carro. Simplesmente o melhor carro que Newey já fez nos últimos tempos, superior mesmo ao RB7 e parelho em domínio ao FW14B.

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  2. Fale alguma coisa com relação aos discos de freio girando em velocidade diferente da roda. Não entendi esse item na mudança de regras para o próximo ano. Sds.

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    1. Dizem que a Mercedes, por exemplo, gastou mais de 10 milhões de euros desenvolvendo um sistema que não tem relevância para os carros de rua. A volta do desenvolvimento de suspensões ativas seria mais útil, ainda que, do ponto de vista esportivo, seria pior. Ao que parece, a discussão não acaba por aqui.

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