Estilos de pilotagem: Sebastian Vettel

Motor Racing - Formula One Testing - Day 2 - Jerez, Spain

O estilo de pilotagem de Sebastian Vettel é muitas vezes descrito como contra-intuitivo. Tanto, que duvidava-se que ele continuaria tentando usar os mesmos truques quando a Red Bull perdesse a pressão aerodinâmica com o fim do difusor soprado. De fato, era impossível replicar o que foi feito nos anos do tetracampeonato, mas o alemão ainda não parece ter se livrado dos velhos vícios.

A tendência de Vettel é iniciar a curva como Alonso, com uma pressão de média para forte nos freios. Porém, o alemão não provoca a saída da frente do carro, demorando bem mais para começar a girar o volante.

Então, quando o carro está quase indo reto, o piloto vira violentamente. Essa sempre foi sua grande característica: a rapidez em girar o carro no meio da curva.

É quase como se ele terminasse a curva antes dela. Isso normalmente não seria o jeito mais rápido de contorná-la, mas a enorme pressão aerodinâmica da traseira das Red Bull de difusor alimentado pelos gases do escapamento dava a estabilidade necessária para que ele reacelerasse quase imediatamente e acabasse ganhando tempo ao invés de perder.

Foi curioso ao longo dos anos do tetra observar como carro e piloto foram moldando-se para explorar essa forma de pilotar ao máximo. Não coincidentemente, Mark Webber foi ficando cada vez mais para trás, ganhando um ‘respiro’ quando as regras eram apertadas e Adrian Newey ainda não havia encontrado alguma forma de retomar o uso dos gases. Com o tempo, o próprio comportamento do carro acabou se tornando contra-intuitivo. Para todos, menos para Vettel.

Sem tanta pressão aerodinâmica e com mais torque das unidades de potência, agora é o piloto que tem de lutar contra sua intuição. No primeiro ano sem difusor soprado, o estilo de Vettel provou ser não apenas mais lento, como também provocou maior desgaste de pneus em relação a Ricciardo.

Tudo isso significa que Vettel é uma farsa? Ninguém ganha quatro campeonatos por coincidência, seja com qual carro for. Mas o que os números que o alemão de apenas 27 anos já tem vão representar quando ele encerrar a carreira depende de como ele vai se reinventar daqui em diante.

48 comentários sobre “Estilos de pilotagem: Sebastian Vettel

  1. “…mas a enorme pressão aerodinâmica da traseira das Red Bull de difusor alimentado pelos gases do escapamento dava a estabilidade necessária…”

    Pois é, isso diz tudo.
    A genialidade do Adrian Newey ajudou em demasia o Vettel na conquista dos 4 titulos. Em 2014 sem todo esse auxilio aerodinamico, foi massacrado pelo Ricciardo.
    Porem eu acredito que Vettel ficou mal acostumado com esse downforce monstro dos carros da Red Bull até 2013. Alem do que, os 4 titulos mundiais parecem que “amansaram” Vettel e quando ele teve ao seu lado um companheiro cheio de vontade de mostrar serviço, deu no que deu.
    Talvez agora, estando na equipe dos sonhos, com motivação de volta, possa provar que ele não é tetra campeão por acaso.

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    1. O diferencial dos grandes e inquestionáveis multi campeões é terem se adaptado ao longo dos anos a condições de pilotagem diferentes / equipes diferentes.
      O número de títulos nem sempre é um indicador linear (Schumacher, Vettel)
      Neste sentido, Hamilton levou anos para se readaptar, mas conseguiu se consagrar como um legítimo bi campeão, sem vantagens direcionadas ao seu estilo de pilotagem e numa nova equipe.

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    2. Cara, eu nunca fiquei sabendo de nenhum piloto que não tenha “vontade de mostrar serviço.” Existem pilotos excepcionais, ótimos, bons, medianos e ruins. Assim como em qualquer profissão. Apenas isso.

      Lembrando que o mesmo jovem tetracampeão mundial venceu com Toro Rosso. E isso não é pouco.

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      1. A vitoria do Vettel na Toro Rosso foi uma corrida atípica. E corridas atípicas até o Maldonado ja venceu. Entao nao conta.

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      2. Sério mesmo que você viu as duas corridas, Monza/2008 e Espanha/2012?

        Não houve nada de atípico. Simplesmente os dois poles venceram, no caso, Vettel e Maldonado.

        “Mas choveu em Monza e por isso Vettel venceu”. A chuva é para todos, não?

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  2. Analise bem interessante! Sim, fica mais fácil entender/aceitar/justificar o desempenho de Vettel no ano passado. Ele mostrou progresso na segunda metade de 2014 e o carro da Ferrari parece estar melhor do que no ano passado. Tudo leva a crer que a briga pela segunda colocação no mundial de construtores vai ser bem interessante! Tomara que a McLaren também de trabalho. Mal posso esperar pelo começo do campeonato!

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  3. Vettel é o melhor piloto do grid atual tetra campeão mundial, em 2008 eu vi eese garoto na toro rosso o quanto ele é bom e rápido em 2014 o carro dele quebrou muitas vezes e teve alguma vezes que ele foi mais rápido que o companheiro, ter um ano ruim não significa que o piloto seja ruim especialmente quando se ganha 4 campeonatos mundiais, existe tantos motivos que falar que foi só a pilotagem está muito longe da verdade. esse ano ele vai ter um ano muito promissor e se a ferrari der um carro perto dos ponteiros ele vai está lá brigando pelas vitórias. especialmente porque motivação vai está presente o que estava faltando em 2014.

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  4. Bom, mudanças de regras pode afetar um estilo de algum piloto, mas isso não tira o valor de Vettel ter acertado a mão do carro no 4 títulos, se as características do comportamento do carro favorecia Vettel ,agora vai favorecer outro , e assim caminha a humanidade.

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  5. Essa análise ajuda muito a explicar o gap entre o Vettel e Webber.
    É importante notar como o campeonato de 2010 foi mais parelho, enquanto os carros da Red Bull eram, digamos “neutro” em relação aos estilos de pilotagem da dupla.
    Depois, escolheu-se uma linha de desenvolvimento de carro que privilegiava claramente o estilo do Vettel.
    Mas o campeonato de 2012 ainda apresentou um Webber bem competitivo!

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    1. 2010 foi parelho apenas porque Vettel quebrou liderando fácil nas duas primeiras corridas. Por conta disso, correu atrás o resto do ano, o que levou às precipitações bobas na Turquia e na Bélgica (e mais perdas de pontos).

      Aí, quando ia de novo pegar a liderança do campeonato, mais uma vez quebra liderando na Coreia.

      Sem essas 3 quebras, teria sido campeão com 2 provas de antecedência.

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    2. Uma equipe desenvolve um carro projetando vitórias, e não privilegiar um piloto ou não. Se um se adapta melhor ao carro do que outro, isso se chama capacidade.

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  6. Ou seja, se ele não ganhar mais nada, você decreta que ele é sim uma farsa. Interessante acompanhar suas análises. Ao mesmo tempo em que existe uma preocupação em aprofundar mais dos detalhes técnicos, ela só parece existir para embasar um discurso de que o alemão não é nada. É claro perceber isso, mesmo que você disfarce habilmente com uma frase aqui e outra ali. Também não é caso de eu defender o Vettel, mas desconsiderar várias outras coisas, como stress emocional depois de viver 4 anos no limite, quebras e etc etc. É flagrante até mesmo para um chinchila que o Ricciardo foi muito melhor em 2014, mas isto passa por muito mais do que tentar adivinhar um estilo de pilotagem. Gosto demais das suas matérias e textos, mas você também precisa livrar-se destes vicíos.

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    1. “Tudo isso significa que Vettel é uma farsa? Ninguém ganha quatro campeonatos por coincidência, seja com qual carro for.” Perdoe-me se não deixei clara nesta frase minha opinião de que ele está longe de ser uma farsa.

      A questão que aponto no final do texto é: quando ele tiver a idade de um Button ou Raikkonen, 15 anos de carreira e tiver passado por vários carros e regulamentos, o período do tetra estará mais perto de ser regra ou exceção? Eu vejo nele um piloto muito estudioso, com ferramentas para se reinventar. Veremos o que os próximos capítulos dessa história nos contam – o mesmo valendo, inclusive, para Ricciardo e outros que têm mais chão pela frente.

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  7. Julianne, adoro suas analises, lembro que a muito tempo li sobre o estilo de pilotagem do Ayrton e do Prost, onde diziam que era exatamente o que você descreve sobre o Alonso e o Vettel, eles controlam a frenagem e começam a curva antes de todos devagar e assim que começam a curva viram de uma vez fazendo com que o carro já acerte a saida da curva, ganhando tempo e podendo reacelerar antes de todos. Com a analise dos dois Alonso e Vettel, para mim os dois melhores, vesse que os dois são muito parecidos, mas que o Vettel se adaptou muito bem ao difusor soprado e alterando neste periodo seu estilo de pilotagem e quando voltou a não ter a traseira na mão demorou para se readaptar, alem de outros problemas. Acredito que este anos a Ferrari está mais no seu estilo, tanto que está conseguindo tirar tempo, mesmo não sendo real, da Ferrari. Em vez de ser um demerito o fato de Vettel ter se adaptado ao carro e posteriormente terem considerando mais o seu estilio que o do Webber vejo isto como um piloto lider direcionando sua equipe a maximizar o carro para seu estilo, e mais merito ainda do piloto.
    abs

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  8. Agora sim concordo absolutamente em tudo que foi dito por essa deusa grega. Conseguiu transcrever o que eu vejo no estilo do vettel. Perfeita a análise, e digo mais, os grandes campeões conseguem se reinventar, mudar estilo, vide Valentino rossi q C a chegada do fenômeno mark Marques teve que modificar seu estilo que lhe rendeu 9 campeonatos mundiais. O grande campeão consegue. Será que o vettel vai conseguir? Acho que não, alemão eh meio cabeça dura Rsrs e egocêntrico.

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  9. O despejar do caldeirão de uma só vez no meio da curva com aproveitamento TOTAL E INTEGRAL da tração transmitida ao asfalto, seja com tração traseira ou até mesmo dianteira – em combinação com a precisão de movimentos no volante – fazem a diferença no meio de curva, no sentido de evitar rodadas e impulsionar o carro para a frente na linha de curva desejada. Me lembro que isso era demonstrado didaticamente em corridas de carro de turismo em Interlagos e Jacarepareguá de modo cabal. No Rio, na década de 70, tínhamos um ótimo piloto chamado Amauri Mesquita, que corria com um Mini Cooper S (o modelinho antigo, com aquelas rodinhas pequeninas), que fazia a delícia visual dos espectadores fazendo o carro segurar-se no meio da curva com a força do torque e da tração despejada totalmente e transmitida integralmente ao asfalto em meio a muita fumaça azulada dos pneus segurando “a barra”, posicionando o carro para a linha de saída que desejava, com total controle do carro. O Mini, como sabemos, é tração dianteira (que tende a desgarrar para fora), mas a força, a precisão e a intensidade do torque despejado eram tanta que, ao invés de derrapar para fora da pista, posicionava o carro de volta para dentro, um show!

    O contrário disso tudo, (ainda na década de 70) – um carro de tração traseira, um Maverick de 4 cilindros (imaginem) era manejado com exímia destreza por um chileno fora-de-série – o Santiago Bengolea, mais um argentino fera à época – Luís Rubem Di Palma e também pelo nosso inesquecível Moco José Carlos Pace que davam aulas de como descrever curvas com o auxílio principal do acelerador, de uma vez só, NO MEIO DA CURVA, posicionando o carro para a linha desejada, nos torneios monomarca da Ford, exclusivamente com os Mavericks. Verdadeiras aulas de pilotagem, pela precisão do uso do acelerador para descrever curvas. E em Jacarepaguá, também era interessantíssimo ver as Alfas (em especial a conduzida por Wilsinho Fittipaldi) de diferencial autoblocante, iniciando a curva com ligeira desgarrada e, rapidamente, em seguida voltando à linha ideal de curva quando despejava a potência total. Donde se conclui a importância da potência e torque transmitidos integralmente ao solo, para impulsionar o carro para a frente, na linha desejada, em uma curva preparando a saída. Era muita fumaça azul dos pneus, um belo espetáculo de se ver (e olhem que no caso do Maverick ele nem era muito potente, mas esse show tinha sua plenitude no Pinheirinho e no bico-de-pato do antigo traçado de Interlagos. No caso do Amauri, o Cooper S esbanjava potência (e isso era feito em várias curvas, inclusive e principalmente até nas de média para alta, quando ele vinha superlançado, no traçado ANTERIOR a esse que foi destruído para as Olimpíadas).

    Dito isto, acredito que Vettel se valia muito do uso do acelerador nas curvas para despejar potência no solo, ajudado pelo fator aerodinâmico dos gases do difusor soprado e acabou se viciando além da conta. Com o novo regulamento, houve necessidade de um reaprendizado, que acabou desmotivando-o até. Ricciardo, dirigindo catráias pra lá de Bagdá (HRT em especial) e até mesmo a Toro Rosso, quando se viu com uma Red Bull redondinha (ainda que já sem o difusor soprado), acostumou-se rapidamente e a sentiu com uma maravilha, tipo sair de um carro 1.0 para um Porsche (vá sair de um Porsche – quem está habituado – para um carrinho 1.0: a primeira coisa que o cara tem que aprender é ser HUMILDE; depois tem que aprender a reavaliar distâncias (para acelerar e frear). O problema é que nós – seres humanos – nos acostumamos rapidamente a tudo o que é bom sem perceber. Só se percebe diferenças (na maior parte desanimadoras e irritantes) quando se faz DOWNGRADES de alguma coisa (seja de carro ou moradia, hahahaha). . . Vettel, acostumado a tudo do bom e do melhor, deve ter levado um choque com o novo regulamento sem difusor soprado. Passou do Porsche para o carrinho 1.0!

    No entanto, para mim, Vettel ainda tem um gordo crédito em sua conta para sacar, afinal ninguém ganha 4 títulos impunemente. Continuo acreditando em sua genialidade. A diferença entre os grandes é muito pequena, sempre digo, mas esse novo regulamento provou que dentre os muitos fatores, características ou virtudes que são maiores em uns em menores em outros, do Trio Consagrado ALON/HAM/VET (em ordem alfabética para não ferir susceptibilidades, hahaha) Vettel é o que tem menos capacidade de adaptação. Isso ficou provado e não chega a ser um defeito. Emerson Fittipaldi precisava de um carro perfeito para exercitar toda a sua maestria e classe, já Peterson a exercia de qualquer maneira. Jim Clark, então, nem se fala, ele transformava um carro COM SUSPENSÃO QUEBRADA de acordo com a necessidade sua e do momento, de understeer para oversteer com a maior naturalidade e rapidez do mundo! Leiam a biografia dele escrita por Bill Gavin. Por último, tenho certeza que Vettel se reencontrará com a glória e com as vitórias.

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    1. Essa maneira de pilotar, da forma como descrevem, é como se faz no kart. Nao é de se admirar porque o comportamento do F1 é a categoria mais próxima ao kart (com uns cavalhinhos a mais).
      Porém, diferentemente do kart, o F1 nao pode escorregar, como Nelson Piquet fez na Hungria em 1986, lembra? E os difusores soprados garantiram aos pilotos a capacidade de atacar a curva, sem oversteer (com esse aerofolio gigante na frente) e a traseira grudada no chao, garantida pelo difusor soprado.
      No entanto, quanto as comparacoes entre um Porsche e um Mille, estou de pleno acordo. Me lembro das palavras de Roberto Pupo Moreno quando pela primeira vez pilotou aquele Benetton de 1990, com motor Ford Cosworth V8: Como esse carro é rápido!

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      1. Vixe, lembra daquela tal de Andrea Moda? Pobre Pupo Moreno. . . E da Coloni?
        JSpeed, creio que estamos concordando em todos os pontos de vista, apenas sublinharia que nas décadas de 60 e 70 os F 1 escorregavam bastante, e o Rei (ou os Reis, melhor dizendo) desses four wheel drifts eram o inacreditável Ronnie Peterson e o incrível Jochen Rindt, sendo que Peterson era ainda mais espetacular. Mas lembro que numa dessas escorregadas (de F 2, já não recordo a corrida) Rindt acabou aterrissando “pregado” num cartaz fora da pista! Dois monstros!
        E quanto aos carros de turismo aos quais me referi (Mini Cooper S e Maverick) Amauri Mesquita, Santiago Bengolea, Luís Di Palma e Moco “travavam” a escorregada com violenta e TOTAL aceleração no meio das curvas, que lhes permitia inserir os carros nas linhas de saída de curva por eles pretendida. Era espetacular ver o controle que faziam das curvas com o acelerador. O chileno Bengolea, que corria apenas de turismo, de Maverick chegou a vencer Pace quando este já estava na F 1! Tudo bem que carros menos potentes nivelam por baixo, mas Bengolea era realmente fera! Como tocava esse chileno, e olha que o argentino Di Palma também não era “fácil”, era encardidíssimo, idem o Moco, que vi correr muitas vezes ainda de Fusca 1.600 e também nos KG-Porsche azuis-escuro da poderosa DACON, não sei se você é dessa época.
        ]Um abraço!

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  10. Começo meu comentário dizendo “Muitos pilotos tiveram os carros mais rápidos em mãos,porem poucos foram campeões”
    A equação para se ganhar corridas,campeonatos é a soma de muitas variáveis que resultara em uma combinação de entrosamento homem maquina esse é o primeiro passo,os outros são estratégias,leitura de corrida e sorte de campeão.

    Vettel teve o melhor carro ?,sim teve mais soube inteligentemente tirar proveito com maestria do equipamento que tinha em mãos o alemão teve méritos pelos títulos conquistados teve competência para ser campeão.

    Os carros da redbull necessitavam de muita inteligencia para se tirar o melhor deles e vettel sabia disso e como fazer isso diferente de webber que não teve tanta competência para dominar o sistema complexo de pilotagem das maquinas que tinha em mãos.

    vettel é um piloto que tem caracteristicas muito similares ao seu idolo Schumacher como determinação,uma incrivel vontade de vencer,trabalho duro.

    Ele teve um ano difícil mas não não desistiu lutou até o fim e no final estava se recuperando nas classificações,não se esqueçam que ele sempre nas segundas metades de campeonato sempre vem forte e imbativel com exeção de 2014,ele deve ter aprendido aonde tem que melhorar e voltara esse ano mais forte do que nunca.

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    1. Nossa beto usar o webber como referência para exaltar o vettel é até covardia, o cara além de ser um piloto fraco era 11 anos mais velho e 20 kilos mais pesado o que ja lhe dava uma desvantagem de 0.6 segundos por volta, webber conseguia ser pior até do que o massa e o rubinho juntos, se vettel tivesse um button,alonso, hamilton, raikkonen , rosberg ou até o talentoso hulkenberg duvido que teria sido campeão, chutar cachorro morto é facil.

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      1. Papaleguas, acho que a desculpa de idade e peso não pode ser considerada.
        Até onde sei o que interfere no peso do piloto é a distribuição de peso, pois um carro de F1 não pesa nem perto do limite estabelecido e sim é completado com lastros para equalizar melhor o equilibrio frente/traseira. No caso da idade temos exemplos de pilotos longínqüos que venceram e foram melhorando com o tempo, alias os grandes pilotos fazem isto, melhoram com o tempo, perdem reflexos e velocidade mas compensão com experiência. E pensar que o Vettel está no auge, desculpe não mesmo, quem está no auge é o Alonso e Button, Kimi não conta. Acredito que quando tiver a mesma idade que o Hamilton e motivado ele vai ser tão ou melhor que o Alonso é hoje.

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    2. É verdade, Beto, você tem toda a razão. Assim como certos cantores, cantoras ou bandas são inexcedíveis para certas músicas (Frank Sinatra para My Way, Bárbara Streisand para Cry me a river, Dinah Washington para What a difference a day makes, Buddy Clark para Peg O My Hart, A White Shade of Pale para o Procol Harum, Benny Goodman para a sua clarineta, Enya para Only Time, The Hot Sardines para Bei Mir Bist Du Schoen e por aí vai, apenas como poucos exemplos), Vettel foi o piloto inexcedível para as Red Bulls que o levaram aos títulos – em especial a RB-9, que requeria um piloto excepcionalmente rápido para SEMPRE posicioná-la na pole e fazer largadas excepcionais para aproveitar o ar limpo e disparar na frente, (a RB-9 foi projetada para isso) já que a velocidade máxima em reta não era o ponto forte dela. Somente outro piloto seria igualmente capaz disso, ter tanta velocidade quanto Vettel, LewIIs. E convenhamos que Vettel tinha uma precisão e frieza absoluta para entregar essas poles. Sinto-me à vontade para falar muito bem de Vettel, pois sou torcedor do Hamilton (que ao final deste ano terei que grafar LewIIIs), assim como me sinto confortável em falar da excepcional habilidade natural de Alonso – vamos convir que o espanhol é um piloto ímpar em se manter competitivo, lutador e motivado mesmo após tantos longos anos de insucesso. Insucesso esse decorrente das escolhas erradas erradas que fez ao longo da carreira, (para chover no molhado e ser engenheiro de obras feitas). Do alto da minha insignificância,e como amo o esporte, não posso deixar de reconhecer todos aqueles que nos entregam o melhor de seus talentos, de suas habilidades e de seu espírito de luta. E é esse quesito – espírito de luta – um dos diferenciais de LewIIs que me levam a torcer por ele, posto que mais exacerbado no inglês do que no asturiano e no alemão. Uma das coisas que mais me chateiam no espanhol foi ter criado desnecessariamente todo aquele clima adverso contra si na McLaren e tê-la abandonado em seguida, fugindo do pau contra Hamilton quando tinha (e ainda tem) braço para enfrentá-lo. Da mesma maneira, até entendo a busca de motivação por parte de Vettel, mas restará para sempre – como uma fragilidade em sua carreira – entre seus detratores (dentre os quais eu não me incluo) o fato de não ter ficado na Red Bull para uma revanche contra Ricciardo, da mesma maneira que ficou com Alonso em relação a LewIIs. Uma sacanagem que ambos – Alonso e Vettel – fizeram contra nós – fervorosos aficionados por automobilismo. Por isso, creio que SebVet poderia ter esperado mais um ano para mudar de equipe. Mas Vettel deve ser enaltecido por um aspecto ao qual dou muito valor em qualquer ser humano: a HUMILDADE. Principalmente em alguém que se destaca muito em algo. Coisa que Valentino Rossi e Marc Márquez (precocemente) têm de sobra. Vettel reconheceu numa boa que Clark Kent, digo, Superman, digo, Ricciardo conseguiu extrair do RB-10 uma performance que ele – SebVet – não conseguiu. Isso é atitude de um grande campeão e de um grande caráter.

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      1. CONCORDO COM VC AUCAM,É UM PRAZER VER ESSES CARAS COM TALENTOS INCRIVEIS NA PISTA,AGORA FALANDO NO VETTEL VAMOS DAR UM CRÉDITO A ELE AFINAL EM ALGUM MOMENTO DA CARREIRA A MAIORIA DOS PILOTOS IRÃO TER ALGUM ANO QUE SAIRA DIFERENTE DO HABITUAL PARA ELES.

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      2. Sim, Beto, todo piloto tem um ano mau e não é esse ano mau que apaga todos os anos brilhantes que ele já teve e terá novamente, especialmente no caso de Vettel, que pulverizou todos os recordes de precocidade e por isso mesmo tem ainda muitos anos de carreira pela frente para nos brindar com sua excepcional velocidade e precisão. Eu não tenho dúvidas que ele voltará às vitórias antes até do que imaginamos, em que pese toda a crise que acometeu a Ferrari e que inacreditavelmente tudo indica que está sendo deixada para trás antes do que também se imaginava (eu pelo menos, que vivenciei a seca de 20 anos de Schekter a Shummy, fora a de Surtees a Lauda, que vitimou pelo caminho um piloto de comportamento controvertido e polêmico, mas de excepcional coragem, habilidade e velocidade, Jacky Ickx. Se você não é tão jovem, deve se lembrar das peripécias desse belga de F 2 dando pau em muito F 1 (quando houve grids que alinharam ambas as categorias, com classificação em separado). E ser superado por Ricciardo não é demérito algum, pois o aussie já pode ser considerado um dos maiores e surpreendentes fenômenos que surgiram na F 1 (vai longe esse garoto se tiver carros competitivos nas mãos, ao longo de sua carreira).
        Um abraço!

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  11. A qualidade incomparável dos chassis de Newey se observa em 2014 em Spa Franchorchamps.

    Com o carro correndo sem asa, para compensar a baixa potência do motor Renault eles ainda contornavam o miolo com mais eficiência do que os concorrentes, tirando a Mercedes.

    Subestimam muito Newey, que fez meia dúzia de pilotos campeões antes de Vettel e foi capaz de conceber um carro que o vestisse tão bem quanto esses RBxs.

    Não é por nada que Vetell decidiu sair da equipe quando veio o anuncio da iminente saida do Newey.

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  12. O bacana dessa exposição de estilos, é compreender o que se passa a 300km/h, no calor da disputa! Ínfimos detalhes em um turbilhão de emoções e racionalidade, enfim, texto com a conhecida competência Cerasoli, well done;-)

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  13. Os alonsetes pira com o tetracampeão vettel, esse ano vai ser ainda mais interessante observar os pilotos, Alonso com um supercarro em 2010 e 2012 conseguiu perder para o melhor do grid.

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    1. Se eu fosse você perdia uns minutos revendo um resumo dessas duas temporadas pra depois se perguntar de onde saiu esse tal supercarro que a Ferrari deu a Allonso.

      Foram os melhores carros que ele teve lá e ambos eram inferiores aos carros campeões e também a Maclaren em muitas ocasiões.

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  14. HAMILTON SAIU PARA MERCEDES QUANDO TODOS FALAVAM QUE SERIA A PIOR ESCOLHA DA VIDA DELE E OLHA NO QUE DEU,AGORA VETTEL TAMBÉM ESTA INDO PELO MESMO CAMINHO,ACREDITO QUE ALGUNS CAMPEÕES TEM UMA INTUIÇÃO DE CAMPEÃO PARA FAZER SUAS ESCOLHAS DE EQUIPE COM EXCEÇÃO DO ALONSO RS

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  15. JU esse seus posts são brilhantes, PARABÉNS . já li muitas coisas e digo os comentários de aucam são brilhantes, digo que o casamento vettel red bull foi perfeito enquanto durou, aucam acho q ele saiu na hora certa pq tem muita grana nas jogadas e esperar mais um ano talvez a vaga na tão sonhada Ferrari pra ele num estive disponível vide Alonso 2008,2009 penando de rennault depois do chilique 2007 rsrrsss, achhei q ele foi muito humilde tb em relação a reconhecer que Ricardo foi melhor em nenhum momento criticou ricardo ou criticou a equipe, apenas reconheceu e isso realmente é digno de um grande campeão, eu sei que ele vai se reiventar pq é jovem tem tempo e gana pra ganhar, e a faixa do tri do negão aucam pode comprar rsrsrs pq a Nicole esse ano num ver nem a cor do #44 kkkkkkkkk

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    1. Chrys amigo velho de guerra, creio que como aficionados por automobilismo e por F 1 em especial, somos sempre insaciáveis por emoções e adrenalina, e estamos sempre querendo e exigindo demais dos grandes campeões que elegemos como parâmetros de excelência, daí porque eu queria ver a revanche – com o mesmo carro – entre Alonso e Hamilton e entre Vettel e Ricciardo. Mas entendo as circunstâncias, e só me resta torcer para que todos eles tenham carros competitivos e parelhos em mãos, para vermos duelos épicos e eletrizantes, ainda que em equipes diferentes.
      Falei que preferia comentar sobre a importância da pesca do bacalhau nas costas da Noruega, ao invés de tentar dar palpites sobre esses testes preliminares, mas acredito que a Ferrari realmente está em plena convalescência e é só disso que Vettel precisa para dar a volta por cima em termos de resultados, posto que a alegria e a motivação ele demonstra já ter recuperado, isso quem disse agora recentemente foi o Helmut Marko, um cara que sabe das coisas!
      Forte abraço.

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      1. helmut marko sabe mesmo ,mas eu vou pesquisar mas sobre a pesca do bacalhau na Noruega e esperar os testes de Barcelona pra ver onde a carroça vermelha vai estar, rsrrss pq a prateada estará na frente , os bull na segunda fila a terceira fila willians a 4 fila talvez a carroça ou as mclatas como diz bruz pq ate o radiador eles já mudaram…sei naum esta meio tenebroso o troço japonês , mas eles são competentes vamos aguardar

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  16. beto a fase de Hamilton já é outra ,essa de se casar ele ta certo casar pra quer novo e milionário , ele tem mas é q curtir a vida e deixar essa top model pra lá …Hamilton esta amadurecendo com o tempo levou 6 anos para ganhar o campeonato dinovo e ele sabe q a chance do tri, tetra esta ai na frente dele em 2017 tudo pode mudar e outra equipe dominar, Hamilton esta bem, esse lero q ele perde a cabeça isso é conversa pra boi dormi ou vaca usar o whatssapp rsrsrrss

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  17. Um erro cometido é querer validar a pilotagem de um, desmerecendo a do outro…o fato é: Alonso é grande, Vettel é grande, Hamilton é grande, Kimi é grande, Button é grande, mas são diferentes em suas grandezas, simples assim, e não reconhecer a capacidade de cada um me parece irracional. Fato é que as belas matérias da Ju elevam nosso olhar para outro nível de compreensão, o lado técnico e invisível no momento da disputa para os leigos, não para os profissionais, sem bandeiras. O que esses caras fazem em pista, independente de torcida, merece nosso respeito e adimiração! Esses pilotos e suas disputas estão tão intrinsecamente ligados, que o vencedor e o vencido se completam e se engrandecem. Ps: caro Aucam, permita-me uma pequena discordância sobre seu ponto de vista, pois quando vc cita Alonso e Vettel terem pedido arrego quando “perderam” os duelos internos, acho irrelevante, afinal a disputa, dentro da mesma equipe, ou em equipes diferentes, sempre foi acirrada entre esses três, quatro, cinco tops do momento, vencem-se e são vencidos, ultrapassando e sendo ultrapassados, e o fato de não sentirem clima para permanecerem em uma equipe, e buscar novos desafios, não os tornam fracos ou perdedores, pois o que vale mesmo e o roda à roda, a disputa ferrenha por cada palmo de pista, e acho que isso prevalecerá na história…

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    1. Meu amigo Wagner, de jeito algum eu quís desmerecer Alonso ou Vettel! Você sabe disso, pois tantas vezes e há tanto tempo vimos trocando opiniões e pontos de vista, sempre situando os grandes num mesmo plano e apontando que as preferências por A, B ou C se devem apenas a características que cada um de nós eventualmente ponderemos um peso maior de acordo com nossos gostos, mas que fique claro que TODOS eles as têm, apenas este ou aquele aspecto de pilotagem é mais acentuado em algum deles, compensado por outros aspectos nos demais. Leia minha resposta ao nosso amigo Chrystian às 21,39 hs. enfocando que – como aficionados – às vezes (eu pelo menos, hahahaha) somos insaciáveis nas exigências que fazemos a esses poetas das pistas.
      Um forte abraço e estou esperando uma grande temporada do Alonso também, com o talento de Button dificultando e valorizando os feitos do espanhol. Button é muito subestimado e será interessante ver esse confronto também, eis que o inglês já deu muito trabalho a Hamilton em alguns duelos memoráveis, dentro da maior ética e já tendo-o até mesmo superado no mau ano que Hamilton teve, em 2011.

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      1. De forma alguma caro Aucam, conheço seus pontos de vista ponderados e racionais, apenas vejo que os embates na mesma equipe ou em equipes opostas, tem o mesmo peso, e corroborando com seu pensamento, basta ver as disputas variadas que já tivemos entre esses caras, que muitas vezes tornam corridas monótonas em grandes pegas, enfim, disputas que já valem a corrida…

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  18. Em 2014 Vettel teve a oportunidade de mostrar que é um quatro vezes campeão do mundo com méritos. Não conseguiu fazer isso. Ficou bastante claro que o mérito dos seus títulos é do Newey e do carro. Todos os números provam isso, principalmente as 3 vitórias do Ricciardo. Quem tem talento acima da média, como se quer fazer pensar do Vettel, teria vencido ao menos uma corrida já que o companheiro, novato, venceu três. O Vettel é apenas um grande piloto precisando provar que é um excelente piloto. E no degrau dos excelentes, hoje, só tem Alonso e Hamilton.

    Hamilton venceu corridas e fez poles com TODOS os carros que pilotou. Então as desculpas favoráveis ao Vettel não tem muito valor.

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