Turistando na F1: os melhores GPs para ver ao vivo – parte 2

Continuando a série dos melhores eventos da Fórmula 1 para curtir ao vivo, uma lista com opções baratas e as melhores experiências combinando a corrida em si e a cidade em que ela é realizada.

Barganha: Malásia

Há quem possa pensar: como um GP realizado tão longe do Brasil pode ser uma barganha? Sim, a viagem até lá é cara, mas caso uma passagem por esta parte da Ásia estiver em seus planos – e, acredite, é uma experiência e tanto e deveria estar na lista de qualquer um – o GP da Malásia é, de longe, sua chance de ver uma corrida de F-1 no exterior gastando o mínimo possível.

Os ingressos são os mais baratos da temporada: sim, eles começam em 120 reais para os três dias! As diárias na região de Sepang ficam entre 50 e 100 reais – ok, os hoteis são simples, mas nenhuma espelunca. A capital Kuala Lumpur fica a cerca de meia hora em um trem moderno e confortável – e é uma cidade recheada de bons preços de roupas e eletrônicos. Para completar, as passagens dentro da Ásia são absurdamente baratas: de KL a Bangkok, capital da Tailândia, por exemplo, dá para pagar menos de 300 reais ida e volta. Mas é preciso correr para aproveitar a última corrida da F-1, que será no final de setembro. Ou voltar outro ano para ver a MotoGP, que segue firme no calendário.

Custo-benefício

Na Europa: Budapeste

Uns dizem que é porque eu não conheço Paris. Outros garantem que é porque estava encantada demais com Berlim quando cheguei a Praga. Mas considero Budapeste a mais bela capital europeia. É gloriosa e clássica ao mesmo tempo em que é jovem e pulsante. E, com a Hungria fora da zona do Euro, está entre as mais baratas. Dá para pagar pouco mais de 100 reais por dia para ficar muito bem localizado, o sistema de transporte coletivo funciona bem com metrô, bonde e ônibus e a alimentação é bem em conta.

Considero o GP da Hungria como o melhor da Europa em termos de custo-benefício porque é possível ao mesmo tempo visitar essa cidade incrível e ir em um GP com um clima todo especial, já em pleno verão europeu – e em que raramente se vê chuva. A pista fica perto da cidade – a uma meia hora do centro – e, se ficar quente demais, tem um parque aquático logo do lado! Os ingressos? Dá para sentar na arquibancada por 270 reais.

Fora da Europa: Montreal

Mas se alguém me perguntasse qual GP indicaria para ter um pouquinho de tudo o que citei nos exemplos acima, escolheria o Canadá. É lógico que os GPs roots têm seu charme para os fãs, mas nada como casar a visita a um GP e uma cidade incrível como Montreal. Lá, é possível chegar tranquilamente de metrô ao Circuito Gilles Villeneuve, que costuma ser o palco de corridas emocionantes.

A cidade em si se transforma devido à prova, com donos de carros antigos, esportivos e/ou envenenados desfilando nas ruas, e as pessoas são contagiadas por um clima de festa, com barraquinhas servindo comida e bebida no centro e várias atividades culturais paralelas. Apesar do país não ter tanta tradição em termos de pilotos, a prova atrai um público fanático com conhecimento bem acima da média.

O preço da hospedagem depende diretamente do quão perto da festa você quer ficar. Se o foco for só a corrida, qualquer lugar próximo ao metrô já serve. O ingresso para a prova também é convidativo: o mais barato sai por 320. Quer ficar no famoso hairpin e ter uma visão como esta da foto? Vai pagar cerca de 480 reais. Só precisa correr, porque com um canadense no grid depois de tanto tempo, Montreal promete ter uma das provas mais concorridas da temporada.

17 comentários sobre “Turistando na F1: os melhores GPs para ver ao vivo – parte 2

  1. A corrida do Canada é realmenre o evento do ano, a semana do grande prêmio é uma grande festa e é até engraçado ver várias mulheres em suas melhores produções, com roupas de balada, nas arquibancadas porque ali é o lugar para ser visto em Montréal. A corrida pouco importa. Infelizmente nos três anos que fui (2013, 2015 e 2016) as corridas foram bem fracas. Algo bem legal desta pista tb mas ai quando a F1 não está por lá, é que qualquer um pode circular por ela de carro (máximo 30km¨/h), de biclicleta, de patins ou a pé, entre a primavera e o outono.

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  2. Agradecemos as informações Julianne!
    Uma pena que os circuitos que eu mais gostaria de ir, encerram contrato esse ano, mas suas dicas estão anotadas para 2018!
    Aproveitar e perguntar:
    Quando veremos aquele post incrivelmente bom de sua parte, sobre a aquisição da F1?
    🙂
    Beijos pras meninas, abraços prós meninos e tudo de bom pra você Julianne!

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    1. Olá, Julianne/Dennis. Foi por causa desse post que decidi ir a uma corrida pela primeira vez. Escolhi Montréal. Como é a programação no domingo? Que horas começam as atividades? Alguma dica sobre o que levar, onde comer, etc…Em resumo, como melhor aproveitar. Valeu pela atenção!

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  3. “Apesar do país não ter tanta tradição em termos de pilotos, a prova atrai um público fanático com conhecimento bem acima da média.”
    Tá mais pra “Por país não ter tanta tradição em termos de pilotos, a prova atrai um público fanático com conhecimento bem acima da média.”

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  4. Amei essas duas matérias! Ótimas dicas!!
    O que acha do GP de Abu Dabhi e do Ferrai World? Vale a pena? Tenho muita vontade de ir!
    Sou fã do Raikkonen desde de 2003 quando comecei a acompanhar F1. Quero aproveitar enquanto ele ainda corre e está na Ferrari hahaha

    Obrigada pelas dicas!

    Beijos

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    1. Eu que agradeço, Thamie!

      Não fui no Ferrari World, então não posso te dizer. O ingresso para o GP em si dá direito a ir a shows pertinho da pista nos três dias e eles costumam ser bons e há várias opções de ingressos com direito a pitwalk e estacionamento incluído no preço. Mas não sei se vale tanto a pena, pois lembro de ter feito uma matéria sobre os ingressos mais caros e o Abu Dhabi era o primeiro. A viagem também não é das mais baratas.

      Se você quiser ver um GP em um lugar espetacular, com ingresso que dá acesso a outras atividades legais extra-pista, recomendaria muito mais Cingapura.

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      1. Maravilha! Obrigada mais uma vez!!

        Aliás seu blog é excelente! Parabéns!
        Eu trabalhei lá na no staff da sala de imprensa de Interlagos esse ano e no Transamérica com as credenciais! Lembro de você lá 🙂

        Beijos, sucesso!

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    2. Thamie , para curtir o Kimi recomendo o GP da Bélgica : ele venceu já 4 vezes na F1 lá , duas com Ferrari . Ele se dá muito bem nessa pista , e o espectador também , como mostrou a Julianne no artigo anterior : fica dentro de um bosque , tem caminhos de pedestre em torno dos 7 kilometros do percurso , e o ingresso mais barato – o que a Ju se refere no texto – serve justo pra isso , permitir andar por esses caminhos ao redor. Em alguns pontos a gente fica no alto de colinas , então a visão da pista costuma ser excelente ; precisa gostar de andar a pé , e convém escolher calçados e roupas confortáveis e adequadas a isso.
      Se pensar mesmo em ir este ano , sugiro um lugar para se hospedar : Auberge de Jeunesse Haute-Fagnes , em Malmedy . Este ano estará aberto no weekend da corrida , é muito em conta , não costuma ter doidões mas sim familias , e ciclistas de BMX — tem ótimo café da manhã , mas logo estará lotado , se é que já não está . O único porém é necessitar de um carro para ir e retornar ao circuito ( esse albergue fica numa saída de Malmedy em lado oposto å pista ).

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      1. Muito legais suas dicas Fernando.

        Lembrando que outros dois GPs sempre lotados de fãs do Kimi são Budapeste e Rússia, pela proximidade com a Finlândia. Em Baku ano passado também havia muuuuitos finlandeses.

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      2. Nossa, muito obrigada pelas dicas também, Fernando! Muito boas!
        SPA é um sonho! Também sou louca pra ir!

        Valeu mesmo!

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  5. Sim ! gostei muito de suas dicas para Budapeste , é um GP que já estabeleceu sua própria tradição, numa cidade com certeza atraente , esse quero ir ver alguma vez — estou me programando para o retorno do GP da França em Paul Ricard em 2018 — já estive lá uma vez , fica na maravilhosa região da Provença , é emocionante ver paisagens q estão retratadas em pinturas de meu querido ‘ tiozinho ‘ Paul Cézanne …

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