Turistando na F-1 e no melhor GP do ano

Se você curte as imagens do GP de Cingapura e pensou ‘uma vez quero ir para este GP’, já vou avisando que é melhor se programar já. Mesmo que a prova tenha ganhado o coração de quem está na Fórmula 1 – para mim, a melhor do ano indiscutivelmente – o mesmo não aconteceu do lado de lá e a população vem pressionando o governo para deixar de sediar a prova. O grande problema é a antecedência com que as ruas começam a ser bloqueadas para que o circuito seja montado.

Mas não vamos pensar em coisa ruim: Cingapura é incrível. Começando pelo Changi, que não ganhou fama de melhor aeroporto do mundo por acaso. Você pode pensar ‘e daí que o aeroporto é bom?` mas é só o pensamento de alguém que viaja bastante e que já percebeu que uma estadia boa começa com uma boa experiência no aeroporto, incluindo a tranquilidade de que sua bagagem estará lá. Isso, a não ser que você venha de uma conexão, digamos de Paris ou Roma, mas daí é outra história! (Evite estes dois ao máximo, inclusive, e se puder não passar por Heathrow também é uma boa)

Transporte público funciona, táxis não cobram fortunas ou tentam te enganar, todo mundo fala inglês e você tem as mais variadas opções de comida e entretenimento, pelo menos na área mais central, até muito tarde. Como sei disso? Quem trabalha na F-1 fica no fuso europeu, o que significa terminar o trabalho lá pela 1h, 2h da madrugada. E então é hora de jantar e tentar permanecer de pé até lá pelas 6h. Acordamos no começo da tarde e lá vamos de novo para a pista. De metrô.

Da cidade, vocês já viram muito na TV de 2008 para cá. Tem a piscina mais alta do mundo, os jardins botânicos que ficam iluminados à noite, nos levando ao que seria uma floresta no mundo dos avatares, o campo de futebol na marina… além do que a TV mostra, há uma forte presença chinesa e indiana, que se revela nas placas, escritas em inglês, malaio, mandarim e tamil, língua da região do Sri Lanka/Índia. Nem tudo é perfeito, contudo: o país continua considerando a homossexualidade um crime. Em 2017!

A cidade-Estado parece não parar, no melhor estilo das grandes metrópoles ocidentais, mas não chega a ser uma Bangkok ou, dizem, uma Hong Kong. E é claro que a F-1 contribui para a agitação, vivendo um de seus finais de semana com mais cara de entretenimento do que de esporte. Você cruza com muitos europeus e australianos de férias nas arquibancadas, muita gente que foi morar em Cingapura para trabalhar em grandes corporações e vê a categoria como uma forma de se aproximar um pouco com suas casas, mas também vê muitos jovens que, na verdade, compraram seus ingressos de olho em alguns dos inúmeros shows realizados no circuito. Nesse sentido, é um GP democrático e certamente com o modelo que a Liberty quer ampliar nos próximos anos. Só não dá para saber se, quando houver mais Cingapuras no calendário, a original ainda resistirá.

 

RAIO-X

Preços: O Sudeste Asiático é conhecido pelos preços baixos, mas não inclua Cingapura nisso. A estadia está entre os mais caros da temporada – espere pagar pelo menos 300 reais a noite. A passagem saindo do Brasil, é claro, também é salgada, saindo por volta dos 3500 reais. Os ingressos não estão entre os mais baratos, mas os organizadores oferecem algumas opções interessantes, como pacotes para grupos e alguns que combinam três lugares diferentes para os três dias, incluindo visita aos pits, o que sai por pouco mais de 1100 reais.

 

Melhor época: Cingapura não depende da corrida para ser um grande destino turístico, mas o clima pode ser um fator limitante, especialmente entre novembro e janeiro, quando chove mais. Em termos de calor, o mais recomendado é na primavera e no outono, que são na mesma época do Brasil, e em julho a cidade se movimenta com festivais. Só não se assuste se vir na previsão chuva todos os dias: isso quer dizer apenas uma pancada rápida!

 

Por que vale a pena? O Sudeste Asiático vale a pena por si só, pelas várias culturas incríveis e tão diferentes da nossa (ou de todas as que convivem no Brasil!) e Cingapura é uma das “cidades do futuro” dessa região, extremamente civilizada e com muitas opções turísticas e boa também para quem está atrás de fazer compras. E o GP em si é o evento mais diferente do calendário.

4 comentários sobre “Turistando na F-1 e no melhor GP do ano

  1. Ju,
    Voce saberia quantificar o quanto a Ilmor estará por tras da nova parceria STR+Honda?
    Tenho a sensação que a RBR entrou nessa pra se tornar a principal equipe da Honda na F1.
    E pra isso a Ilmor exerceria um papel primordial no desenvolvimento das PUs.
    🙂

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  2. Adoro as suas dicas sobre os GPs Julianne!
    Estou anotando todas e buscando guardar uma grana pra em breve visitar um autódromo, pelas minhas contas, o GP de Cingapura é o melhor pra isso!
    Gastaria quase a mesma coisa que gastaria indo a interlagos (no ingresso mais caro) e ainda conheceria outro país e cultura.
    E nem mesmo cogito em ir no se “amado” GP de Baku.
    Rs
    Grande beijo, bom trabalho e tudo de bom!

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