Viagens e bastidores

Turistando na F-1. E o que se come em Melbourne

A cara de Melbourne: Brunch saudável e com sustância

O melhor lugar para comer: Grain Store, ainda que nos fins de semana a fila de espera seja grande!

O que evitar: Não deixe para ir jantar tarde porque só vai sobrar chicken wings e pizza de qualidade questionável!

Quem acompanhou o Turistando na F-1 desde o começo descobriu qual a pegada de cada um dos palcos das 21 etapas na primeira temporada, em 2017, e teve uma ideia de onde é uma boa, onde é uma roubada ir – e isso depende de gosto, como fiz questão de mostrar: uma viagem a Spa, por exemplo, pode ser a realização de vida de alguns e se tornar um pesadelo logístico para outros.

Na segunda temporada do Turistando, as coisas ficaram mais práticas: quer ir para um GP? Pois, lá estava seu guia.

Mas nada era tão importante quanto o tema desta terceira temporada do Turistando: a comida. O calendário da Fórmula 1 traz alguns altos e baixos, mas nada como ter a mente aberta para provar coisas diferentes, mesmo que isso signifique quebrar a cara de vez em quando.

A primeira palavra que me vem à mente quando penso em comida e Melbourne é brunch. Para quem não sabe, esse termo vem da simpática combinação entre café da manhã – breakfast – e almoço – lunch – e significa uma refeição ainda regada a muito café, mas com um pouco mais de sustância do que um café da manhã.

Os horários em que tudo acontece em termos de programação de entrevistas e sessões de pista em Melbourne é responsável por essa minha fixação com o brunch, mas também é verdade que a cidade tem muitos lugares especializados nessa refeição – e não tem erro: nunca comi um prato ruim por lá.

Mas também tem outro motivo importante: a Austrália é um dos poucos países para os quais a F-1 vai em que o café é efetivamente bom e forte. É bem possível que seja café brasileiro, já que o país é o maior exportador do mundo, mas o que importa é a maneira como ele é preparado e a proporção entre grãos e água. E lá na Austrália eles entendem que café não deve parecer um suco, como na maioria dos outros lugares. Então é a hora de aproveitar e tomar o máximo de café que o corpo aguentar!

Mas o brunch, claro, vai além do café e revela uma característica marcante de Melbourne: é uma cidade ligada ao bem-estar, a refeições nutritivas. É claro que você, como em qualquer lugar do mundo, vai encontrar de tudo, especialmente porque a Austrália é um país formado por imigrantes, com comunidades de todos os lados – muitas, evidentemente, da Ásia, além de uma forte presença italiana – mas chama a atenção o número de restaurantes locais com propostas mais saudáveis e por muitas vezes veganas.

E com muito abacate. Ele é a estrela destes lugares, e um prato de brunch clássico de brunch seria algo como abacate, ovos, sementes como chia e afins, salada e azeite. Tudo colocado em cima de uma torrada generosa. Isso é a cara de MelbouRne para mim.

Quem gosta das diferentes culinárias asiáticas também terá muitas opções na Austrália, da Índia ao Japão, passando por Tailândia, Vietnã, China, etc. E, é claro, se nada disso apetecer, sempre há uma cantina italiana por perto!

5 comentários em “Turistando na F-1. E o que se come em Melbourne”

  1. “Então é a hora de aproveitar e tomar o máximo de café que o corpo aguentar!” Kkkkkkkk me identifiquei!!

  2. uma amiga filha de australiano (de perth, cidade do daniel riccardo, né) me contou sobre o cafe australiano.

    disse que tem a ver com a necessidade de estar alerta quando se viaja de carro pela australia, as estradas sao retas intermináveis, o cafe australiano ajuda a evitar cair no sono ao volante…

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