Viagens e bastidores

Drops dos bastidores do GP da Cidade do México e o aquecimento para SP

(Photo by Lars Baron/Getty Images)

Espero que tenha dado para sentir a empolgação do público mexicano em ver seu piloto da casa desafiando Lewis Hamilton (que eles se acosturam a ver truinfando no Hermanos Rodriguez, seja vencendo títulos, seja ganhando corridas) e subindo ao pódio. A maneira como Checo Perez era seguido por um batalhão de fotógrafos e fãs é algo que não se via há muito tempo por conta das restrições da pandemia, que a F1 relaxou a partir de Austin.

Não que tenha sido um final de semana totalmente positivo para o mexicano e para a Red Bull, que terminou com outro pódio duplo e a apenas um ponto da Mercedes no campeonato: eles tiveram muitos problemas com sua asa traseira, gigantesca se comparada com a usada pelos rivais, mas que apresentou problemas de confiabilidade. Ainda no sábado de manhã, os mecânicos trabalhavam incansavelmente cortando pequenos pedaços de fibra de carbono para garantir a integridade das asas dos dois carros, que sofria nas ondulações do circuito.

Foto: Julianne Cerasoli

Quem não gostou muito da permissão que foi dada à Red Bull para trabalhar na asa traseira mesmo com o carro sob regime de parque fechado foi a Mercedes, claro. E, no domingo, a Red Bull reclamava de uma mísera porca que a Mercedes trocou no carro de Hamilton antes da corrida. Tudo dentro do regulamento, porque foram questões de confiabilidade. O que vale é jogar pressão de um lado ao outro.

Foto: Julianne Cerasoli

Falando em pressão, faz algumas corridas que o Leclerc parece ter ligado o piloto automático para seus compromissos fora do carro, como se algo o incomodasse. E há mesmo alguns rumores de que as coisas não estão às mil maravilhas em Maranello, com Carlos Sainz ganhando terreno e impressionando muito os engenheiros na parte técnica. E foi interessante ver como o espanhol foi procurar o companheiro ainda na zona de entrevistas, logo que os dois saíram do carro, para explicar por que pediu a inversão de posições na corrida.

A decisão sobre a última vaga no grid do ano que vem foi prometida para depois da Rússia, mas as negociações com a Andretti tinham avançado e tudo ficou em stand by. Bom, nem tudo. Guanyu Zhou segue “no aquecimento”, fazendo testes privados com F1 e o apoio da Alpine. O que será interessante saber é, se o chinês assinar realmente, quem ganhou a queda de braço, já que seus representantes não querem o contrato de um ano inicialmente proposto pela Alfa.

Voltando ao México, toda a empolgação dos locais passou um pouco dos limites, com VIPs conseguindo passar pelas catracas sabe-se lá como e se infiltrando no paddock, cujo acesso segue bem mais restrito que o normal. E o pessoal da organização e da segurança teve trabalho para fazê-los seguir as regras. Algumas vezes fomos lembrados que era “um aquecimento para o seu país”. 

Foto: Julianne Cerasoli

De fato, foi um aquecimento para os esquemas de segurança, que são reforçados nestas duas provas (México e Brasil). Mazepin tinha um batalhão de armários o cercando e Lewis Hamilton não dispensou o segurança particular nem para ir falar com os comissários após o primeiro treino livre!

Para finalizar com um assunto mais leve (ou não, dependendo do ponto de vista), abri a geladeira do pessoal da TV holandesa (não estava roubando nada, ok? Tinha coisa nossa lá) e notei uma pequena embalagem de comida de cachorro. Perguntei ‘quem é o cachorro aqui?’ e todos apontaram para um cara. Com holandeses, é sempre difícil saber se eles estão falando sério ou não, mas fiquei curiosa: tem mais alguém aí que curte uma dieta canina?

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