Viajando para o GP

GP da Hungria ao vivo: Turistando na F1

Foto: Julianne Cerasoli

Já vou adiantando que, embora Budapeste não seja tão famosa quanto outras etapas europeias, é o melhor custo-benefício. Mas ver o GP da Hungria ao vivo pode não ser para todos os gostos. E explico o porquê.

Compre ingresso para: a freada da curva 1 (Gold 4)

Não há muitas opções de arquibancadas em Budapeste, e não costumam haver muitas ultrapassagens. Então quem tem maior chance de ver algo estará sentado neste setor da pista, que sai por mais de 600 dólares.

Salgado? Você pode optar por gastar mais no ingresso já que todo o resto será mais barato em comparação com outras provas europeias. Ou aproveitar os preços baixos e comprar o general admission, por menos de 115 dólares, e tentar ficar na parte mais alta do começo da reta, que dá uma visão panorâmica (ainda que um pouco longe) da pista.

Mas prepare-se para chegar cedo porque é uma prova que costuma lotar. E também há o risco de pegar trânsito na chegada, pois não há muitas vias de acesso.

Hospede-se em: Budapeste

Há a possibilidade de ficar em campings nos arredores da pista, mas com uma cidade tão vibrante a menos de 20min de distância, melhor buscar um hotel no centro e curtir a capital húngara.

Há opções de hoteis e apartamentos para alugar para todos os bolsos. E você não precisa se preocupar em arrumar um lugar com muita antecedência, como acontece em tantas outras provas na Europa.

Vá de: táxi ou carro alugado

É possível chegar de transporte público na pista, mas vai demorar algo em torno de 1h30 com direito a uma caminhada de 30min que vão parecer 3h em um calor sempre (bem) acima dos 30 graus.

Em 2021, começou a operar um serviço de transporte direto para o circuito saindo do centro de Budapeste. As informações sobre esse transporte saem mais em cima do evento.

Não perca: a noite de Budapeste

É preciso ver para entender direito: Budapeste é uma cidade com vocação baladeira e os baixos preços atraem viajantes de todo o mundo. Especialmente na época da corrida, no pico do verão europeu, isso alimenta um clima gostoso e desencanado, com bares e baladas surgindo em meio a fábricas desativadas e sem qualquer frescura.

Combine com: Polônia

É verdade que a combinação tradicional é com Praga – ainda que eu ache que quem for primeiro para Budapeste e depois para lá vai acabar se decepcionando com a capital checa. Mas a Polônia pode ser surpreendente, especialmente Cracóvia. E certamente será barato pois, assim como a Hungria, a terra de Robert Kubica não adotou o euro e tem um custo de vida bem mais baixo.

Praga é bonita, mas é beeem turística. Foto: Julianne Cerasoli

Quanto fica ver o GP da Hungria ao vivo?

A passagem para Budapeste saindo do Brasil no final de julho é cara, cerca de 1000 dólares, em pleno verão europeu. Mas os gastos na cidade compensam, pois com 250 dólares você consegue se hospedar bem.

Vale a pena ver o GP da Hungria ao vivo?

Como o aeroporto de Budapeste é muito bem conectado, com muitas companhias aéreas baratas voando para lá, ver o GP da Hungria ao vivo seria uma boa maneira de acrescentar a F1 a uma viagem mais longa para a Europa sem acabar com o orçamento. De quebra, dá para se divertir bastante. E curtir um ambiente bem democrático nas arquibancadas.

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