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Quem é o marido da Julianne Cerasoli

Notei que essa se tornou a principal busca relacionada ao meu nome. E depois fiquei sabendo que o jornalista Cassio Cortes disse em uma live uma informação FALSA a respeito da minha vida pessoal, o que explica o fato das buscas terem aumentado. Por isso escrevo estas linhas, que jamais gostaria de ter que escrever.

Não sou casada com ninguém da Liberty Media nem com nenhum poderoso do esporte que tenha me dado qualquer milímetro do espaço que tenho hoje.

E olha que esse nem é o ponto.

O ponto é que, em pleno 2026, homens continuam diminuindo as conquistas de mulheres dessa maneira baixa. Não há outro contexto possível para este tipo de informação ser jogada em uma live. Esse tipo de insinuação foi feita de maneira sistemática sobre mim ao longo da carreira e essa é a realidade de tantas colegas.

Não compactue com isso.

Por fim, deixo a dica profissional, que vale especialmente se você é jovem: não busque atalhos na sua carreira. Não busque obter nada por conexões que não sejam estritamente profissionais.

Isso tem que ser inegociável.

Foi o que fiz desde que escrevi minhas primeiras linhas neste espaço em 2010. Foi o que fiz nos anos em que trocava minhas férias em um emprego que não era relacionado à F1 por trabalhar indo a corridas na Europa, economizando muito para conseguir fazer isso tirando do meu bolso. É assim que eu atuo até hoje, tantas e tantas vezes trabalhando 12h por dia sem folga por semanas seguidas para entregar todo o conteúdo que vocês veem em todas as minhas plataformas. Tudo 100% produzido por mim.

7 Comments

  1. Parabéns por seu conteúdo. Eu não reconhecia antes. Gosto de ver vídeos em português para não perder o português e o YouTube me recomendou um.video seu. Adorei sua forma de apresentar este conteúdo. Vou segui-la a partir de agora e força nesta luta inglória contra o preconceito e ignorância.
    Abraços
    Gil

  2. Parabéns Juliana… gosto muito de ouvir seus comentários e ler seus artigos… vá em frente com a força que te animou a sair de Bragança e ganhar o mundo… não dê atenção a quem não merece… no fundo é ciúmes… continue firme…

  3. Julianne, acompanho seu trabalho ha um bom tempo e pra mim vc é a melhor jornalista de F1 de todos os tempos. Sempre fazendo comentários coerentes.
    Sabe que um dos motivos do pessoal tambem buscar saber quem é seu marido pode ser pq vc também é bonita. Rs. Eu me casaria fácil.
    Parabens pelo trabalho e que vc continue nos trazendo noticias quentes da F1.

  4. Oi Julianne, parabéns pelo texto, postura e profissionalismo. Rola uma entrevista para a REDE GNI? Sucesso…

  5. Oi Ju, tudo bem? Aqui é o Cassio Cortes.

    De fato, a sociedade patriarcal é um estorvo na vida das mulheres. Um exemplo: praticamente para qualquer mulher que ganhe algum destaque na mídia, como você, a primeira palavra do autocomplete do Google costuma ser “marido” (acabei de fazer o teste com o nome da minha esposa. Deu “marido” 🙂 Ou seja, essa realidade chata não tem influência nenhuma minha, que sou pequeno demais para causar alterações no algoritmo do Google.

    Pequeno que sou, não conto com a sua audiência nem mesmo quando teoricamente citei você pejorativamente em uma live, e tá tudo bem. Mas, acusado publicamente nesse post de ter tido uma atitude bastante, vamos combinar, escrot@, sou obrigado por dever de profissão a me explicar também em público: quem me acompanha sabe que frequentemente critico o fato de termos tão poucos jornalistas brasileiros in loco na F1 — eu, que cresci ouvindo a Rádio Gaúcha de Porto Alegre fazendo F1 in loco nos anos 90, por exemplo, e que nos tempos, nos anos 2000, em que comparecia a alguns GPs como assessor, convivia com repórteres da Folha, Estadão, Jovem Pan, Rádio Bandeirantes e vários outros, todos in loco.

    (Os motivos dessa realidade ter mudado você sabe tão bem quanto eu: as mídias tradicionais quebraram, o jornalismo está em crise, enfim).

    Se faço isso em uma live, frequentemente alguém cita você como exemplo de jornalista brasileira in loco. E eu sempre respondo que seu caso não se aplica, pois você está baseada em Londres.

    Não faço a menor ideia de quem seja o seu marido, mas nosso meio é bastante pequeno, e já ouvi que ele trabalha em uma das empresas ligadas ao nosso meio, o que, na verdade, é absolutamente irrelevante. O ponto é que, tendo você uma vida baseada em Londres, a conta para cobrir uma temporada de F1 diminui bastante (com um cônjuge pra dividir as contas do dia-a-dia então, mais ainda 🙂 , mas o meu argumento é bem claro: na minha crítica à falta de veículos de imprensa que banquem a ida de profissionais do Brasil às corridas, a sua situação é sui generis e não serve de exemplo contrário.

    A última vez que citei seu nome em público foi logo depois do GP Brasil do ano passado, no meu podcast com a presença do Rodrigo Lamonato, exatamente nesse contexto. Tá aqui ó, a partir de 1:06:32. Assista e verá que não há um grama pejorativo em relação a você: https://www.youtube.com/live/z2CPaclR418?si=sj9_LirtJ7pBjgwu

    (Pelo que entendi, o querido do Rodrigo, ainda meio inocente nesse meio complicado que é o automobilismo, acabou fazendo um telefone sem fio recentemente e pode ter sido a causa da escovada que, preciso dizer, mui injustamente levei por aqui. Outro esclarecimento importante, que você certamente vai compreender: coloquialmente, “trabalhar na Fórmula 1” significa estar envolvido no meio, não literalmente ser um funcionário poderoso da Liberty ou da FIA).

    Esclarecimentos feitos, um pedido singelo: no futuro, se uma suposta manifestação que você ouviu “de orelhada” te incomodar, recomendo apurar diretamente com a fonte primária — nesse caso, eu. QUASE sempre nessa vida, uma boa conversa olho-no-olho (ou orelha-na-orelha, por telefone mesmo) clareia as intenções e evita decepções 😉


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