Corridas e análises
Corridas e análises
Quando motores foram usados após Valência
É curioso que Vettel chegue ao 5º motor antes de Webber, que já teve 2 quebras
Safety Car decide para Hamilton e Ferrari
A Ferrari chiou muito após a prova de Valência. Tudo porque, quando o Safety Car entrou na pista, Hamilton pareceu desacelerar para que Alonso e Massa, que vinham logo atrás, ficassem presos enquanto ele acelerava na frente.
Devagar, e sempre
O rendimento de Lotus, Hispania e Virgin não é algo novo na F-1, que apenas de 10 anos para cá se tornou cara demais para aventureiros e pagou o preço ao ver um grid esvaziado. Cabe aos pilotos e equipes lidar com isso.
Europa – voltas mais rápidas
Por pouco Schumacher, que correu boa parte da prova sozinho e com pneus novos, apenas à frente das equipes estreantes, ficou com sua 1ª volta mais rápida depois do retorno.
Campeonato após Valência: pontuação antiga e nova
E a McLaren liderando ambos os campeonatos mesmo sem o grande pacote de desenvolvimento, que deve chegar em Silverstone. Eles estão dando uma aula de evolução na Red Bull.
Europa – corrida: Red Bull te dá asas
E mais uma vez os carros das equipes novas foram decisivos para a corrida. Numa prova sonolenta em Valência – mais uma prova de que pneus no limite e uma pista que permite ultrapassagem são tudo – a prova caminhava para uma guerra tática entre os 4, 5 primeiros para ver quem atacava na hora certa virou uma confusão por conta do acidente entre Webber e Kovalainen.
Começa a reação
A Ferrari sabe que está no lucro. Com um carro que oscila entre a terceira e a quinta força do campeonato, dependo do tipo de circuito e pneu, Alonso está a um terceiro lugar do líder Hamilton. Mais real é a posição entre os construtores, a 54 pontos da McLaren. O erro foi depositar tempo e recursos na cópia do duto de ar dos rivais ingleses, que se mostrou pouco eficiente. Pior, desviou o foco das maiores necessidades do carro.
Europa – classificação: Vexame da Mercedes
Num dia em que a Red Bull voltou à ponta, a principal notícia foi a queda da Mercedes pela 1ª vez no Q2 com ambos os carros, que provavelmente tiveram dificuldades com os pneus moles – fizeram suas voltas mais rápidas com os duros. Com isso, Schumacher foi o pior classificado entre os pilotos que usam motores Mercedes, num dia em que a Force India, acostumada a beliscar até 2 vagas no O3, também ficou pelo caminho.
Europa – treinos livres: Alonso domina em casa
Nos treinos livres para o GP da Europa, os carros que estreiam o escapamento tipo Red Bull – Ferrari, Mercedes e Renault – andaram bem, assim como a McLaren, que deve manter o nível do Canadá, já que as pistas têm características semelhantes e seu duto de ar será fundamental.
Não fizemos nada errado
Então era para isso que Alonso andou com o F10 em Fiorano... que maldade de quem pensou que eles estavam testando alguma coisa!
Novidades para 2011
Várias questões que estavam atravantancando os projetos de 2011 foram decididas hoje. A FIA escolheu a Pirelli como fornecedora de pneus, anunciou a volta da regra dos 107% - quem se classificar com um tempo 7% acima da pole não pode largar – e introduziu as asas traseiras ajustáveis para dar mais chances de ultrapassagem, além de outras mudanças.
Ferrari “tipo Red Bull”
Pelas fotos que vazaram, o carro que o espanhol e Massa guiarão em Valência, no próximo final de semana, tem a parte traseira completamente modificada - e completamente copiada da Red Bull.
Com que pneu eu vou?
A tentativa é levar os pneus ‘errados’ para dar dor de cabeça às equipes.
Quantos motores cada um usou até agora
Os pilotos da Ferrari chegaram ao 5º motor. Eles podem usar apenas 8 e nem chegamos à metade das 19 corridas.
Craques e fominhas
O automobilismo não é como o futebol. Em campo, mesmo o maior dos craques precisa de mais 10 para ganhar. O piloto precisa do carro, claro, mas na pista é cada um por si. Mesmo que defenda um time e tenha um companheiro. Enquanto ninguém quer um fominha em campo, ser campeão do mundo e ser egoísta são quase sinônimos.
Por que a cara feia de Alonso?
É seguro afirmar que Alonso perdeu uma ótima oportunidade de voltar à liderança do campeonato – ao invés de ficar a 15 pontos do líder – com um carro que oscila entre a 3ª e a 5ª força, dependendo da pista. Ele tem motivos de sobra para fechar a cara.
Canadá: curiosidades e estatísticas
Hamilton é o 5º piloto a liderar a campeonato, algo inédito na história
Canadá: voltas mais rápidas
Dessa vez, as voltas mais rápidas não são muito conclusivas. São fruto das diferentes estratégias, levando-se em conta que os 4 primeiros estavam com pneus bastante desgastados no final da prova, quando os carros estão mais leves e, consequentemente, as voltas mais rápidas são tradição.
Quem acabou penalizado foi Massa
Os comissários tiveram bastante trabalho depois da corrida e tomaram decisões brandas, como é a regra desse campeonato que tem, pela 1ª vez, ex-pilotos decidindo sobre punições. Nesse GP do Canadá, que ajudou os comissários foi o bicampeão Emerson Fittipaldi. Essas foram suas determinações após a prova:
Pintou o campeão?
Hamilton encontrou o equilíbrio entre andar rápido e poupar os pneus mesmo correndo grande parte da prova turca num sanduíche entre as Red Bull e vendo Alonso, outro que sabe administrar uma prova como poucos, na sua cola no Canadá. Deu-se melhor em ambas as oportunidades.
Pontuação após o Canadá: antiga e atual
Pos Piloto antiga atual 1º Hamilton 44 109 2º Button 43 106 3º Webber 40 103 4º Alonso 38 94 5º Vettel 37 90 6º Kubica 30 73 7º Rosberg
Canadá: Webber perde 5 posições no grid
A Red Bull trocou a caixa de câmbio do carro do australiano.
Classificação: apostas nos pneus
Foi um dia de diferentes caminhos no Q3 em relação à escolha dos pneus, o que vai fazer muita diferença na corrida.
2ª sessão de treinos livres: guiando no gelo
Como é uma pista pouco utilizada, a tendência é que ela progrida rapidamente até a corrida. Se as condições do asfalto melhorarem, parece que essa fica entre Hamilton e Button. O que não pode acontecer é chuva, que lavaria toda a borracha depositada hoje.
1ª sessão de treinos livres: duto + Mercedes
Na 1ª sessão de treinos livres no Canadá, como de costume a McLaren apareceu bem, agora com a companhia da Mercedes e Kubica. Red Bull e Ferrari trabalharam com stints mais longos , de 8 a 10 voltas, e mostraram um ritmo semelhante.
Compare Hamilton e Webber no Q3 da Turquia
Muito legal esse vídeo das melhores voltas de Hamilton e Webber na classificação da Turquia.
Para quem acha que Barrichello foi sacaneado na Ferrari
Encontrei o Todt em Paris. Mas o contrato era tal que, se Michael estivesse em 4º e eu em 3º, teria que deixá-lo passar e, na época, eu era jovem e confiante o bastante para achar que podia andar mais que ele. Só percebi depois que este não seria o caso
Como está a situação dos motores
Cada piloto tem 8 motores para utilizar livremente durante as 19 provas do calendário. Os ferraristas já estão há algumas provas com o 4º, enquanto a maioria dos demais só o usou no final de semana da Turquia.
Novo ângulo do acidente de Barrichello em Mônaco
Não dá para culpá-lo de ter atirado o volante, com os carros vindo na direção dele numa curva cega.
Lavando a roupa suja
A Red Bull se orgulhava, há duas semanas, da paz entre seus pilotos, mesmo que Webber e Vettel liderassem o campeonato de F-1. Uma batida na disputa pela ponta do GP da Turquia depois, a sujeira veio à tona.
Pra quem pensa que vida de piloto é fácil
Alguém se atreve a fazer malabarismos em cima de uma bola suíça como Nico Rosberg?
Como estaria campeonato na pontuação antiga
Pos Piloto Pts 1º Webber 36 2º Button 35 3º Hamilton 34 5º Vettel* 32 4º Alonso 32 6º Kubica 28 7º Massa 26 8º Rosberg 26 9º Schumacher 13
Turquia: dia de brigas acirradas
A tensão de Hamilton no pódio, mesmo vencendo a 1ª do ano, mostrava que nem tudo havia sido flores na 2ª dobradinha da McLaren no ano.
Até Turquia: posição média de chegada
Esse dado mostra como atua essa diferença de pontos do atual sistema.
Turquia: 10 Voltas Mais Rápidas
Para quem estranhou o desempenho das Toro Rosso, Alguersuari e Buemi se beneficiaram do rendimento dos pneus novos depois da 2ª parada, assim como Petrov.
Mônaco: é duro perder dentro de casa
Os dados finais mostram uma diferença de apenas 6 milésimos entre os 2 na corrida, mas o gráfico mostra que o australiano adotava um ritmo forte logo após os safety cars e depois sustentava a diferença, ou seja, apertava quando queria.
Mônaco: 10 voltas mais rápidas
A McLaren, grande vencedora de Mônaco (tem 15 vitórias contra 8 da Ferrari), foi mais de 1s mais lenta na corrida. Seu melhor giro foi 76.219, a 1.027s de Vettel.
Espanha: 10 voltas mais rápidas
A primeira volta rápida que não é de Hamilton, Webber ou Alonso é a 23ª, de Nico Rosberg.
Corridaça num Tilke
O irônico é que o arquiteto Tilke acertou exatamente no lugar errado. Ninguém aparece para ver as corridas na Turquia. O interesse local é zero e Istanbul Park fica em um local afastado e com estrutura pouco convidativa para o público.
A hora é agora
Felipe Massa é o rei da Turquia. Teve por três vezes – de 2006 a 2008 – um carro competitivo por lá e venceu em todas elas. É um caso de encaixe quase inexplicável entre um circuito e um piloto, como Senna em Mônaco e Raikkonen na Bélgica.
Eles têm asas
Sempre ligaram o sucesso da Red Bull às curvas de alta. Na Espanha, quando colocaram mais de um segundo em todo mundo na classificação, isso se confirmou. Diziam, então, que em Mônaco seria diferente. Uma dobradinha depois, o que dizer agora?
Patinhos feios
Seria chamado de louco quem dissesse, antes do início do ano na F-1, que, com quase um terço do campeonato cumprido, teríamos o inconstante Webber na frente do prodígio Vettel, o apagado Rosberg na frente do matador Schumacher e o burocrático Button na frente do espetacular Hamilton
Dos males, o menor
O mestre em contornar situações que levariam a uma pontuação zerada até agora é o caçula Vettel que, do alto de seus 22 anos, transformou dois possíveis abandonos em 27 pontos e é 3ª no campeonato. Sem eles, seria 8º.
Vida de retardatário
Nas ruas de Mônaco, cenas como essas se multiplicarão. Discute-se fazer a classificação em partes, mas na corrida não tem jeito. Quem quiser ganhar terá que enfrentar mais esse desafio.
Pneus x aerodinâmica
São os pneus os componentes mais sensíveis e os melhores indicadores de performance, já que são os únicos em contato com o solo. E as avaliações da Bridgestone após a corrida da China dão conta que as Ferraris e a McLaren de Button são os que tiveram menor degradação.
Problemas de Massa são outros
Em 31 voltas, com os pneus em condições iguais, o espanhol abriu uma vantagem de 46 segundos, passou seis pilotos e chegou em 4º. Felipe superou apenas três e foi 9º. Durante toda a prova fez tempos, em média, 8 décimos mais lentos que o companheiro.
Liberou geral
Pilotos não são cavalheiros, são mais, como diria Ron Dennis, animais competitivos que não conhecem limites. E, com eles atuando na pista e como comissários, a verdade é que está tudo liberado. Finalmente.
Que venha a Espanha
O circuito da Catalunha é o local perfeito para encerrar as dúvidas, pois oferece mínimas chances de ultrapassagem e dificilmente chove. Quem for mais rápido lá, é porque tem o melhor carro.
Perderam o respeito
Bater a molecada é novidade para o velho Schumi. E é difícil imaginar que o homem que reergueu uma Ferrari humilhada por duas décadas sem títulos não esteja à altura do desafio.
McLaren fazendo escola
Há um canal dentro do chassi que conduz o fluxo para a asa traseira quando o piloto tapa a entrada de ar com o joelho. Isso faz com que a asa ofereça menos resistência e gera um ganho de até 10km/h na velocidade final.
Sinal amarelo na Ferrari
Chegando na quarta prova do ano, Alonso utilizará seu quarto motor e Felipe, o terceiro. A maioria da concorrência está no segundo.
É só usar a cabeça
Não é para tanto: é tarefa difícil encontrar quem acelere, brigue mais na pista que o campeão de 2008. Mas o campeonato desde ano não premia esse tipo de comportamento.
Red Bull de salto alto
O carro que herdou tanto a velocidade, quanto a fragilidade do antecessor, tem uma qualidade imprescindível: mantém a altura em relação ao solo na classificação – com o tanque vazio – e na corrida – com mais 160kg de peso.
Uma nova chance
O único cenário em que as ultrapassagens são possíveis na F1 hoje: pneus com compostos ou níveis de desgaste diferentes.
Igualdade na Ferrari
É só lembrar em que Ferrari Schumacher chegou, bicampeão, em 1997: sem títulos desde 1979 e desorganizada. O alemão trouxe profissionais da Benetton, entre eles Ross Brawn, e fez a equipe voltar aos títulos, por cinco vezes. O prestígio do heptacampeão na Scuderia é algo sem precedentes e que provavelmente não se repitirá.
Faltaram as ultrapassagens
Os pneus devem ter níveis de performance mais próximos para encorajar as equipes a arriscarem na estratégia e impedir que os treinos de classificação continuem melhores que as corridas.
Pilotos terão mais valor
“Essa temporada deve ser eletrizante. Se não for, é porque fizemos algo muito errado”. A frase do atual campeão, Jenson Button, ilustra a expectativa para 2010 na F1.
A estreia de Bruno Senna
Correndo pela recém-formada HRT, a tarefa de Bruno será tão difícil quanto a do público brasileiro, que terá que se acostumar a ver o sobrenome Senna lá atrás.
