Corridas e análises

Pais, filhos e azarados #MonacoFacts

Nico não deu muita atenção, é verdade, mas não é sempre que um piloto vence no mesmo lugar de seu pai, ainda mais com exatos 30 anos separando as duas conquistas. Na verdade, isso só aconteceu uma vez, com Graham e Damon Hill, que venceram os GPs da Itália, em Monza, em 62 e 93. Não coincidentemente, são dois circuitos que estão no calendário desde 1950.

Os Hill também venceram os GPs da Alemanha e da Espanha, mas em circuitos diferentes (Nurburgring/Hockenheim e Jarama/Catalunya). A prova espanhola também viu triunfo duplo dos Villeneuve, mas Gilles ganhou após se segurar no célebre GP em Jarama em 81 e Jacques venceu em 97 em Barcelona. Tanto Graham, quanto Gilles, conquistaram o GP de Mônaco, mas seus filhos não repetiram seus feitos.

Foi a primeira vitória da Mercedes no Principado, mas não do time de Brackley, que ganhou em 2009, como Brawn. Também é o primeiro hat-trick de poles para Rosberg, algo que, curiosamente, seu companheiro Lewis Hamilton nunca conseguiu.

E quase foi um Grand Chelem: além da pole, o alemão liderou todas as voltas, sendo alçado ao topo do quesito no ano – esteve à frente por 92 voltas, contra 86 de Vettel e 85 de Alonso. Porém, a volta mais rápida ficou Sebastian – sua 18ª da carreira. O tricampeão, inclusive, conquistou o 50º pódio. Ele tem 107 largadas.

A ultrapassagem em Hulkenberg na última volta deu a Raikkonen um pontinho que lhe mantém na caça ao recorde de Michael Schumacher, que pontuou por 24 provas seguidas. O finlandês tem 23. Como explicado anteriormente, a marca do alemão foi conquistada em parte quando só os seis primeiros e em parte quando os oito melhores pontuavam.

Na classificação, Vettel, Raikkonen e Hulkenberg mantiveram sua hegemonia contra seus companheiros e os superaram pela sexta vez em seis etapas, enquanto Jean-Eric Vergne chegou pela primeira vez ao Q3 na carreira. Já a Caterham teve seu melhor resultado em um sábado, com o 15º lugar de Giedo van der Garde.

“Maldição” ferrarista

Se o GP de Mônaco foi bom para alguns, foi um pesadelo para outros. “Deve haver algum motivo para não vencermos nesta pista desde 2001”, lembrou Stefano Domenicali. Aliás, foi a terceira vez que uma Ferrari se classificou em último em Mônaco nos últimos oito anos. O local da estreia da equipe na F-1, em 1950, só teve oito vitórias do time italiano!

Um ferrarista, inclusive, foi o único que não venceu após largar na pole nos últimos 10 anos: Felipe Massa, sob chuva em 2008. Em 2013, o brasileiro teve seu primeiro abandono depois da prova de abertura da temporada passada. No caso de Alonso, desconsiderando a corrida problemática do Bahrein, essa foi a primeira vez desde o GP da Hungria do ano passado que o espanhol não terminou uma corrida no pódio.

A Williams enfrenta seu pior início de ano da história, zerada nos pontos após seis etapas. A draga deste ano é pior que de 2011, quando Rubens Barrichello marcou os primeiros dois pontos do time justamente no Principado.

Aliás, a equipe teoricamente tem em Maldonado um especialista de Monte Carlo. Andar forte por lá é normal ao venezuelano, mas os resultados… na GP2, foram duas vitórias e um segundo lugar; na F-1, três abandonos por acidentes. Justiça seja feita, o piloto só foi culpado em 2012.

Outro que tem gosto pelo guard rail de Mônaco é Sergio Perez, que não sabe o que é pontuar em Monte Carlo. Em sua estreia, em 2011, colocou a Sauber no Q3, mas bateu muito forte na chicane da saída do túnel e não foi liberado pelos médicos para a corrida. No ano seguinte, bateu novamente na classificação, mas agora no Q1, nos esses da piscina, largou no fundo do pelotão e chegou em 11º. Neste ano, estava em sexto quando colidiu com Kimi Raikkonen e acabou abandonando pouco depois com problemas nos freios. Perguntado sobre a marca negativa no Principado, afirmou que “foram diferentes circunstâncias, mas acredito que faço um ótimo trabalho aqui.”

3 comentários em “Pais, filhos e azarados #MonacoFacts”

  1. Julianne: Azar ou mistério?
    Estava vendo a camera onboard no carro do Massa no acidente de sábado e reparei uma coisa estranha. Ele vira o volante a 90 graus pra direita antes da batida, e a roda esquerda vira pra direita mas a roda direita permanece reta.
    O batida dele do domingo eu não vi camera onboard mas foi praticamente um replay de sábado.
    O que pode explicar isso?

    1. Apesar da Ferrari só ter admitido isso para o segundo acidente, acredito que possa ter a ver com a suspensão. Pq a Ferrari não casa bem com Mônaco? Pq seus carros geralmente têm suspensão mais rígida, o que não é bom para Monte Carlo. Se Massa deu uma encostada mais forte no muro antes, seria uma explicação plausível.

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