Balanço de meio de ano: Button vs Perez

Logo quando achou que teria uma equipe vencedora trabalhando para si, Jenson Button levou uma paulada atrás da outra nessa primeira metade de temporada. A McLaren subestimou o quanto poderia ser ganho com a evolução dos conceitos explorados ano passado, e apostou em um modelo totalmente novo – e problemático. A suspensão em pull rod na dianteira acabou sendo um desafio técnico mais importante que o esperado e o time tem dificuldades para acertar o fluxo de ar na parte traseira, importantíssimo para manter o carro no chão.

O resultado foi um modelo lento e imprevisível, exatamente o que Button detesta. Para piorar, o novo companheiro Sergio Perez comprovou que toda a relutância demonstrada pela Sauber na última temporada tinha fundamento: o mexicano logo nas primeiras provas mostrou que iria para cima mesmo que isso causasse problemas internos. Jogou a bomba para a administração do time que, convenhamos, ganhou seu último título quando tinha um segundão claro.

Era de se esperar que, com a melhora gradativa do carro, Button fosse ganhando terreno em cima de Perez. Na verdade, nas últimas quatro provas, o placar no duelo interno da McLaren é de 2 a 2 em classificações – e a diferença média, a favor do inglês, é de menos de dois décimos.

Posições de corrida

AUS MAL CHI BAH ESP MON CAN ING ALE HUN
Jenson Button 9 17 5 10 8 6 12 13 6 7
Sergio Perez 11 9 11 6 9 16 11 20 8 9

Comparativo de performance

Jenson Button Sergio Perez
Placar de classificações 6 4
Diferença media em classificação -0.444s
Corridas completadas à frente 7 3
Voltas à frente 361 245

Nas corridas, o desempenho dos dois tem sido parecido nas últimas provas, mas a experiência de Button em momentos-chave, como a largada e na decisão de liberar ou segurar oponentes dependendo da condição estratégica, tem feito a diferença. Assim, o inglês é responsável por mais de 68% dos pontos do time.

O duelo interno na McLaren – que, segundo a mídia inglesa, sempre atenta aos interesses de Button, tem ares de guerra desde que Jenson não gostou nada das atitudes de Perez no Bahrein – só não ganhou mais espaço até aqui porque a equipe tem mais problemas para se preocupar. Problemas de correlação, diminuição do fluxo de caixa após um ano ruim, troca do motor em 2015. Tudo isso gera um clima de incertezas, que começou a melhorar nas últimas duas etapas. Tanto, que o empolgado Button já fala em pódio para Spa.

Será que o inglês está certo ou estamos assistindo a um período de “Williamização” da McLaren? E Perez, veio para agregar ou semear a discórdia?

8 comentários Adicione o seu

  1. Cassiano disse:

    oi ju. Sam Michael está na McLaren, nao esta? foi ele que f… com a Williams e esta fazendo o mesmo com a McLaren. esse ingles fez um carro pior que outro para Franck Williams e esta no mesmo caminho para o pvo da McLaren. Nao acha coicidencia demais esse fato?

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    1. juliannecerasoli disse:

      Na McLaren, ele é diretor esportivo, ou seja, não é responsável pelo projeto do carro. Ele cuida de toda parte não-técnica, como coordenação do trabalho de pit stops, estratégia, etc.

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  2. wagner disse:

    Em 2012, Perez fez boas corridas com a Sauber, tida como pequena, mas com um carro bem nascido. Nesse ano, com o péssimo carro da grande Mclaren, Perez faz um campeonato apático. No começo do ano, imaginava que daria um passeio em Button, mas vemos que o não tão inexperiente mexicano não é tão fora-de-série quanto se pensava…

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  3. Jobson disse:

    Julianne,

    Infelizmente a McLaren errou a mão no carro, pois seria muito interessante, a disputa entre Button e Perez com um bólido que pudesse lutar por vitórias.

    Antipatia entre ambos é clara. Eles como companheiros não devem durar muito.

    Realmente, muitos imaginavam que Perez chegaria na McLaren para massacrar o Button, (algo que nem Hamilton conseguiu) ou até mesmo aposentá-lo. Mas, novamente o piloto inglês mostra que não foi campeão em 2009 por acaso.

    Abs.

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  4. Sergio Magalhães disse:

    Oi Ju,
    Eu não acredito que a McLaren venha a ter destino parecido ao da Williams. Ainda que pese toda minha admiração e respeito por Frank Williams – se tem uma equipe que sonho em ver ganhando novamente é o time de Grove – há uma diferença enorme entre a filosofia de Frank com a de Dennis, ou de Whitmarshi, se preferir.

    Frank Williams, o último dos garagistas, é um homem, com todo respeito, cabeça dura, que acredita ainda ser possível voltar ao topo sem uma parceria de peso com uma montadora, como nos tempos de Renault, ou BMW. A Williams vem nos últimos anos pulando de galho em galho. Depois da BMW correu com Cosworth, agora com Renault, ano que vem com Mercedes. E até que isso renda frutos numa equipe que já não tem a mesma saúde financeira de antes, e nem nomes de peso no staff técnico, leva muito tempo.

    No caso da McLaren vejo processo de transição. Tudo bem que erraram no projeto do carro, mas para 2014 este modelo já não servirá para nada. É um ano perdido? É, mas a McLaren tem mais poderio de voltar ao topo do que a Williams a curto prazo.

    Um abraço.

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  5. Dé Palmeira disse:

    Pontos no campeonato (que é o que interessa mesmo):

    10º Jenson Button – 33

    12º Sergio Pérez – 16

    O mexicano é até atrevido, alguns gostam. Eu acho que ele é um puta braço duro. De que adianta esse atrevimento todo?

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    1. Kin disse:

      É aquela história do Kimi… Ele ficou a corrida toda na dele… Atacou o Massa muito pouco pra quem queria passar… Segurou o Vettel e andou normalmente em ritmo inferior aos rivais. Mais passou uma carrada e foi dito ao final que é um pilotaço. Nem só de volta rápida vive o mundo da F1. O Sergio é bom em volta lançada, mas acho que não é nem merecedor de estar na Mclaren. Pode vir a ser, mas precisa crescer, e sinceramente não sei se crescerá muito.

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  6. Ma Darswik disse:

    A McLaren já esteve em prejuízo de equipamento em 1979,1980,1981,1994,1995,1996,1997 e 2009,mas em anos seguintes conseguiu dois vice-campeonatos (2011 e 2012),um vice-campeonato de pilotos (com Button em 2011) e 18 vitórias.
    Um bólido nascido de forma precipitada,mas como conhecemos o potencial desta equipe,não ficarei surpreso em vê-la novamente forte em 2014 ou até neste ano,com alguns pódios.

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