Só dá ele

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O GP da Espanha é o GP de Fernando Alonso? Ou de Carlos Sainz, que ganha grande destaque na cobertura de seu país? Talvez seria do líder do campeonato, Nico Rosberg, ou mesmo de Lewis Hamilton, precisando urgentemente acabar com a série de vitórias do companheiro? Nada disso. Os olhares estão voltados para Max Verstappen.

Não dá para negar que o tipo de comportamento do jovem holandês não o faz ganhar muitos defensores no paddock. Tanto, que após os primeiros minutos da primeira sessão de treinos livres na Espanha, um colega soltou na sala de imprensa que “Max Verstappen será substituído depois de ter feito uma volta de instalação ruim”, ironizando a volatividade do programa da Red Bull.

Apesar da capacidade do piloto não ser questionada, é difícil encontrar alguém que não veja sua ascensão como rápida demais – e até injustificável, uma vez que o próprio Sainz, de quem se comenta muito menos, obteve um desempenho bastante semelhante nos GPs em que os dois estiveram juntos na Toro Rosso. As constantes reclamações via rádio nas disputas com o companheiro também não serviram para aumentar a popularidade do holandês dentro do circo.

Porém, para entender o fenômeno Verstappen, é preciso sair da pista. Mesmo sem ter conquistado um pódio sequer, o holandês já é tratado como estrela em seu país natal e vem puxando um crescimento do qual a Fórmula 1 precisa desesperadamente no momento – e que talvez só possa ser comparado com com o aumento do interesse observado no México desde o retorno do país ao calendário. Mesmo nas arquibancadas em Montmeló a presença dos holandeses é bastante marcante, talvez só comparável com o apoio que Kimi Raikkonen tem. Não por acaso, a Red Bull correu um grande risco para mantê-lo contente. Com Ricciardo e Verstappen, talvez tenha uma das duplas mais vendáveis do ponto de vista comercial do grid. E o fato de que Kvyat foi mantido no grid acaba sendo uma prova justamente de que seus erros na Rússia pouco tiveram a ver com a decisão.

No primeiro dia em seu novo escritório, Verstappen fechou o dia a menos de dois décimos de Ricciardo, em um resultado respeitável e, bem ao seu estilo, deixou claro que “ainda não encontrou o limite do carro”. Para o bem ou para o mal, uma coisa é certa: ainda vamos falar muito sobre esse tal menino de 18 anos.

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