O que esperar da F-1 em 2017: McLaren

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O que fez em 2016: evoluiu ao longo do ano, frequentando a zona de pontuação na segunda metade do campeonato.

O que muda para 2017: motor é completamente novo. O grafite vira laranja. Sai Button, entra Vandoorne.

Meta: beliscar pódios

Começar o ano com o nível de potência com que a Mercedes terminou 2016. Era essa a expectativa do chefe da Honda na F-1, Yusuke Hasegawa, antes do início dos testes de pré-temporada. Porém, se os alemães realmente têm pelo menos 25 cavalos a mais, há um certo Fernando Alonso que, a alguns meses de completar 36 anos, não deve estar nada satisfeito com isso. Afinal, é do espanhol o diagnóstico: “se você tinha 20cv a menos em 2016, perderia 0s2 ou 0s3 nas retas. Agora, os mesmos 20cv representam uma perda de 0s5.” Isso em consequência do maior arrasto gerado pelos carros mais largos e pela própria eficiência aerodinâmica, que “transformou” curvas em retas.

A ‘felicidade’ de Alonso só aumentou durante os testes, nos quais a falta de confiabilidade fez com que a McLaren em momento algum pudesse comprovar sequer se as previsões pouco animadoras de Hasegawa eram precisas. E o time vai para o GP da Austrália, em Melbourne, mais uma vez bem menos preparado do que gostaria. E bem mais lento.

Não é de hoje que se fala do desafio do projeto da Honda: eles começaram todo o desenvolvimento da unidade de potência depois dos demais, e tentaram desfazer esse gap com uma filosofia diferente, priorizando a miniaturização e dando mais liberdade aerodinâmica aos projetistas. Porém, isso provou ser uma aposta errada e os japoneses tiveram de refazer o motor do zero, aumentando seu atraso. E, como na Fórmula 1 os rivais nunca estão parados, a possibilidade de que esse quadro se reverta vai ficando cada vez mais improvável.

Para piorar o quadro, os problemas da McLaren nos últimos anos não ficaram restritos à unidade de potência. O carro se adaptou bem aos circuitos de baixa velocidade, mas ficava devendo nas de média e alta e sua falta de arrasto, evidenciada quando seus pilotos apareciam entre os primeiros no speed trap do México – ou seja, devido à altitude, usando todo o downforce disponível.

Tudo, então, vai virando uma bola de neve. Você não consegue andar porque o motor tem cada hora uma problema, e não consegue desenvolver seu carro aerodinamicamente. Com um quadro destes, não é só a Honda que começa a temporada sob pressão, mas também Peter Prodromou, que ganhou fama por ser um dos homens de confiança de Adrian Newey na Red Bull, mas ainda não mostrou a que veio quando passou a comandar os projeto da McLaren, a partir de meados de 2015.

Na pista, pelo menos por enquanto, o MCL32 não é apenas lento nas retas, mas também aparenta ser nervoso, os pilotos custam a afundar o pé no acelerador nas saídas de curva. Alonso, aliás, mesmo tendo elogiado o comportamento do carro publicamente, era quem mais parecia estar brigando com o volante nos testes. Se é ele quem está buscando os limites ou falta mesmo equilíbrio, veremos.

Falando em pressão, em Woking ela também é comercial. O lucrativo Grupo McLaren vem absorvendo os prejuízos do time de F-1, que não tem um patrocinador máster desde 2013, mas isso não pode continuar por muito mais tempo. E Alonso, claro, já mostrou nos testes que será mais uma fonte de tensão para o time se o cenário não melhorar.

Ao seu lado, o espanhol terá um dos nomes que gera mais curiosidade neste ano. O belga Stoffel Vandoorne chega com boa bagagem, já conhecendo bem a equipe e tendo causado ótima impressão nas categorias de base. Só fico imaginando como ficará Spa com a concorrência com a enxurrada de holandeses que já tomou conta do circuito em 2016.

8 comentários sobre “O que esperar da F-1 em 2017: McLaren

  1. Pra mim o Peter Prodromou ainda não pode ser acusado por parte do fracasso que está acontecendo até agora na Mclaren. Como ele pode desenvolver suas ideias se não existe um motor potente que faça o carro ganhar velocidade? Na epoca do reinado da Red Bull, 2010 a 2013, existia o potente motor V8 Renault e outra, Prodromou era apenas uma parte da genialidade que criou aqueles carros. Tinha o Newey e o Rob Marshall que eram as outras cabeças pensantes. Na Mclaren o Prodromou está assim digamos “sozinho”. Porque desde de 2013 qdo o Paddy Lowe saiu da Mclaren, o Tim Goss, que assumiu a direção tecnica do time, não foi muito competente. O carro de 2013 e 2014 que o diga. Tinha motor Mercedes mas um desempenho muito fraco.
    Pra mim, falta a Mclaren contratar alguem mais competente para a criação do chassis.

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  2. Estaria faltando o James Key, citado no outro post, nessa McLaren Julianne?
    Rs
    Não sei se é bem assim Anderson, pois a muito tempo não vejo um caro da McLaren bem nascido, desde 2008 na verdade, o que me surpreendente, pois a equipe sempre teve bons engenheiros e historicamente costuma até mesmo “abastecer” os rivais e ainda promover alguém do mesmo caibre de quem saiu.
    Julianne uma coisa que nunca entendi;
    Pq diabos a Honda não pegou um carro de 2013 ou 2012 e testou o motor em 2014? Eles não estavam dentro do mundial e diferente da Renault, Mercedes e Ferrari, poderiam ter testado o quanto quisessem, esse era o grande trunfo deles que não souberam usar, tem algum motivo lógico pra isso?
    Fiquei muito decepcionado com as cores da Haas, McLaren e Force India pra esse ano, pensei que seria um grid mais colorido, mas veio mais prata, mais preto…
    -.-
    Abraços pros meninos e beijos pras meninas!

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  3. Acho que Alonso vai perder a paciência de vez e tentar pular para a Mercedes no ano que vem de qualquer jeito… Por onde anda o colega Aucan? Ele dava uns pitacos certeiros sobre os pilotos, como o Nasr ser meio fraco e o Verstappen ser um fenômeno… Estou sentindo falta dos seus comentários… Grande abraço a todos!!!

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  4. Eu acho que a Honda vai se retirar no fim deste ano para nunca mais voltar, pq é muito humilhante o que está acontencendo e japonês não gosta de viver isso por muito tempo. A McLaren vai ter que apelar para a Renault para ter um motor. E Alonso deve cair fora mas não para aposentar, talvez vá para a Williams no lugar do Massa ou na Renault no lugar do Palmer.

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  5. É a McLaren vai se apequenando. E os japoneses vão se tornando um grande fiasco. É o tempo do Alonso vai se esgotando. E nem a Renault se mostra promissora para acolher o espanhol.
    O time inglês está parecendo a Willians de antes dos motores híbridos.

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  6. Quando vi a pintura, não imaginei que a McLaren iria se inspirar tão à fundo na Arrows, até nas posições do grid…
    “Casa em que falta pão, ninguém tem razão”. Talvez seja a hora da McLaren repensar o futuro, em um novo motor. Ah, se pudessem voltar no tempo! O que não fariam para segurar o apoio de fábrica da Mercedes!
    Ron Dennis deve estar aliviado por não estar gerenciando este pesadelo. Não há gestão de equipe que possa com um motor problemático.
    Esta temporada já foi pro beleléu. Acho que Alonso segue até o final, mas vai acertar com outra equipe.
    O projeto Honda, infelizmente, perdeu credibilidade. Aliás, no estágio das coisas, fica evidente que foi um erro crucial a política da Honda fornecer apenas para uma equipe, pois poderia ter um pacote de dados muito maior, permitindo saltos mais rápidos e atualizações eficientes.
    Seria ótimo ver um motor Ferrari nos carros McLaren, mas isso seria demais…
    Quanto à Vandoorne, seu desempenho vai depender das quebras e punições.

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  7. Ju pq a Honda não se beneficia do competente Grupo Mclaren de tecnologia, para auxiliar no desenvolvimento desse motor, vide a Renault com a Ilmor. Dentre os projetos da Mclaren tecnologia estão as centralinas da f1,indy,nascar e ano que vem os sensores da própria f1. Não seria hora de um projeto “solo” de motor do grupo Mclaren?

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