Drops do GP de Mônaco: entre luxo e ladeiras

– O GP de Mônaco costuma ser uma etapa controversa no paddock da F-1. Há quem ama, há quem odeia. O amor vem por todos os motivos óbvios que vocês veem pela TV. Chegar para trabalhar em um escritório desses faz o dia de qualquer um. Mas Mônaco tem duas coisas que não ajudam em nada: a proximidade do público muitas vezes obriga quem está trabalhando a abrir caminho à força e as ladeiras para chegar até o local de hospedagem – quase ninguém aluga carro e os próprios pilotos usam motos para se locomover – ajudam na sensação de que os dias em Monte Carlo são longuíssimos. A prova está na imagem aí em cima: esse é o resumo da minha quarta-feira captado por meu Fitbit.

  • Você sabe que está em Mônaco quando anda pelo paddock e é quase atropelada por Felipinho e três amigos. Para o filho de Massa, é mais uma tarde comum, passeando por seu ‘quintal’ após ir à escola, que fica no mesmo prédio em que está localizada a sala de imprensa.
  • Foi lá, inclusive, que Rosberg estudou. E mesmo durante a semana de GP, quando chega o horário das crianças saírem da escola, a rua é fechada para que os pais busquem seus filhos com tranquilidade. Para quem ficou curioso/a: sim, Massa busca o próprio filho na escola.
  • Ao lado das crianças correndo estava o barco do pai de Lance Stroll e seus cerca de 200 convidados. Se estavam todos hospedados por lá, não sei, mas lugar não faltava no iate que era o segundo maior do porto de Mônaco deste ano. Isso porque Laurence Stroll não levou – na verdade provavelmente não pôde levar – seu maior barco, com oito andares, para o Principado. Mas o melhor é o nome do barco que estava em Mônaco: Faith. Piada pronta?
  • Começam a surgir os boatos de que o GP da França não voltará ano que vem. Aparentemente, o contrato ainda não foi assinado e o circuito, que é de propriedade de Bernie Ecclestone, está longe de estar pronto. Por outro lado, existe uma grande vontade do Liberty Media de aumentar o calendário: a conversa de 25 GPs já em 2018 é séria, além de uma nova forma, mais “setorizada” de organizar as provas por continente. A ideia é acabar com, por exemplo, corridas seguidas em lugares tão distantes como Mônaco, Canadá e Baku.
  • A coletiva de imprensa de Lewis Hamilton teve um momento impagável. Lewis respondia sobre a expectativa para o GP do Canadá quando sua convidada, a esquiadora Lindsay Vonn, foi embora do motorhome da Mercedes. Ele mandou um tchau de longe e falou aos jornalistas: “É a Lindsay Vonn, pessoal”. E claramente se desconcentrou completamente. “Do que estávamos falando?” Pneus, Lewis. Pneus.
  • O clima foi bem diferente com Valtteri Bottas. Geralmente solícito, o finlandês aparentava estar muito mais cansado do que o normal. Será que a moda de correr sem hidratação pegou também do outro lado da Mercedes?
  • Bottas não quis responder uma pergunta minha no cercadinho, algo muito incomum no caso dele. Mas não para quem vem merecendo o troféu limão nesta temporada: Nico Hulkenberg. O alemão anda com uma empáfia que nem os campeões do mundo carregam consigo.

12 comentários sobre “Drops do GP de Mônaco: entre luxo e ladeiras

  1. Ju, ótimos comentários !! Como sempre!
    pergunta: quanto se “economiza” de peso deixando de lado a hidratação? imagino que seja uma garrafinha 500 a 700 gr… é isso??!

    Curtir

  2. Julianne, parabéns pelo blog e pela cobertura impecável que você faz das etapas. Leitura indispensável para os amantes da velocidade.
    Como corredor amador como você, fico curioso sobre seus treinos nos circuitos ao longo da temporada. Seria muito legal se você conseguisse compartilhar com os leitores quais suas impressões em cada pista ao estar correndo nelas (Mônaco, por exemplo, deve ser muito difícil, com o relevo acentuado).
    Abs.

    Curtir

  3. Julianne, é impressão minha ou foi você que fez a pergunta que fez o Lance Stroll falar que não acerta a curva 8 nem no PS4? Na transmissão da rádio me pareceu isso.
    Pensa no lado bom, correndo 15KM você nunca terá problema de coração!
    Isso é uma coisa que nunca entendi na F1, os caras vão do Barein pro Canadá, pra depois ir pra europa e voltar pros EUA, pra depois ir pra Cingapura e voltar ao Brasil (tá sei que errei a ordem dos GPs), nunca entendi essa lógica. Será que vai ter mesmo 25 GPs ano que vem? Como que Force India e Sauber vão sobreviver a isso tudo?
    Reginaldo, li algo sobre 720 gramas em algum comentário esportivo.
    Abraços pros meninos e beijos pras meninas!

    Curtir

    1. Duvido que seja séria essa história de não levar a garrafa d’água p/ o carro ficar mais leve… Hamilton deve ter esquecido e inventou essa desculpa!
      A hidratação é *importantíssima*! Nem ciclista, onde a proporção do peso da garrafa d’água é muito mais influente, abre mão da hidratação. Descartam as garrafas apenas nas partes mais íngremes, mas eles se hidratam imediatamente antes, e pegam novas garrafas após as subidas.

      Curtir

    2. Tenho uma matéria preparada para sexta-feira no UOL sobre isso. São várias as dificuldades (econômicas e até climáticas) tanto de se fazer um calendário mais coerente, quanto de convencer as equipes e até pilotos em fazer mais etapas.

      E sobre o Stroll, ele tinha comentado isso por alto e por isso pedi para ele falar mais sobre o PS4.

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s