Turistando na F-1: Por que Montreal está entre os melhores destinos da temporada

Estava pensando em como começaria o texto sobre Montreal e pensei em dizer que o mundo da Fórmula 1 não se importa em ter o pior paddock do ano – o que deve melhorar em breve – e cruzar o oceano no meio do que seria a temporada europeia para visitar a cidade canadense. E me lembrei que escrevi uma matéria para o UOL há alguns anos justamente com o mesmo mote! De fato, não é a toa que o GP do Canadá entrou na minha lista dos melhores para assistir ao vivo da temporada.

A questão é que não dá para explicar como é Montreal sem ir mais para o lado subjetivo. O que é especial sobre este cantinho do mundo não tem a ver com nenhum monumento ou prédio importante. É a vibração de uma cidade que pulsa criatividade, juventude e dinamismo, ao mesmo tempo em que respeita suas raízes.

Essa, pelo menos, é a impressão de quem visita a cidade nos meses mais quentes. Já ouvi várias vezes “volte aqui no inverno para você ver como é” e dá para imaginar a melancolia tomando conta só ao observar a grossura das portas dos metrôs e dos vidros das janelas. Mas talvez seja por esse “período de incubação” que tudo fique mais especial quando o clima dá uma trégua.

Mas o que toda essa poesia em forma de cidade significa de concreto? Significa que você vai encontrar artistas de rua incríveis, festivais que misturam diversas artes e sabores de graça, aconchegantes cafés – milhares deles – e bares alternativos. Ao lado deles estarão construções com arquitetura clássica disputando espaço com arranha-céus, em uma daquelas paisagens específicas desta parte da América do Norte, e uma arquitetura de vanguarda funcional e bastante interessante, capitaneada pelo famoso Habitat 67.

Mas a cidade também tem suas belezas naturais, sendo a mais óbvia as margens do Rio Laurence e os parques que, assim como as pessoas, parecem vibrar por terem deixado os dias mais frios para trás. E nada melhor que um fim de tarde do topo do Mount Royal para dividir com os locais – os esportistas, que subiram até lá correndo ou pedalando, ou aqueles que preferiram economizar no esforço – um pouco deste frescor característico de Montreal.

 

RAIO-X

Preços: Montreal não é das cidades mais baratas que você vai visitar na América do Norte, mas também não é absurdamente caro. Você vai gastar cerca de 150 dólares por dia.

Ingressos: Os preços são bons. O mais barato para os três dias sai por 320. Um lugar no famoso fica por volta de 480 reais.

Melhor época: o Verão é o mais indicado, mesmo correndo o risco de encarar muita chuva. Na época do GP, no final da Primavera, pode acontecer mais ou menos de tudo – tempestades, um vento cortante e sol. Às vezes até ao mesmo tempo.

Por que vale a pena? É daquelas cidades que vivem o GP, do jeito que o Liberty Media quer: você certamente terá muito mais a fazer do que apenas ir ao circuito.

2 comentários sobre “Turistando na F-1: Por que Montreal está entre os melhores destinos da temporada

  1. Sem dúvidas, o Canadá é um país único.
    Lugar incrível e que sempre proporciona grandes corridas.

    Essa sua série “Turistando” é sensacional, Julianne!
    Parabéns

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  2. Parabéns pelo seu texto, Julianne. Vc conseguiu demostrar muito bem o espirito de Montréal. Moro aqui já tem quase 5 anos e concordo com quase tudo. Só te digo que mesmo no inverno a cidade também tem uma certa magia, não é tão triste quanto alg´uém falou para vc. Só é diferente (especialmente branco) mesmo quando temos -20 graus de temperatura.

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