Turistando na F-1 e no “café amarelo” do Bahrein

A cara do Bahrein: Uma mesa cheia de pratinhos. E um deles tem hummus.

O melhor lugar para comer: Ainda estou procurando. Por enquanto, o bandejão do circuito ainda leva vantagem, até porque tudo é mais tarde por lá e é difícil encontrar lugares abertos.

O que evitar: Não deixe para ir jantar tarde porque só vai sobrar fast food

 

Só de digitar o título, já me veio a lembrança do aroma de uma espécie de café amarelo de cardamomo que eles servem na sala de imprensa no Bahrein, mas sei que não é qualquer um que encararia – e nem todo mundo que gosta depois que prova algo que é tido como café, mas que na verdade não tem nada a ver com café. Mas o fato é que, cardamomo à parte, é difícil passar fome por lá.

Você pode estar pensando: ‘mas no Bahrein! Nem sei direito onde fica!’ Não estou dizendo que o Bahrein especificamente é um paraíso da comida, mas que o Oriente Médio não costuma desapontar.

Muito do que se encontra nos restaurantes não é diferente da cozinha árabe à qual estamos acostumados no Brasil, mas diria que os temperos são mais ricos e até um pouco adocicados dependendo do prato. Mas encontrar tabule, kibe, charutinhos de uva e muito hummus é tarefa fácil.

Recomendaria, contudo, ir além. E, se o Bahrein nunca estiver nos seus planos – e, mesmo que o GP por lá seja um evento muito bem feito, já que é tão importante para o país que a pista estampa uma das notas do dinheiro por lá (!) – o mesmo vale para lugares mais frequentados por brasileiros, como Dubai ou mesmo Israel. (Pois é, em termos de comida, Israel está bem pertinho dos vizinhos árabes, só com nomes diferentes).

Nessa região, a melhor pedida em termos de carne é cordeiro, o que nos leva a uma lição importante sobre comer pelo mundo – deixe para consumir a carne de vaca no Brasil mesmo para evitar decepções, não é a toa que a carne brasileira é tão famosa. Aliás, a combinação entre tiras de cordeiro e hummus é sensacional.

Mas seria injusto falar só de comida árabe em geral. O Bahrein tem as suas especialidades, sendo que a maioria delas são basicamente pratos de arroz (não é arroz branco e o grão não é minha especialidade, mas acho que chama agulha, e é cozido com açafrão) com frango ou cordeiro. O prato mais tradicional é o Biryani, que é basicamente uma paella com esses ingredientes, uma vez que a ideia é pedir um prato enorme para as pessoas dividirem.

Aliás, essa é uma particularidade das mesas da cozinha árabe. O normal é pedir pequenas porções de pratos diferentes e compartilhar. E a mesa fica essa confusão aí da foto que abre o post.

Sendo um país muçulmano, não são todos os restaurantes que servem álcool, e na verdade é bem mais fácil achar restaurantes com shisha – até no paddock, onde tirei essa foto aí do lado, tem! – do que cerveja. No entanto, é possível encontrar drinks e cerveja nos restaurantes de hotéis, mas o fato é que não há uma bebida típica por lá. E, insisto, não tira pedaço de ninguém ficar no delicioso café de cardamomo!

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2 comentários Adicione o seu

  1. Sou apaixonado por temas assim. Gostei muito! Parabéns

    Curtido por 1 pessoa

  2. Gustavo Siqueira disse:

    Gosto demais de ler sobre o aspecto cultural de cada cidade/país que a F1 visita. Seria legal, se possível, vermos uma ou outra foto da cidade e ouvir dos habitantes locais o que a F1 significa/representa para eles.

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