Quem é quem na temporada 2021 da F1: Aston Martin

Por onde começar com tanta expectativa em cima da Aston Martin? O time que apostou na recuperação de Sebastian Vettel tem os ingredientes de que o alemão precisa para voltar a andar no nível que lhe permitiu vencer quatro campeonatos seguidos entre 2010 e 2013, e reúne características interessantes que podem mudar o desenho da relação de forças no grid a médio prazo.

Começando por 2020, a última temporada do time como Racing Point foi um belo cartão de visitas para mostrar o que o investimento trazido por Lawrence Stroll, um empresário que fez fortuna recuperando marcas famosas que andavam mal das pernas financeiramente (ou seja, o fato de ele ter se tornado sócio majoritário da montadora Aston Martin não é coincidência) pode fazer pelo time: finalmente tendo dinheiro para investir em uma remodelagem conceitual completa do carro, algo que o corpo técnico sabia que seria muito bem-vindo, uma vez que eles estavam, por anos, tentando seguir a receita da Red Bull de rake elevado ao mesmo tempo em que compravam a caixa de câmbio da Mercedes, que não era projetada para isso, o RP20 levou ao extremo tanto a parceria entre as duas equipes (com direito a Racing Point sendo desenvolvida no mesmo túnel de vento da Mercedes) e o uso de todas as ferramentas possíveis para copiar o carro, partindo do princípio de que, se os projetos foram efetivamente feitos pela Racing Point, pertencem a ela.

É claro que os rivais, sabendo que isso seria apenas o começo, chiaram e fizeram da ‘Mercedes rosa’ um dos termos do ano passado. No regulamento, muita coisa foi esclarecida visando o futuro mas, como as regras permanecem bastante estáveis, 2021 será mais um ano em que os dois carros serão muito parecidos.

Na verdade, eles têm tudo para guardarem semelhanças ainda maiores, mesmo que não tão visíveis. Isso porque a agora Aston Martin vai usar basicamente a traseira da Mercedes de 2020, algo que o regulamento permite fazer porque eram peças não listadas (peças listadas são aquelas que cada construtor tem de fazer). E, melhor: eles podem fazer isso sem gastar fichas de desenvolvimento porque são peças compradas prontas.

De janeiro ao final de junho, a Aston Martin vai ter 18 horas a mais de túnel de vento que a Mercedes, de acordo com as novas regras.

E isso não poderia ser uma notícia melhor para Vettel. Ele vinha sofrendo muito na Ferrari justamente com a traseira instável (característica que o time vai gastar suas fichas de 2021 para tentar solucionar), não tendo confiança suficiente para carregar mais velocidade na entrada das curvas. Em outras palavras, ele não conseguia pilotar como fazia na época de Red Bull, da maneira que sabe ser mais rápido. E, na Aston Martin, com essa traseira à la Mercedes, a lógica diz que a história será bem diferente da Ferrari.

Isso quer dizer que podemos ter o velho Vettel de volta, mas não nos diz muito sobre qual o limite do conjunto em si. Em 2020, a Racing Point ficou devendo, por vezes perdida com o acerto (algo compreensível quando se muda praticamente o conceito do carro inteiro), na estratégia, e se viu às voltas com a covid tanto entre seus pilotos, quanto afastando funcionários de pista ao longo do ano. Sofreu com azares também, como o furo no pneu de Lance Stroll (que vem em evolução – já não é pilotado pelo carro como quando começou na Williams – e também vai se beneficiar de um carro mais estável) em Mugello. Com tudo o que deu errado para o time, perder o terceiro lugar por sete pontos só mostra o potencial do conjunto.

Mas, por enquanto, é um potencial para liderar esse segundo pelotão e se colocar em posição de aproveitar qualquer escorregada de Mercedes e Red Bull. Para este ano, a tendência é que a equipe entenda melhor o carro e como tirar o máximo do equipamento, o que será útil na disputa contra uma Ferrari com unidade de potência e parte traseira atualizadas e uma McLaren também equipada com o motor Mercedes.

3 comentários Adicione o seu

  1. Paulo Moreira disse:

    Com Vettel na equipa, espera-se que a Aston Martin faça melhor do que a Racing Point fez no ano passado. A ser assim é excelente.
    Vettel tem tudo para brilhar, renascer e provar que ainda é um piloto rápido e vencedor. Penso que é a combinação perfeito entre piloto e equipa.

    cumprimentos

    visitem: https://estrelasf1.blogspot.com/

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  2. Caique Araújo disse:

    Excelente texto, estou torcendo muito pelo vettel !

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  3. Sam disse:

    Acredito nisso. Acho que o Vettel vai beliscar pelo menos dois ou três pódios. E fazer isso num ano de estréia dessa equipe q ainda é meio de pelotão será grande feito. Digno do grande campeão que ele é.

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