Viajando para o GP

GP de Baku ao vivo: Turistando na F1

Poucos brasileiros podem dizer que já estiveram mais de cinco vezes no Azerbaijão, e posso dizer que ainda não me acostumei com a estranha mistura de Turquia e Rússia, com uma pitada de Irã. Mas para a F1 o GP já se tornou uma das provas mais esperadas do ano especialmente depois do que rolou em 2018 e 2021. Mas será que vale a pena ver o GP de Baku ao vivo?

Compre ingresso para: Sahil

É a arquibancada com o melhor custo-benefício, localizada no trecho que em duas retas se encontram paralelamente. Além disso, é do lado do metrô e da área em que são realizados os shows. Isso por menos de 200 dólares. Não acredito que valha muito a pena ficar na arquibancada mais “vistosa” do circuito, perto da muralha da cidade velha, pois é uma subida, dá para ver pouca coisa. Naquela curva apertada antes da muralha, não há arquibancadas com ingresso vendido.

Hospede-se: perto da pista

É melhor evitar a cidade velha na época de GP pois, se tiver de pegar um táxi, ele será bloqueado muito antes de seu hotel. E em qualquer visita a Baku o melhor é não se afastar muito da orla. Prefira as proximidades da rua Nizami.

Vá de: metrô ou a pé

O transporte público é muito barato e funciona bem. Uma passagem de metrô custa menos de um real (1) e te deixa bem perto da pista. Também há vários hotéis próximos do circuito. Como em toda corrida de rua, a grande vantagem é poder andar até o circuito.

Não perca: Mari Vanna

Não dá para ver o GP de Baku ao vivo sem dar um pulinho no restaurante Mari Vanna
O interior do restaurante. Foto: Julianne Cerasoli

Nada contra a cozinha azeri – prove o dolma se passar por lá – mas esse restaurante russo que fica colado em uma das entradas para a pista é puro charme. A decoração é como se fosse uma casa chique do início do século passado, mas com muitos, muitos detalhes. Até o banheiro é incrível. E a comida não decepciona. Para quem gosta de arquitetura, Baku também é um prato cheio, com construções medievais e um prédio assinado por Zaha Hadid, famosa arquiteta iraquiana.

Combine com: Geórgia

A vizinha do Azerbaijão está na moda como rota turística especialmente para jovens baladeiros europeus e há quem diga que a capital Tbilisi é a nova Berlim. Se não é a sua, outro grande atrativo do país é sua rica coleção de igrejas e monastérios antiquíssimos e ruínas pré-históricas.

Dá até para visitar uma igreja do século 14 e uma geleira ao mesmo tempo. Só não vá para a outra vizinha, a Armênia. O conflito é antigo e você corre o risco de ter o visto negado se tentar entrar no Azerbaijão depois de passar por lá.

Quanto fica ver o GP de Baku ao vivo?

A passagem encarece bastante a viagem – é difícil ir para Baku do Brasil por menos de 1000 dólares. Você fará uma escala, provavelmente em Frankfurt ou Istambul.

A hospedagem pode ser a parte mais complicada: quem o acompanha o blog sabe que eles costumam cancelar reservas quando percebem que batem com as datas do GP. E a intromissão masculina que vivi nos GPs anteriores desencoraja tentar o Airbnb lá. Assim, pode ser difícil achar hotéis por menos de 250 dólares para o GP.

No mais, o Azerbaijão não é um país caro: uma boa refeição sai por menos de 10 dólares.

Vale a pena ver o GP de Baku ao vivo?

Com certeza, uma viagem ao Azerbaijão não será a primeira que você fará na vida, imagino. É um GP que faz mais sentido para quem mora na Europa porque, tirando o voo, não é caro. Mas se for uma desculpa para dar justificar uma visita longa à belíssima Geórgia, aí a coisa muda de figura.

5 comentários em “GP de Baku ao vivo: Turistando na F1”

  1. Também não é minha corrida favorita além de não gostar de corridas de rua com exceção de Maçau e Norisring a arquitetura é um destaque mas sempre tem programas sobre viagem para ver essas atrações

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