A primeira volta costuma será crucial no GP da Hungria. É comum vermos manobras agressivas especialmente nas três primeiras curvas, já que os pilotos sabem que trata-se de um circuito em que a média de ultrapassagens é mais baixa que o normal na temporada.
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Mas houve provas mais recentes na Hungria que desafiaram essa ideia de pista travada. Agora ela é considerada mais de média velocidade, com possibilidade de ultrapassagem se houver uma diferença considerável de pneu.

Qual é o melhor acerto para a pista de Hungaroring
Não faz muito tempo que comparava-se o acerto de Hungaroring com o de Mônaco, mas os carros foram ganhando aderência nos últimos anos e vimos configurações de downforce médio para a pista.
Isso podia atrapalhar o equilíbrio principalmente no segundo setor, mas compensava na reta, então passou a ser o caminho escolhido por muitas equipes.
A velocidade nas curvas também aumentou, e a Hungria passou a ser considerada uma pista de média velocidade, com várias curvas sendo feitas em quarta e quinta marchas.
Seja como for, Hungaroring ainda é daquelas em que o downforce conta mais que potência no motor. Os pilotos passam somente 10s na reta e o restante das volta nas curvas. E os freios são bastantes requisitados em seis freadas fortes e também por conta do calor: historicamente, o GP da Hungria é um dos mais quentes do campeonato.
Ultrapassagens no GP da Hungria
Hungaroring é conhecido pela dificuldade de se ultrapassar. É uma pista travada e estreita, então os pilotos até conseguem colocar de lado em alguns pontos, mas têm dificuldade de completar as manobras. Por isso, essa aqui é conhecida como uma das melhores da história:
É por conta dessa dificuldade que a zona de ultrapassagem funciona de maneira diferente, com um ponto de detecção e duas de ativação, ou seja, o piloto que está a menos de 1s do rival antes da última curva tem duas chances (na reta principal e entre as curvas 1 e 2) para ativar o modo de ultrapassagem.
Este é o grande ponto de ultrapassagem da pista atualmente. Você usa a reta para se aproximar e passa ou logo entre a 1 e 2, ou em seguida (provavelmente com uma espalhada para ajudar).
Qual é a melhor estratégia no GP da Hungria

Em teoria, Budapeste é uma pista travada e não há muito o que inventar na estratégia. Mas especialmente o calor dessa época do ano faz com que o tempo total de corridas de uma ou duas paradas seja semelhante, abrindo possibilidades estratégicas, até porque a perda no pitstop não é tão grande (22s, o que fica na média da temporada).
Em 2019, a Mercedes Hamilton para um segundo pit stop e ele tirou toda a diferença para passar Verstappen no final e vencer. Em 2025, Lando Norris ficou na pista enquanto todo mundo parava, fez um pit stop a menos e venceu.
Em caso de chuva, como vimos nos últimos anos, é uma pista que seca rápido, e isso estará na cabeça dos estrategistas. Além disso, não há muito histórico de Safety Car.
Uma volta no Hungaroring
90 poles in F1
— Formula 1 (@F1) July 18, 2020
7 poles in Hungary
Go onboard with @LewisHamilton for the lap that took him there 🍿🚀#HungarianGP 🇭🇺 #F1 @pirellisport pic.twitter.com/eABZb93oV9
Os pilotos chegam a 280km/h antes da primeira freada, o grande ponto de ultrapassagem da pista. A partir da lenta curva 2, começa a descida (e é importante controlar a saída para o tempo de volta vir). A curva 3 é mais rápida, a 230km/h, continuando a descer até o começo da reta, que é em subida.
Na curva 4 acaba a parte mais rápida da pista, e começa um setor mais travado a partir da 5, um hairpin longo cuja entrada é bem importante: o segredo é não carregar muita velocidade para evitar perder na saída e na reta curta logo em seguida.
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As curvas 6 e 7 são uma chicane feita a mais de 200km/h, seguida por uma freada forte na 8, onde começa uma sequência de curvas técnicas e relativamente lentas até a 12.
As últimas curvas do circuito, 13 e 14, são as mais difíceis, já que os pneus chegam muitas vezes superaquecidos antes do ‘refresco’ da reta e a tendência é o carro escapar na saída. Um erro na 14 e pode ficar difícil defender a posição na primeira freada.
Como foi o GP da Hungria em 2025
No GP da Hungria, Lando Norris protagonizou uma vitória estratégica baseada na paciência e na superioridade do carro da McLaren em condições de pista travada. Após largar atrás de Max Verstappen e de seu companheiro Oscar Piastri devido a uma classificação difícil, Norris utilizou a estratégia ao estender o seu primeiro turno com pneus médios, enquanto os rivais pararam mais cedo para se defender de possíveis undercuts.
Essa escolha permitiu que ele tivesse pneus muito mais novos na fase final da prova, conseguindo superar Verstappen na pista e assumir a liderança quando a McLaren finalmente realizou sua única parada contra duas do pole position Piastri e Verstappen. Segundo a McLaren, eles não esperavam que a estratégia de Norris fosse tão boa a ponto de lhe dar a vitória.
A explicação para o sucesso reside na eficiência do sistema de arrefecimento e na gestão de pneus, que permitiu a Norris manter um ritmo forte mesmo no ar sujo, algo que Verstappen não conseguiu replicar, sofrendo com o superaquecimento dos pneus e com o comportamento errático de sua Red Bull em Budapeste.
O resultado foi uma dobradinha da McLaren que consolidou Norris na perseguição ao título, em um final de semana onde a equipe soube ler as limitações dos adversários para ditar o ritmo da corrida.



2 Comments
Acho que todos estamos um pouco, ou muito até, ansiosos por esta corrida, devido ao acidente entre Verstappen e Hamilton.
O que será que vai acontecer nesta corrida? Se chegarem os dois lado a lado à primeira curva pode dar faísca. Uma coisa é certa. Este campeonato está super interessante.
Cumprimentos
visitem: https://estrelasf1.blogspot.com/
A pista que mais se beneficiou da controversa asa móvel. Sem dúvidas.
De 2011 pra cá, a qualidade das provas tem sido boas, com algumas marcantes mesmo, como 2011, 2014 (a melhor), 2015 e 2021.