
Os péssimos trabalhos de box de Mônaco tiraram da Red Bull o posto de equipe mais rápida na troca de pneus. A McLaren, que também errou com Hamilton no Principado e na Turquia, aparece com a média melhor nesses primeiros seis GPs – 23s044 contra 23s182 da equipe de Vettel e Webber. A Ferrari é mais demorada, com 23s493 de média.
| Australia | Malásia | China | Turquia | Espanha | Mônaco | Média | |
| Vettel | 23.319 | 22.408 | 21.764 | 20.402 | 20.214 | 28.536 | 22.773 |
| Webber | 24.058 | 22.198 | 21.888 | 21.100 | 20.305 | 32.002 | 23.591 |
| Hamilton | 23.213 | 23.252 | 20.659 | 24.909 | 20.364 | 29.211 | 23.601 |
| Button | 22.992 | 22.451 | 21.924 | 21.808 | 20.295 | 25.457 | 22.437 |
| Alonso | 24.055 | 23.619* | 21.887 | 21.530 | 20.480 | 28.367 | 23.314 |
| Massa | 24.145 | 24.886 | 21.396 | 23.375 | 21.618 | 26.615 | 23.672 |
*não incluída parada para troca do bico
São vários os fatores que envolvem uma troca perfeita – e o fato de Button ter constantemente optado por fazer uma parada a menos parece ajudar na hora de se calcular as médias, pois, ao parar menos vezes, diminui-se a possibilidade de erros. Os números disponibilizados pela FIA determinam a perda total, ou seja, o piloto conta muito nestes dados. Afinal, apertar o limitador no momento exato, parar milimetricamente na marca devida e responder prontamente ao sinal para acelerar conta muito nessa hora.
Portanto, é difícil separar, até nas comparações entre companheiros, o que deve ficar na conta da equipe e o que acaba nas costas do piloto. A maior diferença interna ocorre na McLaren: a média de Button é 1s170 melhor que de Hamilton. Na Red Bull, Vettel leva 0s818 de vantagem para Webber, enquanto na Ferrari, as paradas de Alonso foram em média 0s358 mais rápidas que de Massa. De qualquer maneira, não parece real imaginar que qualquer uma delas prejudique os preciosos milhões do campeonato de construtores para beneficiar um piloto x.
O que salta aos olhos nesses resultados é a quantidade de erros. Além das já citadas falhas de Mônaco e Turquia, a McLaren deixou Hamilton na mão também na Malásia. Já a Red Bull abusou de errar em Mônaco, com ambos os pilotos. Já a Ferrari pisou na bola feio com Massa na Turquia e Alonso em Mônaco (também!), além de uma sequência de trabalhos longe do ideal com ambos os pilotos na Austrália, Massa na Malásia e na Espanha, e Alonso na China. Não é segredo que os italianos vêm sendo consistentemente lentos, mas tem mais gente que gostaria que os tempos de uma parada dos Bridgestone voltassem logo.