O novo motor interfere diretamente em como as corridas serão disputadas, principalmente pela necessidade de gerenciar o uso da potência vinda do motor elétrico, que triplicou em energia em comparação com a unidade de potência anterior.
É com essa energia que os pilotos terão uma ajuda para tentarem ultrapassar, e não mais com um dispositivo aerodinâmico, como o DRS.
Adeus DRS, olá Modo Ultrapassagem
Os carros seguem tendo um sistema de redução de arrasto, que passa a se chamar Modo Reta, mas ele não influi nas disputas de posição.
O que auxilia nas disputas de pista é o Modo Ultrapassagem, que a princípio funciona igual o DRS:
- Se você estiver a menos de um segundo do rival no ponto de detecção, terá mais potência do que seu oponente na reta para tentar se aproximar.
- Diferente do DRS atual, essa potência só existe se você tiver bateria. Se você não carregou o carro, o “modo ultrapassagem” não serve para nada.
É importante entender como um carro vai ter mais energia que o outro: uma das medidas adotadas pela FIA para evitar que o carro simplesmente perca 50% de sua potência no meio da reta, no caso da bateria ficar zerada, é estabelecendo uma curva de entrega do MGU-K.
Quando o piloto não tem o Modo Ultrapassagem à disposição, o máximo de energia que ele pode usar do MGU-K vai diminuindo a partir do momento em que ele chega aos 290km/h.
Essa energia vai diminuindo linearmente até zerar quando o piloto atinge 345km/h. Isso acontece em todas as voltas. A diferença de velocidade para quem está com o Modo Ultrapassagem ativo é que a potência dele continuará no máximo, enquanto a do rival vai diminuindo.
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Piloto como gestor de energia
Os pilotos terão três ferramentas principais no volante:
- Botão Recharge: Com ele ativado, o carro foca 100% na recuperação de energia cinética (MGU-K) durante as frenagens e no lift and coast. Toda vez que o piloto freia ou tira o pé, ele estará recarregando a bateria, já que o MGU-K está ligado ao brake-by-wire. Porém, com o recharge ativado, é como se ele desse um comando para o sistema: “Não gaste nada agora e recupere o máximo que puder nas frenagens”.
Isso era feito anteriormente pelo mapeamento de motor, pré-configurado. O piloto só mudava de um modo para o outro. Agora, ele tem o controle dos mapas e também do Recharge. E isso vai significar que veremos as luzes traseiras (que indicam a recarga do motor) piscando ainda mais. - Botão Boost: O antigo botão de ultrapassagem. Pode ser usado para ataque ou defesa em qualquer ponto da pista, desde que haja carga na bateria. Ou seja, nada mudou em relação ao passado, mas como há mais energia disponível, a diferença da ativação do boost é maior. E ele muda de nome por causa de outra novidade.
- Modo Ultrapassagem: Exclusivo para quem passa a menos de 1s do rival em um dos pontos de detecção. Com o Modo Ultrapassagem ativado, o piloto mantém sua bateria entregando energia total, enquanto quem está na frente vai perdendo energia de maneira linear depois que ele passa dos 290km/h.
Porém, o piloto que está ultrapassando também tem que ter guardado energia para conseguir usar o Modo Ultrapassagem.
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Prepare-se para ver pilotos jogando com essas ferramentas. Pode ser mais inteligente deixar um rival passar e recarregar a bateria para tentar a manobra mais para frente. Um sempre vai tentar fazer com que o outro gaste mais.
O que muda com a entrada da Cadillac

- Classificação: O Q1 e o Q2 agora eliminam 6 pilotos cada (do 17º ao 22º no Q1; do 11º ao 16º no Q2). O Q3 continua exatamente como antes.
- Logística: Circuitos terão que se adaptar para acomodar mais uma equipe, o que é tranquilo para a maior parte deles, que dedicava mais de uma garagem para a maioria das equipes, mas é mais complicado em lugares como Mônaco e Zandvoort. E os 777 usados para transportar o equipamento dos times terá que comportar mais alguns containers.
- Divisão dos lucros: Agora são 11 equipes dividindo parte dos lucros obtidos pela Liberty Media junto aos promotores de GP, patrocinadores e TVs. Para compensar o impacto negativo disso no que o restante das equipes recebe, a Cadillac paga uma taxa de diluição que, calcula-se, chega aos 450 milhões de dólares.
Calendário mais lógico
Sai Imola, entra uma pista de rua em Madri, em setembro.
BAIXE O CALENDÁRIO COMPLETO AQUI
Os GPs do Canadá e de Miami, finalmente, estão mais próximos um do outro, então o equipamento vai dos Estados Unidos para o Canadá em maio.
O calendário segue com 25 GPs e seis sprints, já com a confirmação de que o GP da Holanda sai em 2027 e será substituído pelo GP de Portugal


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