F1 GP dos EUA horários e o que esperar - Julianne Cerasoli Skip to content

Guia do GP dos Estados Unidos

Dia desses, eu li uma definição interessante sobre o palco GP dos Estados Unidos: uma coletânea dos maiores hits da Fórmula 1. E poucos lugares são mais apropriados para ter um circuito desses, ainda mais na super musical Austin.

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A combinação entre uma pista com pontos de ultrapassagem, perda de tempo no pitlane relativamente pequena e a variabilidade do clima formam um combo interessante. Não é por acaso que o Circuito das Américas já nos deu alguns GPs bastante movimentados. E a corrida também foi palco de disputas pelo campeonato entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg no passado:

Qual é o melhor acerto para o Circuito das Américas

É uma pista equilibrada em termos de necessidade de velocidade de reta x mais pressão aerodinâmica, e tem curvas para todos os gostos. COTA é um circuito em que o carro precisa responder bem a mudanças rápidas de direção. Então, ele deve estar bem equilibrado (sem tendência de sair muito de frente ou de traseira).

Por outro lado, um problema que só tem aumentado no Circuito das Américas devido ao terreno em que a pista foi construída são as ondulações. Isso faz com que as equipes tenham que levantar os carros, dependendo de quão sensíveis eles são. E andar com o carro mais alto diminui sua eficiência aerodinâmica. Também por conta das ondulações, as suspensões também devem estar mais macias.

Isso foi particularmente complicado para os carros com efeito-solo. Eles precisavam manter uma distância pequena e constante em relação ao solo. Encontrar o limite da altura se tornou, então, o grande desafio na pista. Até porque as ondulações vão mudando de lugar a cada ano. Nos últimos anos, vários pontos da pista foram recapeados, mas isso não aconteceu só de uma vez, então há diferenças entre um trecho e outro.

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São muitas curvas, começando com uma sequência de esses de alta velocidade e terminando também em um setor com muitas curvas. Então, o estresse de pneus é alto, geralmente favorecendo estratégias com mais paradas.

Ultrapassagens no GP dos Estados Unidos

O primeiro setor de COTA é inspirado na Eau Rouge na primeira curva, depois passando por um trecho mais Suzuka/Silverstone. É difícil seguir o rival de perto nestas circunstâncias, mas isso é importante para um ataque na reta oposta, o grande ponto de ultrapassagem da pista.

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Por conta disso, as ultrapassagens em Austin sempre dependeram muito do DRS. Tivemos GPs dos EUA com número alto de ultrapassagens. Em 2019, por exemplo, foram 61 após a primeira volta, colocando a prova em segundo no ano, atrás apenas do Bahrein. Porém, 70% das manobras dependeram da asa traseira móvel.

Em 2022, foi até fácil demais passar em Austin, a campeã de manobras do ano, com 85. Mas, no ano seguinte, o número de manobras já foi bem menor, 47, embora acima da média. Em 2024, foram apenas 33 ultrapassagens.

Além da reta oposta e da freada da curva seguinte, a 12, outro pontos de ultrapassagem é na curva 1. Embora a freada fique a apenas 325m da posição do pole, há várias linhas possíveis. E isso ajuda a ação do começo ao fim da prova. Mas não é incomum termos toques ou vermos pilotos saindo da pista, pois a curva começa aberta e depois o espaço desaparece.

Austin ganhou fama de corrida com estratégias variadas pela combinação de três motivos: o pit lane relativamente curto, com perda de por volta de 20s, a possibilidade de se ultrapassar e as condições de tempo variáveis. Não raro, a F1 pegou um dia de frio e, muitas vezes, chuva, seguido por outro de calor. Isso sempre atrapalha a preparação das equipes e ajuda a trazer mais dúvidas para a prova.

Qual é a melhor estratégia para o GP dos Estados Unidos

Essa combinação entre a pouca perda no pitlane e o número razoável de ultrapassagens fez com que as provas em Austin fossem vencidas com táticas de duas paradas. Afinal, vale mais a pena forçar o ritmo do que tentar segurar para fazer apenas uma troca de pneus.

Mas, em 2024, todos os pilotos do top 10 fizeram apenas uma parada, usando o médio e o duro.

Um ponto negativo é que não há muitas variações de estratégia (é mais uma questão de fazer dois stints de duros ou de médios). E, como as áreas de escape são generosas, é uma corrida com pouca incidência de SC.

Dito isso, todas as oito provas disputadas em Austin, o vencedor foi um dos pilotos da primeira fila do grid. Aliás, a possibilidade de contornar bem a primeira curva por fora faz com que a segunda posição não seja um lugar ruim para largar. O piloto que saiu da segunda posição liderou a terceira volta em quatro das últimas cinco corridas em Austin.

Como foi o GP dos Estados Unidos em 2025

Max Verstappen saiu vitorioso após dominar o final de semana de sprint, aproveitando um toque que complicou a vida da McLaren. O abandono de Lando Norris e Oscar Piastri logo na largada da corrida sprint, após um toque triplo envolvendo Nico Hulkenberg, privou a equipe de dados cruciais sobre o comportamento dos pneus e a altura ideal do carro, forçando-os a um acerto conservador que comprometeu o ritmo na corrida principal.

Norris ainda conseguiu se recuperar e terminar em segundo após uma intensa disputa com Charles Leclerc, mas não teve velocidade suficiente para ameaçar Verstappen, enquanto Piastri sofreu com a falta de aderência e terminou em quinto, atrás das Ferrari e de Lewis Hamilton.

Já Gabriel Bortoleto enfrentou seu final de semana mais difícil na categoria até então, lutando com a falta de ritmo em trechos específicos do circuito e terminando em 18º lugar após uma tentativa frustrada de estratégia alternativa com duas paradas nos boxes.

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